O álbum do Pink Floyd que os fãs adoram, mas Roger Waters não: "A gente não tocava nada"
Por André Garcia
Postado em 12 de maio de 2025
O Pink Floyd foi formado em 1965 e no ano seguinte já começou a se destacar na cena underground de Londres e nos redutos psicodélicos. Sob liderança de Syd Barrett, eles se destacavam por seu show de luzes, seu som alto, longas sessões de improviso, sons espaciais e muita viagem.
Em 1967 eles entraram em estúdio para gravar seu álbum de estreia, "The Piper at the Gates of Dawn", com a proposta de capturar no vinil o que tinha de melhor na experiência de suas apresentações ao vivo.
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Se você deixar de lado as obras-primas "Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975), "Animals" (1977) e "The Wall" (1979), o "Piper…" é o favorito de muitos fãs (como este que vos escreve).
Só que Roger Waters não tem a menor saudades daquela fase da banda, conforme publicado pela Far Out Magazine:
"Não quero voltar àqueles tempos de jeito nenhum. Não tinha nada de 'grandioso' naquilo. Nós éramos risíveis. Éramos inúteis. Como a gente não tocava nada, tivemos que fazer algo estúpido e 'experimental'."
Dois outros álbuns do Pink Floyd que Waters já esculachou foram os dois gravados após sua saída da banda. Sobre "A Momentary Lapse of Reason" (1987) ele disse:
"Eu achei superficial, mas construído até que de forma bem inteligente. Se você não prestar muita atenção, ele até soa como o Pink Floyd. Tem Dave Gilmour tocando guitarra — e com a intenção de criar algo que soe como a concepção que todo mundo tem de um disco do Pink Floyd — então é inevitável que você atinja esse objetivo limitado."
Já sobre o "The Division Bell" ele disse:
"Com todo o respeito às pessoas que compraram esses discos [do Pink Floyd sem mim], mas eles são um lixo. Especialmente o 'The Division Bell', que é uma bobagem do começo ao fim."
Não sei quanto a vocês, mas para mim os discos do Pink Floyd sem Roger Waters são muito melhores do que os discos do Roger Waters sem Pink Floyd. Quem duvida é só ouvir a versão solo que ele fez do clássico "Dark Side of the Moon", lançada em 2023.
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