David Gilmour explica por que não considera o Pink Floyd uma banda de rock progressivo
Por Bruce William
Postado em 26 de setembro de 2025
Embora muitos vejam o Pink Floyd como sinônimo de rock progressivo, David Gilmour nunca se sentiu à vontade com essa definição. Em entrevista a Rick Beato, o guitarrista contou que jamais pensou na banda nesses termos, preferindo deixar de lado rótulos e classificações musicais.
Segundo Gilmour, a ideia de "prog" está mais ligada a músicos virtuosos e técnicos, algo que ele associa a nomes como Steve Howe, do Yes. "Nunca falei sobre rock progressivo, nem pensei que fôssemos, seja lá o que for, rock progressivo. Para mim, rock progressivo são músicos muito, muito sérios, que realmente dominam o que fazem. O maravilhoso Steve Howe... um cara adorável, um guitarrista adorável. Mas nunca pensei em nós nesses termos" disse o guitarrista, em transcrição feita pelo Ultimate Guitar.

Ele reconhece que o Pink Floyd já experimentava compassos incomuns e progressões fora do padrão antes mesmo de o termo "progressivo" ganhar força. Ainda assim, Gilmour rejeita a associação: ."Acho que fazíamos isso muito antes do termo [ser popular]. E acho que eu provavelmente era um velho rabugento aos 20 anos, dizendo: 'Não, isso não é a gente'.' Para ele, a rotulação ficou cada vez mais presente na indústria musical com o passar dos anos, mas nunca o agradou.
Outro ponto levantado na conversa foi a ideia de que o Pink Floyd seria uma entidade única e coesa. Gilmour desmistificou isso, lembrando que, na prática, era apenas um grupo de indivíduos que precisavam chegar a um consenso para que as coisas funcionassem. "Pink Floyd se tornou um objeto real na mente das pessoas pelo mundo todo. Mas, na verdade, era só três ou quatro pessoas em uma sala, tocando guitarras e teclados juntas. Dar um nome para isso foi apenas uma forma conveniente de dizer que trabalhávamos juntos."
Para ele, o nome da banda acabou ganhando um peso que nunca correspondeu à realidade. "É só uma forma prática de identificar um grupo. Quando deixam de trabalhar juntos, acabou. Não há tristeza ou arrependimento, é apenas a vida mudando. Nunca foi um objeto físico."
Com isso, Gilmour destacou que nomes como Pink Floyd ou The Beatles acabam soando para o público como algo sólido e eterno, quando na prática eram apenas pessoas reunidas em torno de uma mesma ideia. O guitarrista considera que esse tipo de rótulo é útil como conveniência, mas não deve ser encarado como algo absoluto. Para ele, bandas são momentos, encontros criativos que podem durar anos ou décadas, mas que, inevitavelmente, chegam ao fim quando os integrantes seguem caminhos diferentes.
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