A música do Megadeth que é mais sombria que "The Conjuring"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de abril de 2025
Segundo trabalho de estúdio do Megadeth, "Peace Sells… But Who's Buying?" é um dos clássicos absolutos do thrash metal. Lançado em setembro de 1986, o álbum evidencia todo o talento da banda liderada por Dave Mustaine e é um banquete para quem aprecia riffs afiados, solos marcantes e batidas aceleradas.
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Pesado e técnico do início ao fim, "Peace Sells…" tem como um dos grandes momentos a clássica "The Conjuring". A letra da música aborda um ritual de invocação, e Mustaine, que se converteu ao Cristianismo no início deste século, a deixou de fora dos shows da banda por 17 anos.
Em novembro de 2024, Mustaine participou da edição número 242 do podcast Steve-O's Wild Ride!. Na ocasião, o frontman explicou (via Blabbermouth) as razões pelas quais voltou a incluir "The Conjuring" nos setlists das apresentações do Megadeth.
"Eu não tinha certeza dos efeitos que as letras teriam em nossos jovens fãs. E eu não queria enganar ninguém. Queria ter certeza de que, se eu estivesse cantando algo e eles dessem algum tipo de importância, eu não estaria inadvertidamente tomando uma decisão por eles e dizendo algo que possivelmente os machucaria de alguma forma. [Mas] a estrutura da música não continha o que eu achava que estava lá. Não há nada enganoso nela.
Depois de uma extensa avaliação, muita reflexão, olhar para o meu próprio umbigo, fazer orações e outras coisas, achei que não havia problema em fazer essa música agora."
Pois bem, "The Conjuring" está entre as composições mais "dark" do Megadeth. No entanto, para Mustaine, há outra obra da banda mais sombria que essa, como aponta entrevista concedida por ele ao site Songfcats em 2022.
‘Mary Jane’ é muito mais sombria do que ‘The Conjuring’. ‘Mary Jane’ está no disco ‘So Far, So Good... So What!’ [1988], e ‘The Conjuring’ está no ‘Peace Sells... But Who's Buying?’. Uma é sobre magia negra e conjuração de um espírito, e a outra é sobre uma bruxa que é enterrada viva pelo pai - isso é supostamente verdade, porque a lápide está em um lugar que fomos visitar (...). Mary Jane Terwilliger é o nome da bruxa, então é por isso que a chamei de ‘Mary Jane’. Não era sobre maconha."
Quarta faixa de "So far, So Good… So What!", "Mary Jane" é inspirada em uma lenda urbana bizarra. A história dessa música pode ser conferida aqui.
Sucessor de "Peace Sells… But Who's Buying?", "So Far, So Good… So What!" é o primeiro (e único) disco do Megadeth gravado por Jeff Young (guitarra) e Chuck Behler (bateria). Eles foram respectivamente substituídos por Marty Friedman e Nick Menza.
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