Quando Geddy Lee escolheu o Rush ao Jimi Hendrix, e depois se arrependeu da escolha
Por Bruce William
Postado em 20 de agosto de 2025
Geddy Lee nunca escondeu a influência que Jimi Hendrix exerceu sobre ele. Em 2004, ao falar sobre o EP "Feedback", o baixista contou que o Rush chegou a tentar gravar uma versão de "Manic Depression". A experiência, porém, não funcionou, e ele mesmo explicou o motivo: "Tentamos gravar uma canção de Jimi Hendrix, por ele ser tão influente. Mas ele é intocável, assim como o Led Zeppelin. A regra número um era: não podemos estragar a canção."
Rush - Mais Novidades
O respeito por Hendrix sempre esteve presente na fala de Geddy. Mas em 1969, ainda antes do Rush alcançar qualquer projeção, ele acabou tomando uma decisão da qual se arrependeria para sempre. Na época, Geddy havia sido afastado temporariamente da banda - que havia mudado o nome para Hadrian - e decidiu ir conferir de perto como os antigos colegas soavam no palco.
A escolha, no entanto, custou caro. Na mesma noite em que o Hadrian se apresentava, Jimi Hendrix e sua Experience tocavam no Maple Leaf Gardens, em Toronto. E Geddy optou por ver o show da "nova" versão de sua banda em vez de assistir ao guitarrista mais revolucionário da história do rock. Anos depois, ele relembrou: "É uma confissão terrível, mas a banda que eu não fui ver foi o Jimi Hendrix Experience. Eu pensei: 'Algum dia ele voltará e eu irei ver'. Mas, infelizmente para o mundo, ele faleceu pouco tempo depois e nunca mais retornou".
O pior é que a apresentação do Hadrian foi um desastre. Geddy descreveu aquela noite com sinceridade: "Fui ver aquela versão ruim do Rush que Rutsey e Lifeson haviam montado. Foi doloroso assistir, porque eles não eram muito bons. Isso não me fez sentir melhor. Na verdade, me fez sentir pior por eles terem me substituído por alguém que não podia realmente lidar com um show. Não demorou muito para eles desmoronarem. Acho que isso se chama karma".
Pouco tempo depois, Alex Lifeson e John Rutsey voltaram a chamar Geddy, que reassumiu baixo e vocais, garantindo a continuidade da banda que, com a chegada posterior de Neil Peart, se transformaria em um dos trios mais cultuados da história do rock progressivo. No fim das contas, Geddy nunca viu Hendrix ao vivo, mas, de certa forma, foi essa escolha equivocada que abriu caminho para que ele permanecesse ao lado de Lifeson e escrevesse sua própria história.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
Rush volta aos palcos e inicia a turnê "Fifty Something"; confira setlist
A música do Pink Floyd que David Gilmour disse ter escrito por desespero
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
O Beatle que Ringo Starr disse não ter bom senso de tempo
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
O disco do System of a Down que Tom Morello chamou de "música de maluco"
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer

Quando Geddy Lee trocou Jimi Hendrix por uma banda horrível, mas ali estava o futuro do Rush
O gênero que Neil Peart não compreendia e não queria ver associado ao Rush
Geddy Lee presta atenção nos "álbuns esquisitos" de suas bandas preferidas
A banda que Lemmy sabia que o Motörhead jamais deveria tentar ser
O álbum que quase quebrou o Rush, e fez a banda mudar tudo a partir dali
A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
O baterista que Neil Peart achava estar longe demais para alcançar
Mike Portnoy, do Dream Theater, elege os seus cinco bateristas preferidos


