Como "uma das maiores bandas de heavy metal" serviu de base para o Queen, segundo Freddie
Por Bruce William
Postado em 12 de outubro de 2025
Freddie Mercury não sossegava enquanto não exauria cada fascínio musical. O Queen ia do vaudeville ao funk, do barroco pop ao hard encorpado, e nada disso fazia sentido fora do palco. Ao vivo era onde Freddie transformava canção em espetáculo: presença, controle de plateia, teatralidade em estado bruto.
Nos anos setenta, a banda soava mais pesada. "Queen II" tinha densidade; "Stone Cold Crazy" encostava no que na década seguinte seria chamado de thrash. Mesmo assim, quando o assunto era referência máxima de peso, Freddie ia no seguro, relembra a Far Out: "Começamos numa base meio heavy metal, nos dias do Led Zeppelin. Acho que o Led Zeppelin ainda é uma das maiores bandas de heavy metal que já existiram."

A frase não é só um elogio, mas também é um mapa. O Queen bebeu em várias fontes, mas a régua de grandeza, aquela "parede de som" que engole arenas, vinha de outra cartilha. Está no jeito de transformar estampa rítmica simples em ritual de estádio ("We Will Rock You") e no porte de certos riffs que carregam a música como quem abre alas.
Quando o grupo migrou para texturas mais pop nos 80, a sombra boa do Zeppelin não sumiu. "Dragon Attack" tem o balanço malandro de riff à la Page; já perto do fim de Freddie, "Innuendo" combina épico e grandiosidade, com um pé na tradição progressiva e outro na ambição de hinos como "Achilles Last Stand".
Freddie sabia que rótulo importa menos do que efeito. O que faz uma banda ser "uma das maiores" é a capacidade de transformar canções em rito coletivo. Foi isso que ele reconheceu no Zeppelin, e foi isso que perseguiu, à sua maneira, com o Queen: pouco importa o gênero, desde que a música, no palco, domine o ambiente.
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