As bandas em que Brian May gostaria de tocar se o Queen não existisse; será que seria aceito?
Por Bruce William
Postado em 15 de julho de 2025
Não é todo dia que um dos guitarristas mais celebrados do rock resolve imaginar em voz alta como teria sido sua carreira se não tivesse feito parte da própria banda. Mas foi exatamente isso que Brian May respondeu ao ser perguntado sobre qual grupo ele escolheria, caso o Queen não tivesse existido.
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A pergunta foi feita em uma sessão de perguntas e respostas para The Guardian. "Provavelmente os Beatles", respondeu Brian, emendando em seguida um comentário que mostra o quanto a criatividade da banda de Liverpool sempre o fascinou:
May contou que ficou tocado ao assistir a série "Get Back", sobre as sessões dos Beatles. "Fiquei um pouco triste vendo o primeiro episódio, porque me lembrou de nós - às vezes o Queen em estúdio era assim: 'Estamos aqui, e as coisas não estão se encaixando'. Achei que eles estavam num momento doloroso. Mas no segundo episódio, senti que eles estavam realmente se reencontrando. Aquilo é um manual de como estar em um estúdio."
Mas os Beatles não foram a única banda que Brian May citou como sonho distante. "Se não fossem os Beatles, poderia ter sido o Led Zeppelin. Se eles me deixassem entrar." O tom da frase diz muito: meio brincadeira, meio admiração.
Quando o assunto virou para colaborações, Brian também revelou um arrependimento. Não por ter recusado algo, mas por não ter tido oportunidade de dividir estúdio com um certo ex-Beatle. "Raramente recuso uma colaboração. Mas me arrependo de não ter tido a chance de trabalhar com John Lennon." Ele explicou que achava Lennon um daqueles parceiros que forçavam o melhor do outro músico, alguém que empurrava e puxava, desafiava e inspirava, como acontecia com o próprio Queen. "Acho que a gente teria se dado bem. Eu teria que trabalhar muito pra acompanhar e confiar nos meus instintos. Consigo imaginar a gente se entendendo."
Entre sonhos não realizados e parcerias que nunca aconteceram, Brian May deixou claro que, para ele, música sempre foi mais do que tocar guitarra, era estar perto de quem fazia arte de verdade. Seja nos Beatles, no Zeppelin ou no Queen.
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