A opinião de Renato Russo sobre a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de junho de 2025
Muitos dos grandes nomes que moldaram a história da música pesada já não estão entre nós — alguns partiram cedo demais. É o caso de Kurt Cobain, músico norte-americano que se destacou como vocalista, guitarrista e principal compositor do Nirvana, banda que se tornou símbolo do grunge, subgênero do rock alternativo que ganhou força nos anos 1990.
Apesar da breve trajetória, Cobain deixou um legado poderoso. Lançado em setembro de 1991, "Nevermind", segundo álbum do Nirvana, transformou-se em um marco cultural e comercial. O disco trouxe faixas que se tornaram hinos de uma geração, como a explosiva "Smells Like Teen Spirit" e a melancólica e introspectiva "Come As You Are".
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Por trás do sucesso, porém, Kurt enfrentava uma dura batalha contra a dependência química e a depressão. Essas lutas chegaram ao fim em 5 de abril de 1994, quando o artista tirou a própria vida, aos 27 anos — um episódio que chocou o mundo da música e marcou uma geração.
A morte precoce do frontman do Nirvana foi tema de uma entrevista com Renato Russo, publicada na revista Bizz em março de 1995. Na ocasião, o líder da Legião Urbana compartilhou sua visão sobre o trágico episódio:
"Tadinho, eu acho que era uma onda muito pesada pra ele segurar. Brasil é Brasil, né? Nós somos maravilhosos, agora, vai viver lá nos Estados Unidos. É muito complicado. Pra ele foi uma viagem muito complicada, foi muito, muito grande. O problema dele foi a droga, né? Sabe, você não consegue sair (...).
Eu acho que ele era um artista extremamente talentoso, extremamente sensível e super gente finíssima. Chegou um ponto em que ele passou a depender da droga para se relacionar consigo mesmo, sem perceber que isso é o que quebra a sua espiritualidade."
Pouco mais de um ano após esse depoimento, o próprio Renato também se despediu do mundo. O vocalista da Legião Urbana faleceu em 11 de outubro de 1996 , aos 36 anos, deixando um vazio imenso no cenário do rock brasileiro. Assim como Cobain, sua arte e sensibilidade seguem vivos na memória de quem foi tocado por suas palavras e melodias.
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