O disco do Kiss que Gene Simmons coloca acima de todos os outros
Por Bruce William
Postado em 15 de setembro de 2025
O garoto que chegou aos Estados Unidos em 1958, vindo de Israel com a mãe, ainda não tinha ideia de que um dia seria chamado de "The Demon" no palco. Gene Simmons se lembraria para sempre da primeira vez que ouviu Chuck Berry e Little Richard, quando ainda descobria a televisão e o rock and roll. Foi ali que nasceu a obsessão pelo som que moldaria sua vida.
Anos mais tarde, essa paixão encontrou eco em Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss. O Kiss surgia não apenas como mais uma banda de hard rock, mas como um espetáculo de identidade visual e marketing, inspirado em parte na força que os Beatles demonstraram no auge.

Simmons nunca escondeu sua admiração pelo quarteto de Liverpool, chegando a destacar o "White Album" como um exemplo de como até em meio ao caos criativo a música podia brilhar. "Acho um álbum esquisito. Eles estavam quase se separando. Estavam compondo separadamente", disse Simmons. Para ele, esse contraste serviu como aprendizado: era possível atravessar crises internas e ainda assim entregar um álbum marcante.
No Kiss, esse tipo de turbulência também esteve presente. Basta lembrar de "Dynasty" (1979), onde rock, funk e disco se misturaram em um trabalho de múltiplas influências. Apesar das divergências, o público abraçou o disco e faixas como "I Was Made for Lovin' You" se tornaram hits que nunca saíram do repertório.
Mas quando Gene Simmons fala sobre qual trabalho realmente o deixou orgulhoso, a resposta recai sobre o "Destroyer" (1976). Produzido por Bob Ezrin, o álbum condensou a grandiosidade do Kiss em faixas como "Detroit Rock City", "Shout It Out Loud" e a balada "Beth". Era o som da banda em plena ascensão, com composições afiadas e um peso pensado para os maiores palcos do mundo.
Simmons considera o trabalho não apenas o ponto alto do Kiss, mas um dos melhores álbuns de rock de todos os tempos. Para ele, foi ali que a identidade da banda, construída na mistura de espetáculo visual e canções de arena, alcançou sua forma definitiva. "Eu escolheria 'Destroyer' como minha escolha final. Semi-conceitual. Algumas daquelas músicas sobreviveram ao teste do tempo. Foi um período estranho. Foi realmente o começo do fim. A banda começou a se despedaçar lá em 1976", disse para a Goldmine.
Quase meio século depois, o disco segue como referência - lembrando que, por trás da maquiagem e do marketing agressivo, havia também um conjunto de músicas que, como disse Simmons, sobreviveram ao tempo. Em meio ao caos interno que já se insinuava em 1976, "Destroyer" capturou o Kiss no auge criativo, com faixas que atravessaram gerações e continuam sendo tocadas nos palcos. O álbum é lembrado não apenas como um marco do hard rock setentista, mas também como o registro de uma banda que, mesmo à beira de rachar, ainda sabia soar gigante.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
A música de 2000 que Brian Johnson considera uma das melhores do AC/DC: "Me arrepia"
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Fugindo do óbvio: 5 artistas fora do radar para quem cansou da mesmice
4 bandas nacionais de rock e metal dos anos 1980 que tinham tudo para explodir
Malevolent Creation celebra 35 anos de "The Ten Commandments" em São Paulo
O beatle favorito de Freddie Mercury: "Sempre preferi, gênio absoluto. Não sei por quê"

Kiss: "Vim de uma família desestruturada", diz Gene Simmons
Gene Simmons: Os seus 13 álbuns favoritos de todos os tempos
Kiss: Gene Simmons e Paul Stanley comentam clássicos do "Dynasty" ao "Revenge"
A gambiarra que Scott Ian fez para comprar o seu primeiro disco do Kiss
Tuomas Holopainen não gostou do primeiro disco que comprou na vida
Colecionador desembolsa mais de meio milhão de dólares por guitarra de Ace Frehley
André Barcinski comenta teoria de que Kiss copiou os Secos & Molhados; "Não faz o menor sentido"
O disco do Kiss que mudou a vida de Marty Friedman (e o fez desistir dos esportes)
O disco que mudou a vida de Ace Frehley, guitarrista do Kiss
Produtor Eddie Kramer lembra como foi trabalhar na primeira demo do Kiss
Scott Ian relembra a primeira vez que ouviu o Kiss; "Achei a música incrível"
Vinnie Vincent, o Cusano do Kiss


