2025, o ano que virou o mundo do rock e do heavy metal de cabeça para baixo
Por Mateus Ribeiro
Postado em 12 de outubro de 2025
O ano de 2025 será lembrado como um divisor de águas na história do rock e do heavy metal. Em poucos meses, o mundo assistiu a uma sucessão de acontecimentos marcantes. Entre despedidas definitivas, retornos improváveis e perdas irreparáveis, ficou a sensação de ter testemunhado momentos que já pertencem à história da música pesada.
Este ano, que se aproxima do fim, simbolizou a passagem do bastão - um choque de realidade para fãs e músicos que cresceram idolatrando nomes hoje eternizados. O adeus do Black Sabbath, a morte de Ozzy Osbourne e o fim do Megadeth ecoaram como capítulos de um mesmo epitáfio: a despedida definitiva de uma geração que escreveu, por meio de riffs e distorções, a história do metal. E, ainda assim, em meio ao luto, o retorno do Rush reacendeu um sentimento de reverência e esperança - um lembrete de que a arte, mesmo diante do fim, sempre encontra maneiras de continuar.
Black Sabbath - Mais Novidades
O crepúsculo dos gigantes
Quando o Black Sabbath anunciou seu último show, parecia o fechamento de um círculo perfeito. Nascido em Birmingham, o grupo que deu nome e forma ao heavy metal encerrou sua trajetória com o mesmo peso que a consagrou - e na mesma cidade onde tudo começou. Dias depois dessa grandiosa celebração, mais precisamente em 22 de julho, o lendário Ozzy Osbourne, vocalista original do quarteto, faleceu aos 76 anos.
Sua morte foi mais do que a despedida de um ícone: representou o apagar de uma chama que iluminou gerações inteiras de músicos. Poucos artistas conseguiram condensar tanto carisma, intensidade e identidade em uma só figura.

O fim do Megadeth
No início de agosto, o Megadeth anunciou seu último disco - com lançamento previsto para janeiro de 2026 - e sua turnê de despedida. A banda liderada pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine, uma das maiores expoentes do thrash metal, encerrará sua jornada após quatro décadas de carreira e incontáveis reinvenções.

As mortes de Brenth Hinds e Tomas Lindberg
Um dos nomes mais importantes do metal contemporâneo, o guitarrista e vocalista Brent Hinds faleceu no dia 20 de agosto, aos 51 anos, após sofrer um acidente de moto. Seu falecimento ocorreu poucos meses depois de o Mastodon anunciar sua saída, encerrando uma parceria iniciada em 2000. Uma perda precoce e irreparável.

Quem também nos deixou foi Tomas Lindberg, vocalista do At the Gates, grupo sueco considerado pioneiro do melodic death metal. O cantor e compositor morreu no dia 16 de setembro, após uma batalha contra um câncer raro.

O retorno do Rush
Quando parecia que nada mais surpreendente poderia acontecer, a banda canadense Rush pegou todos de surpresa no dia 6 de outubro. Inativo há uma década, o trio anunciou uma turnê em comemoração aos seus 50 anos. O genial Neil Peart, falecido em 2020, será substituído pela baterista alemã Anika Nilles.

Vale ressaltar que ainda estamos em outubro - e muita coisa pode acontecer. No entanto, mesmo que nada mais de tão marcante se concretize, 2025 já entrou para a história como o ano que virou o mundo do rock e do heavy metal de cabeça para baixo.
O último show do Black Sabbath
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