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Def Leppard Motley Crue 2

Kiss: Gene Simmons e Paul Stanley comentam clássicos do "Dynasty" ao "Revenge"

Por André Garcia
Postado em 19 de janeiro de 2023

Em seu meio século de história, o Kiss passou por diversas formações, e a única coisa que todas elas tiveram em comum foi a presença do guitarrista base Paul Stanley e o baixista Gene Simmons. Além de núcleo criativo da banda, foi a dupla que não só a formou como concebeu seu conceito.

Em entrevista de 1992 para a revista Guitar World, eles comentaram alguns dos maiores clássicos do Kiss. Abaixo você confere os que pertencem ao período de "Dynasty" (1979) a "Revenge" (1992).

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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

I Was Made For Lovin' You

Paul Stanley: A dance music era tão grande naquela época que todas as bandas dos [Rolling] Stones para baixo pareciam estar fazendo sucesso com aquilo. Eu ouvia em clubes de Nova Iorque, como o Studio 54, sempre achando uma música muito simples, que eu mesmo poderia fazer. Então fui para casa, ajustei minha bateria eletrônica para o tempo 126 — assim como todas as malditas músicas daquele período — e trabalhei em uma progressão de acordes com Desmond Child e Vini Poncia. A primeira linha da música era "Tonight, I want to give it all to you" [Hoje, darei tudo a você] – que é basicamente o que pensava o pessoal dos clubes na época.

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Paramos de tocar ela ao vivo tem uma década, mas as pessoas começaram a dizer que deveríamos voltar a tocar. Dissemos: "Vocês estão malucos? Aquilo é uma música dançante!" Finalmente, tentamos de novo na turnê Monsters of Rock na Europa, em 89. Estávamos prontos para colocar a guitarra na frente da cara para nos proteger dos tomates… mas, em vez disso, o que vimos foi um mar de punhos no ar. E isso diante de headbangers hardcore!

A World Without Heroes

Gene Simmons: Essa começou como uma canção melosa de Paul Stanley. Algo, tipo, "Com cada pedaço de meu coração eu te amo e não posso viver sem você". Era de dar sono. Eu achava a música legal, ele cantando que estava uma b*sta. Então eu disse: "Seu arremedo de homem, você está babando por aquela garota. Tenha c*lhões!"

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Mas eu achava os acordes fantásticos, então comecei a brincar com a melodia. Bob Ezrin trouxe Lou Reed para sentar e dar umas ideias. Lou tinha um pedaço de papel escrito "a world without heroes" [um mundo sem heróis]. Eu perguntei o que era aquilo , e ele disse que era apenas uma ideia de como o mundo seria horrível se não tivéssemos heróis, como John Wayne, Superman ou King Kong.

Aquilo me deu a ideia da letra: 'A world without heroes, is like a world without sun, you can't look up to anyone, in a world without heroes' [Um mundo sem heróis é como um mundo sem sol, você não pode contar com ninguém sem heróis].

Creatures of the Night

Paul Stanley: Estávamos vindo do álbum "Music from the Elder", que foi uma curva à esquerda em uma rua muito escura para nós. Depois disso, ficou mais nítido para nós o que éramos e o que não éramos. Precisávamos voltar para casa — e creio termos feito isso como uma vingança com "Creatures of the Night". Foi um álbum muito pesado e sombrio, e provavelmente foi minha primeira declaração real de quem éramos. Há uma certa ferocidade em muito desse material, como a faixa-título, "Danger" e "War Machine".

Domino

Gene Simmons: Essa música começou com um lick de baixo, assim como "Deuce". Assim que peguei o metrônomo, comecei a escrever palavras rimadas, mas sem melodia — então era quase um rap. Eu declamei sobre a música com o lick, e a melodia veio naturalmente. A melodia que me veio foi o lick do baixo, então apenas sombreei minha melodia com o lick da guitarra. A parte falada meio que me lembra "Christine Sixteen".

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Tough Love

Paul Stanley: Eu escrevi com Bruce [Kullick] e Bob Ezrin. Eu revezei entre uma Les Paul relançada com tampo de maple — que pode ser um bom substituto para uma guitarra de 58, 59 ou 60 — e uma Steinberger, que grava fabulosamente bem em uma Marshall. A Steinberger foi a única guitarra que realmente sustentou bem a afinação baixada para D, provavelmente por ser feita de grafite. Eu sempre curti ouvir cada corda quando toco um acorde, e nesse álbum meu som está muito grande e limpo — a pegada está ótima.

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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