O guitarrista que Ritchie Blackmore preferia a Hendrix; "Ele não era um grande instrumentista"
Por Bruce William
Postado em 12 de julho de 2025
A ascensão de Jimi Hendrix nos anos 60 virou do avesso o conceito de como se tocar guitarra. Ao misturar distorção, improviso, barulho e carisma, ele criou um estilo inconfundível, que influenciou praticamente todo mundo que veio depois. Mas nem todos viam o fenômeno da mesma forma. Ritchie Blackmore, por exemplo, tinha uma visão bem diferente.
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Para o guitarrista do Deep Purple, o impacto de Hendrix vinha menos da técnica e mais da postura. "Fiquei impressionado com o Hendrix. Não tanto pela forma de tocar, mas pela atitude. Ele não era um grande instrumentista, mas todo o resto nele era brilhante. Até o jeito que ele andava era incrível. Mas a guitarra sempre soou meio estranha", comentou, em fala publicada na Far Out.
Blackmore nunca foi muito afeito a elogios gratuitos. Ele deixou claro que, embora respeitasse a inovação de Hendrix, seu gosto pessoal sempre pendia para outra direção: o jazz. "O Hendrix me inspirou, mas eu gostava mesmo era do Wes Montgomery", afirmou, referindo-se ao mestre do dedilhado suave e frases melódicas elegantes. Montgomery morreu em 1968, no mesmo ano em que o Deep Purple lançou seu primeiro álbum.
Essa preferência por músicos mais harmônicos do que performáticos também explica outro comentário ácido de Blackmore, feito ao relembrar os Beatles: "Eu não ouvia rock no começo. Os Beatles estavam por aí, mas ninguém levava aquilo muito a sério - só bilhões de compradores de discos! Eles eram bons, mas você não aprendia nada tocando. Tinham melodias bonitinhas, só isso."
Se Hendrix era o símbolo do caos criativo e da performance incendiária, Montgomery representava o domínio sereno da linguagem musical, com fraseados sofisticados e uma técnica refinada que dispensava excessos. Na balança de Blackmore, o segundo pesava mais. Isso não significava que havia uma falta de reconhecimento ao impacto de Hendrix, mas sim que Ritchie mantinha mais afinidade com a elegância sutil e o rigor técnico de um mestre do jazz. Ou, como se diz no popular: "gosto não se discute".
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