Os álbuns dos Rolling Stones que Mick Jagger detesta: "Nem na época eu achei bom"
Por Gustavo Maiato
Postado em 27 de outubro de 2025
Quando se fala em Rolling Stones, é inevitável imaginar Mick Jagger dominando o palco, exalando carisma e energia, acompanhado por Keith Richards e seus riffs. Mas, antes de se tornarem os ícones definitivos do rock, os Stones ainda tateavam o próprio som - e nem todos os discos do grupo deixaram boas lembranças para o vocalista.
Em entrevista à Rolling Stone (via Far Out), Jagger fez uma rara autocrítica ao álbum "Between the Buttons" (1967), obra que marcou o fim da parceria com o produtor Andrew Loog Oldham e uma transição entre o pop britânico e a sonoridade mais ousada que o grupo viria a adotar. Apesar de ser considerado um registro criativo por fãs e críticos, o cantor não guarda boas lembranças da gravação: "Frank Zappa costumava dizer que gostava muito desse disco. É um bom álbum, mas infelizmente ficou meio estragado. Gravamos em Londres com máquinas de quatro canais e fizemos tantas sobregravações que perdemos boa parte do som", contou.
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Jagger também comparou o trabalho a outro disco polêmico da banda, "Their Satanic Majesties Request", lançado no mesmo ano: "Não é muito bom. Tem coisas interessantes, mas acho que nenhuma das músicas é realmente boa. É mais uma experiência sonora do que uma experiência de canções".
Quando questionado se alguma faixa de "Between the Buttons" ainda o tocava de alguma forma, a resposta veio acompanhada de ironia: "Não. O que tem nele mesmo?". Ao ser lembrado de faixas como Yesterday's Papers e My Obsession, ele reconheceu: "My Obsession, essa é boa. Elas soavam ótimas, mas depois fiquei muito decepcionado. Ruby Tuesday está nesse álbum, não? Acho que o resto não é tão brilhante. Ruby Tuesday é boa. Acho que é uma música maravilhosa".
Sobre a canção, uma das mais delicadas do repertório dos Stones, Jagger elogiou: "É só uma melodia bonita, na verdade. E uma letra adorável - nenhuma das duas eu escrevi, mas sempre gosto de cantá-la". Ele ainda admitiu que, mesmo na época, não via o álbum como algo realmente sólido: "Concordo com você sobre o resto das músicas. Não achei que fossem boas nem na época".
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