Kiko Loureiro revela a brutal diferença que havia entre Andre Matos e Bruce Dickinson
Por Bruce William
Postado em 26 de maio de 2025
Para Kiko Loureiro, uma das experiências mais marcantes com Bruce Dickinson aconteceu num cenário bem diferente dos grandes palcos. Em uma apresentação acústica em estúdio de rádio, o vocalista do Iron Maiden deixou uma impressão profunda, não só pela potência vocal avassaladora, mas também por sua precisão musical quase instintiva.
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Kiko relembrou o episódio durante conversa com Rafael Bittencourt no podcast Amplifica. Na época, o Angra foi convidado às pressas para acompanhar Bruce em um acústico de "Tears of the Dragon", que seria transmitido ao vivo. "A gravadora empurrou a gente pra essa. Era uma oportunidade incrível. Ensaiamos rapidinho no estúdio do Thiago Bianchi e fomos", contou o guitarrista, conforme transcrição feita por Gustavo Maiato.
No improviso, os brasileiros decidiram incluir um trecho em estilo reggae no meio da música, algo semelhante ao que Roy Z havia feito na versão original. "A gente inventou ali mesmo e mandou sem avisar. O Bruce estava cantando e, de repente, jogamos o solo vocal no meio", lembrou Rafael. "Achei que ele fosse curtir. Mas ele parou na hora!"
Mais curioso ainda foi o que aconteceu a seguir. "Na hora do refrão, toquei um dó. Ele parou, veio até mim e apontou o dedo: 'Não, não, é um dó com sétima maior'. Ele nem sabia o nome do acorde, mas ouvia exatamente o som que queria", disse Kiko. O episódio, segundo ele, mostra o grau de atenção e domínio auditivo de Bruce, mesmo em uma situação de improviso.
Mas o que realmente impressionou os músicos foi o volume da voz do vocalista britânico. "Estávamos sentados com violões naquele cubículo de rádio, e ele em pé, cantando atrás da gente. Parecia uma cabine telefônica", comentou Rafael. "O cara chegava a incomodar, a gente não conseguia pensar", completou, aos risos. Kiko acrescentou: "O Andre era super afinado, mas cantava baixo. Já o Bruce... nossa, era tão alto que dava dor de cabeça. Isso eu nunca esqueci."
A lembrança escancara o contraste entre dois grandes vocalistas, cada um com sua identidade, mas em registros completamente distintos. E, mesmo sem holofotes nem pirotecnia, Bruce Dickinson mostrou naquele estúdio minúsculo por que sua presença é impossível de ignorar.
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