Metal e política se misturam? Vocalista do Within Temptation se posiciona
Por Emanuel Seagal
Postado em 28 de maio de 2025
Qualquer um que tenha acompanhado o Within Temptation nos últimos anos sabe da opinião do grupo sobre a guerra na Ucrânia. Além de abordar o tema em seu último álbum, "Bleed Out", o grupo holandês carrega a bandeira ucraniana em seus shows e voou até Kiev para gravar um clipe, momento registrado no documentário "The Invisible Force".
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Em 2024, Sharon den Adel, vocalista do Within Temptation, conversou com Vladyslav Stadnyk, do canal ucraniano Metal Pilgrim, que abordou a reação do público ao descobrir bandas politizadas. "Para mim, é muito engraçado quando alguém está reclamando na Internet: 'Ai, meu Deus, banda de punk rock ficou politizada!' (Risos)", comentou o apresentador. "Nos anos 60, só havia bandas politizadas, mas os Bob Dylans estavam em todos os lugares e hoje em dia acho que deveria ter mais, mas não há tantas, eu acho. Há somente algumas pessoas fazendo declarações quando estão tocando em algum lugar, e se posicionam com uma bandeira, o que é bom, e eu aprecio. Cada um faz da sua forma, não é meu papel julgar como outros estão fazendo, mas realmente aprecio todos que o fazem", disse Sharon.
Agora, em 2025, os dois conversaram novamente, e a cantora abordou a reação do público nos últimos anos em relação ao posicionamento político do grupo, e disse que a decisão de terem se tornado uma banda independente não mudou a atitude do grupo. "Nunca nos importamos com o que as pessoas queriam ou não queriam que falássemos. Sempre fizemos o que queríamos fazer, mas conforme você envelhece e fica mais confortável em ser quem você é e defender o que acreditas, você fica mais expressivo. Às vezes penso: 'Não tenho nada a per...', bem, você sempre tem algo a perder, quando você fala sobre coisas ruins, por poder ter uma reação negativa. É delicado escolher as palavras certas para algumas coisas, mas tento me preparar muito bem e espero que eventualmente dê certo e as pessoas entendam a mensagem. Algumas pessoas pararam de nos seguir, pois passamos a apoiar e falar a respeito, eles dizem: 'Você não pode ser uma banda politizada.' Eu não concordo com isso, pois todos têm uma opinião e todos são barulhentos, e a sociedade atualmente, como você vê nas redes sociais, não há filtro para nada. Não digo que tenho que gritar mais alto que outras pessoas, mas ainda assim quero defender minha opinião e espero que faça as pessoas pensarem a respeito", afirmou.
Quando um artista aborda um tema polêmico como a guerra em Gaza ou na Ucrânia é inevitável receber as mais diversas críticas, e uma das mais rasas é questionar a razão de não abordar outros temas, como se fosse uma competição por importância, ou houvesse obrigatoriedade de abordar todas as guerras no mundo. Sharon, que passou parte de sua infância no Iêmen, comentou que a faixa-título do álbum "Bleed Out" aborda a luta das mulheres por direitos no Irã, mas que outras músicas focam na Ucrânia por ser algo tão próximo dela. "Estamos na mesma região. É um voo de duas horas de Amsterdã até Kiev. Espero que as pessoas entendam que estamos escolhendo nossas batalhas, algo que é mais próximo. Se eu falar sobre todos os problemas no mundo, não soará autêntico ou honesto", concluiu.
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