Andreas Kisser cita aspectos negativos do carnaval: "no heavy metal você não vê isso"
Por Emanuel Seagal
Postado em 30 de maio de 2025
Aproveitando o show do Sepultura em Porto Alegre no dia 31 de maio, o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, conversou com Andreas Kisser. Durante a entrevista, o guitarrista foi questionado se o metal ainda sofre com preconceito, sendo visto como "coisa de desajustado", ou se é encarado como cultura legítima atualmente.
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"O heavy metal é muito democrático, você vê vários estilos se adaptando ao heavy metal. O próprio Sepultura, trazendo a percussão brasileira, a viola caipira pro heavy metal, criando estilos diferentes. O próprio Metallica trazendo a música country americana, as bandas da Escandinávia que introduzem coisas locais dentro do heavy metal. É um estilo muito democrático, muito inclusivo", disse, citando o aumento do número de bandas com mulheres, e a aceitação do público quando Rob Halford se declarou homossexual publicamente em 1998.
Andreas enalteceu o fã do heavy metal como uma pessoa fiel, inteligente e culta, e defendeu o cenário metal como um ambiente bastante respeitoso e familiar. "Muita gente vê o heavy metal de fora com preconceito porque só vê uma casca, uma casca da camisa preta ou fazendo mosh pit, agitando, achando que aquilo é briga, e que tá todo mundo agressivo um com outro, e, pelo contrário, o heavy metal é o estilo mais família do mundo. Domingo nós tocamos na Virada Cultural em São Paulo pra mais de 30 mil pessoas, um show gratuito, muita gente que não consegue ter acesso a ingresso caro, e você vê lá a vovó com o netinho, todo mundo, muita criança, muita família participando do show, e, cara, isso é maravilhoso, é muito respeito", disse.
O músico traçou um paralelo com o carnaval, reconhecendo ser uma festa alegre e produto da cultura brasileira, mas apontou seus lados negativos que, segundo ele, não são colocados na balança. "Se vai participar do carnaval, você tem que tomar cuidado, porque é muito assalto, é estupro no meio da rua, gente mijando e cagando em tudo quanto é lugar, desrespeito com a mulher do outro", afirmou.
"No heavy metal você não vê isso, cara. Você não vê neguinho azarando mulher do outro ou sendo desrespeitoso, ou querendo usar um golpe de jiu-jitsu que aprendeu na semana. Enfim, é um monte de besteira que acontece e o heavy metal ainda tem um certo estereótipo daquela coisa violenta, satânica e tudo mais. É história, é arte…", desabafou.
Clique no player abaixo para conferir a entrevista completa.
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