Site americano aponta três vocalistas acusados de copiar Robert Plant do Led Zeppelin
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de setembro de 2025
A influência de Robert Plant no rock é inegável. O vocalista do Led Zeppelin ajudou a moldar a estética e o estilo do gênero nos anos 1970, tornando-se referência para gerações de músicos. Mas, como destacou uma matéria publicada pelo site American Songwriter, em alguns casos a linha entre "inspiração" e "cópia" se tornou motivo de debate entre fãs e críticos. A publicação listou três vocalistas que já foram acusados de ter ido além da homenagem e, supostamente, imitar Plant.
O primeiro nome é Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet. Desde a ascensão da banda, as comparações com o Led Zeppelin se tornaram inevitáveis. O timbre agudo de Kiszka, aliado ao estilo setentista do grupo, gerou críticas sobre uma suposta falta de originalidade. No entanto, a própria matéria pondera: "O homem tem um grande alcance vocal, assim como Plant. Os estilos são parecidos, mas separados por décadas. Dois vocalistas podem ser excelentes sem que seja necessário acusar alguém de cópia."

Outro citado é David Coverdale, do Whitesnake. Nesse caso, a polêmica chegou a envolver o próprio Robert Plant, que não escondeu sua insatisfação com as semelhanças. O vocalista do Led Zeppelin chegou a apelidar Coverdale de "David Cover Version". As acusações se intensificaram especialmente após o lançamento do álbum 1987, com músicas como "Still of the Night", que remetem diretamente à sonoridade zeppeliana.
O terceiro da lista é Billy Squier, figura de destaque no rock dos anos 1980. Sua canção "Lonely Is the Night" sempre foi apontada como excessivamente parecida com composições do Led Zeppelin. Apesar disso, a matéria lembra que Squier não pode ser reduzido a um "imitador": além de cantor, é também um guitarrista talentoso, dono de identidade própria.
Robert Plant e seu estilo vocal
No início do Led Zeppelin, antes que qualquer aventureiro tentasse copiar seu estilo, Robert Plant cantava com urgência, como se cada música fosse sua última chance de provar o próprio valor. Nos dois primeiros discos, abusava dos gritos e da potência bruta, o que muitos fãs consideram o auge de sua voz. Mas o próprio Plant sempre enxergou esse período com autocrítica: "Eu gritava demais no primeiro disco. No segundo, comecei a gritar um pouco menos. No terceiro, finalmente aprendi a cantar", disse em entrevista.
O ponto de virada foi o "Led Zeppelin III" (1970), marcado por sonoridade mais acústica e introspectiva. Isso obrigou Plant a explorar nuances melódicas, trabalhar o tempo e controlar melhor sua interpretação. Faixas como "Gallows Pole" revelaram essa nova abordagem, que unia energia e sensibilidade. Para ele, o álbum não foi apenas uma mudança de estilo na banda, mas o momento em que deixou de apenas gritar para, de fato, aprender a cantar.
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