Por que o filme do Renato Russo é um desastre, segundo Peter Jordan do "Ei, Nerd"
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de julho de 2025
O influenciador Peter Jordan, do canal "Ei, Nerd", conhecido por seu entusiasmo com o universo nerd e musical, resolveu encarar Somos Tão Jovens, cinebiografia de Renato Russo, com olhos críticos.
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No vídeo publicado em seu canal, Peter começa exaltando o legado do vocalista da Legião Urbana, mas logo se mostra frustrado com o resultado. "Será que conseguiram honrar 1% do legado de um cara tão importante quanto o fucking Renato Russo?", questiona já nos primeiros minutos da resenha. A resposta, como se vê ao longo do vídeo, é um categórico não.
Para Peter, o grande problema do filme não está apenas nas atuações ou na produção, mas na essência do roteiro. "Transformaram a trajetória de um cara brilhante, complexo pra caramba, tipo, numa coisa genérica, rasa, sem alma", dispara. Ele se incomoda com o retrato do protagonista, que considera caricato e redutivo. "Basicamente o que esse filme tá dizendo pra gente é que o Renato era um gênio incompreendido que podia ser mimado, arrogante, babaca com os outros se ele quisesse, mas tava tudo certo no final porque ele era um deus na Terra", afirma.
Peter também aponta o tom artificial das falas e da direção. "Cada cena parece um teatro escolar, comercial de margarina. Os atores falam pausadamente, com um ar de importância forçada...", reclama, mencionando a constante tentativa de enfiar títulos de músicas da Legião em diálogos. "Só faltava algum personagem olhar pra câmera e dizer: ‘Esses são meus amigos Eduardo e Mônica’, ou ‘Esse show foi um tempo perdido’". Para ele, tudo soa ensaiado demais, sem naturalidade nem profundidade.
Apesar das críticas, Peter reconhece alguns méritos, como a estética retrô e o figurino que recria bem a atmosfera dos anos 70. "É um filme bonito, esteticamente. As roupas, os cenários, os pôsteres de banda... capricharam nisso", elogia. Ele também menciona que Thiago Mendonça, apesar do tom exagerado do filme, se esforça para segurar o papel. "Mesmo dentro dessa atuação mais caricata, ele fez um bom trabalho. Ele parece mesmo o Renato."
Mas nem isso alivia o impacto geral que o longa deixou. "O Renato Russo que existia de verdade foi o cara que lutou contra a ditadura, enfrentou o vício, conviveu com a AIDS numa época em que ninguém tinha esperança. A gente não viu esse cara no filme. A gente viu um cara chato pra caramba", resume Peter. Em comparação com outras cinebiografias, ele deixa claro sua preferência: "Terminei o filme dando ainda mais valor pra Cazuza – O Tempo Não Para. Aquele sim é um filme que entende e respeita o artista".
Ao fim da análise, Peter alerta seus seguidores: "Se você for assistir, já esteja avisado que essa não é a melhor representação do Renato Russo. Pode até fazer o maior fã virar hater". A crítica, sincera e embasada, reflete o desapontamento de quem esperava ver no cinema a complexidade de um dos maiores nomes do rock brasileiro – e encontrou apenas uma sombra simplificada do que Renato Russo realmente foi.
Assista o vídeo completo abaixo.
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