Flea revela - e mostra - as linhas de baixo do RHCP mais difíceis de tocar
Por Bruce William
Postado em 06 de dezembro de 2025
Num trecho da entrevista com Rick Beato que virou short no YouTube, Flea resolveu apontar quais são, na prática, as linhas de baixo mais difíceis de tocar no Red Hot Chili Peppers. Em vez de escolher algum hit que todo mundo conhece dos anos noventa pra frente, ele foi direto para o começo da carreira, quando a banda ainda misturava punk acelerado com funk pesado em músicas curtas, urgentes e cheias de energia.
Red Hot Chili Peppers - + Novidades
Segundo o baixista, o desafio dessas faixas iniciais não está em alguma teoria complicada, mas na soma de velocidade, força e resistência. As linhas são relativamente simples "no papel", só que tocadas em alta rotação, com poucas pausas e exigindo um groove constante do início ao fim. Ele comenta que precisa estar bem aquecido antes de encarar esse repertório antigo, justamente porque o físico é colocado à prova o tempo todo.

Quando Beato pergunta por exemplos concretos, Flea cita duas músicas da fase pré-fama. A primeira é "Get Up and Jump", do álbum de estreia lançado em 1984. Ali o baixo funciona quase como um motor da banda inteira: linhas rápidas, cheias de saltos e repetição, que não deixam espaço para relaxar. É o tipo de música em que qualquer pequeno deslize já faz a base perder o impacto.
A outra faixa lembrada é "Blackeyed Blonde", de "Freaky Styley" (1985), período em que o grupo mergulhou de vez no universo do funk sob produção de George Clinton. Nesse caso, além da velocidade, entra o balanço mais "torto" típico daquela fase, com síncopes, acentos fora do óbvio e mudanças rápidas. Manter tudo firme, com o mesmo gás do início ao fim, é o que torna a música especialmente cansativa para o baixista.
O curioso é que essas duas faixas representam justamente o lado mais cru e menos conhecido do grande público, bem distante dos sucessos que colocaram o RHCP nas paradas anos depois. Para quem se acostumou a ouvir Flea em músicas mais cadenciadas, revisitar "Get Up and Jump" e "Blackeyed Blonde' com atenção ao baixo ajuda a entender por que ele ainda considera essa fase inicial como a mais puxada fisicamente - e por que vale a pena aquecer bem antes de tentar copiar em casa o que ele gravou quando a banda ainda estava começando.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
O baterista que disse não ao Led Zeppelin e percebeu tarde demais o tamanho do erro
Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
A razão que levou Brian May a recusar tocar em mais faixas do álbum de Tony Iommi
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
O motivo que impediu a reunião dos Beatles segundo Ringo Starr
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
O maior sobrevivente do rock, segundo Eddie Vedder do Pearl Jam
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
A letra do Aerosmith que quase fez Steven Tyler mandar a banda inteira às favas

O dia em que músicos do Red Hot Chili Peppers entraram nus no show dos Ramones
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
13 bandas que sobreviveram por mais de 40 anos sem separar, segundo a Loudwire
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O maior álbum do Queen para Chad Smith; "Eu sempre aumento o volume"
35 músicas de bandas de rock com mais de 1 bilhão de reproduções no Spotify
Lado feminino: astros do rock que se vestiram de mulher


