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O disco do Aerosmith que fez Slash entender o sentido da vida

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Postado em 16 de maio de 2025

O som rasgado e caótico do Guns N' Roses nos anos 1980 teve uma fonte clara de inspiração. Para Slash, a banda que mostrou o caminho foi o Aerosmith — e um álbum específico marcou esse ponto de virada. "Rocks", lançado em 1976, foi o disco que fez o jovem Saul Hudson, ainda com 13 ou 14 anos, enxergar a vida com outros olhos. Ele conta que foi apresentado ao álbum por uma garota mais velha por quem estava interessado: "Quando finalmente entrei no apartamento dela, ela colocou 'Rocks' pra tocar."

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Foto: Alexandre Cardoso
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A experiência foi arrebatadora. "Aquele disco transformou completamente minha vida. Parecia que tinha sido escrito pra mim. De repente, eu entendi o que era a vida. Era um som alto, cheio de riffs, com uma pegada sexy. Aquele disco falou comigo de forma direta." A lembrança está registrada em entrevistas em que Slash comenta como o Aerosmith representava exatamente o tipo de energia e atitude que ele buscava — barulhento, desorganizado e cheio de personalidade.

Nos anos 1970, o Aerosmith era a trilha sonora perfeita para jovens deslocados em meio à euforia americana do pós-Vietnã, relembra a Far Out. Eram músicos que pareciam tão perdidos quanto seus ouvintes, mas com talento suficiente para transformar essa confusão em arte. Slash se identificava com isso. Autodeclarado "punk que não se encaixava em lugar nenhum", ele viu no Aerosmith um reflexo de si mesmo, e a prova de que era possível se conectar com o mundo sem precisar se adaptar.

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Ao lado de Joe Perry, Brad Whitford e companhia, Steven Tyler conduzia uma banda que soava instável, suja, pulsante — tudo o que Slash levaria adiante no Guns. Quando o "Appetite for Destruction" foi lançado em 1987, mais de uma década depois, a herança estava evidente. Faixas como "Paradise City" bebem dessa fonte sem hesitar, embaladas por guitarras afiadas e um vocal de pegada desgovernada. Era a versão oitentista daquele mesmo espírito que "Rocks" capturava em 1976.

Mais do que estilo, o Aerosmith transmitia atitude. Slash absorveu isso em um momento decisivo, quando estava redescobrindo a música por conta própria, recém-chegado aos Estados Unidos. Aquele álbum foi a faísca. Ele descreveu o som como "sujo, à beira do colapso, barulhento, explosivo, frenético", uma definição que também caberia perfeitamente na sonoridade que ele ajudaria a introduzir no rock da década seguinte.

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Na transição entre duas gerações, o Aerosmith mostrou o caminho para uma nova geração de desajustados. Slash seguiu. E acabou se tornando, para a década seguinte, o mesmo tipo de referência que teve quando ouviu "Rocks" pela primeira vez.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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