A "banda cristã" que Ritchie Blackmore temia ter que tocar depois deles
Por Bruce William
Postado em 13 de janeiro de 2026
Ritchie sempre parece falar de influência como gatilho: você ouve uma coisa, o estômago dá uma virada, e a impressão interna muda (sem precisar anunciar nada).
Tem músico que conta influências como quem enumera discos favoritos. Ritchie Blackmore sempre parece falar de influência como gatilho: você ouve uma coisa, o estômago dá uma virada, e a impressão interna muda (sem precisar anunciar nada). Em uma lembrança dele, o "choque" veio num clube na Alemanha, quando ele e Ian Paice ouviram um som novo tocando inteiro no sistema do lugar.
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Blackmore descreveu a cena sem muita firula: "Eu me lembro de estar num lugar na Alemanha, e eu e o Ian [Paice] estávamos bebendo juntos... Paice e eu ouvimos 'Mississippi Queen' e nós dois ficamos pálidos! A gente pensou: 'Quem diabos é esse?!' Tinha um som tão poderoso! Para três caras, era incrivelmente pesado."
O detalhe aqui, relembra a Far Out é que ele não estava falando de um "som pesado" qualquer. A ideia é justamente essa mistura que sempre perseguiu: peso com melodia. E, na leitura dele, ouvir Mountain ajudou a empurrar o Deep Purple para um caminho mais agressivo no início dos anos 70.
Só que a história não para no "impacto do passado". Muitos anos depois, Blackmore disse que encontrou uma banda que fazia essa conta de um jeito que o deixou realmente impressionado - e aí entra o ponto curioso: ele não falou só como fã; falou como alguém que pensa em ordem de show, bastidor e ego também.
A banda em questão era o King's X. Blackmore contou: "Eu ouvi eles pela primeira vez há alguns anos, e fiquei impressionado com o arranjo complicado. Mas eles não tiravam a melodia de cena."
E a admiração foi além do elogio genérico. No mesmo trecho, ele disse que chegou a tentar chamar o vocalista para trabalhar com o Deep Purple quando a banda procurava um cantor: "A gente ligou pra ele e disse: 'Você gostaria de entrar (na banda)?' Ele respondeu: 'Não, obrigado. Eu já tenho a minha coisa acontecendo'." A frase que fecha o raciocínio dele é quase uma confissão de palco: "Eu não acho que eu gostaria de tocar depois deles (do King's X) num show. Eles são uma baita banda."
Vale só um detalhe: muita gente colocou o King's X no rótulo de 'banda cristã' por causa do teor espiritual de parte das letras, mas eles sempre rejeitaram essa etiqueta - nunca aceitaram ser tratados como 'Christian rock'.
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