"Quase dançante"; Rick Rubin e a banda que mudou o metal por ser diferente
Por Bruce William
Postado em 15 de maio de 2025
Rick Rubin sempre foi um produtor fora dos padrões. Mais do que um técnico de estúdio, ele é guiado por instinto. Para ele, criar música não exige fórmulas nem domínio técnico, mas sim sensibilidade para captar o que funciona — mesmo que pareça errado na teoria. Foi com esse olhar que ele ajudou a transformar o Slayer em um dos nomes mais importantes do metal extremo.
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No disco "Reign in Blood", lançado em 1986, Rubin apostou em um método incomum: evitou dar instruções diretas e usou apenas referências e sensações para conduzir a banda. Segundo ele mesmo, a ideia era deixar o som falar por si. Ao invés de apontar o que queria, Rubin mostrou o que não queria — tocou um disco do Metallica para indicar que o Slayer deveria seguir por outro caminho. A decisão vinha do instinto, não de um plano técnico.
Em entrevista à Revolver (via Far Out), Rubin explicou o que via de único na sonoridade do grupo: "Diferente de qualquer outra banda de speed metal, o som do Slayer tem um ritmo quase dançante." Ele disse que, ritmicamente, a música do grupo lembrava mais Led Zeppelin e AC/DC do que Iron Maiden — mesmo sem qualquer ligação com o blues. "É contraintuitivo, mas ritmicamente faz sentido."
Para Rubin, o diferencial do Slayer não estava só na velocidade ou agressividade, mas na maneira como reinventaram os elementos do metal. Ele descreveu os riffs como "atonais" e "avant-garde", e afirmou que a banda criou uma nova forma de tocar guitarra. Era algo que desafiava os padrões sem precisar de explicação — bastava sentir.
Rubin nunca quis moldar artistas à sua visão. Seu papel era abrir caminho para que eles rompessem limites — mesmo que isso significasse apenas confiar no instinto, deixar as regras de lado e seguir aquilo que soava certo. No caso do Slayer, isso foi o suficiente para mudar o rumo do metal.
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