As 10 músicas que melhor representam a história do Rush, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de outubro de 2025
O Rush voltou a movimentar o mundo do rock em 2025, agora com uma nova formação, que inclui a baterista Anika Nilles, escolhida para assumir o posto deixado pelo lendário Neil Peart, falecido em 2020. A novidade reacendeu o interesse pela trajetória da banda canadense, uma das mais influentes do rock progressivo. Aproveitando o momento, o site americano Loudwire publicou uma matéria de Jordan Blum listando as 10 músicas que melhor representam a história do Rush, da estreia em 1974 até o último álbum de estúdio, "Clockwork Angels" (2012).
Segundo Blum, condensar quase 40 anos de carreira em apenas dez faixas foi um desafio. "É quase impossível resumir toda a história do Rush em dez músicas, mas decidimos tentar mesmo assim", escreveu o autor. A seleção, mais do que um "top 10", mostra a evolução musical e temática do trio - e os momentos em que o grupo ousou mudar sem medo de desagradar.

A jornada começa com "Working Man", faixa do disco de estreia de 1974, ainda com o baterista John Rutsey. "É o retrato do Rush antes de se tornar progressivo: riffs diretos, energia crua e letras sobre a vida operária", explica Blum. O contraste vem logo depois com "2112", de 1976, o épico que salvou a carreira da banda e consolidou o estilo que a definiria para sempre. "É a obra-prima de ficção científica que transformou o Rush em um nome essencial do prog."
Com "The Spirit of Radio" (1980), o site destaca a transição para uma sonoridade mais acessível, misturando new wave e reggae. "A faixa reflete o luto da banda pela mudança do rádio FM, mas também mostra como eles souberam evoluir sem perder identidade." A fase seguinte é representada por "YYZ" e "Tom Sawyer", ambas de "Moving Pictures" (1981), o álbum que definiu o auge comercial e artístico do trio. "'Tom Sawyer' é provavelmente a música mais conhecida do Rush, com o riff de teclado mais famoso do rock progressivo", observou Blum.
As melhores faixas do Rush
A lista também inclui momentos de menor brilho comercial, como "Lock and Key" (1987), de "Hold Your Fire", que o autor chama de "símbolo da fase mais fria e sintética da banda", e "Ghost of a Chance" (1991), de "Roll the Bones", que marcou o retorno a um som mais direto e emocional. "Não é tão complexa quanto as anteriores, mas é genuína e humana", escreveu.
Nos anos 2000, o Rush enfrentou um período difícil, refletido em "One Little Victory", de "Vapor Trails" (2002), o primeiro disco após a longa pausa causada pelas tragédias pessoais de Neil Peart. "É um grito de renascimento - o título resume perfeitamente o espírito de superação do Rush." A fase final aparece com "Far Cry" (2007), de "Snakes & Arrows", e a derradeira "The Garden", de "Clockwork Angels" (2012). Sobre esta última, Blum foi enfático: "É a despedida perfeita. Uma canção que soa como um adeus consciente, um tributo à jornada da banda e ao tempo que passou."
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