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Como o Metallica vendeu 160 mil ingressos em dois dias, segundo Kirk Hammett

Por
Postado em 15 de abril de 2026

O Metallica vendeu 160 mil ingressos em duas noites no MetLife Stadium, em Nova York. Para uma banda que existe há mais de quatro décadas, o dado não apenas impressiona - desafia qualquer teoria sobre ciclos de popularidade na indústria musical. Em entrevista a Rick Beato, Kirk Hammett alternou entre memórias dos primeiros anos e análises sobre o presente, oferecendo um panorama raro sobre o que mantém a maior banda de metal do mundo em atividade plena.

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Foto: benhoudijk @ www.depositphotos.com
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O significado de 160 mil ingressos para o Metallica em 2023

"Vendemos 160 mil ingressos na região tri-state e isso é bastante significativo", disse Hammett, antes de traçar um paralelo com os primórdios da banda. "Porque antigamente, lá em 1983, o Metallica teve um começo muito tímido." A comparação não é gratuita. Ela dimensiona uma trajetória que saiu de shows em garagens e clubes para apresentações em estádios com capacidade superior a 80 mil pessoas por noite.

Para Hammett, os números não são apenas uma métrica comercial. São a prova de que a proposta musical da banda - agressiva, técnica, sem concessões ao pop - encontrou um público que não apenas cresceu com o grupo, mas que se renova constantemente.

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A evolução técnica dos shows do Metallica: dos clubes aos estádios

A diferença entre tocar para 200 pessoas em um clube da Bay Area e para 80 mil em um estádio vai muito além do volume de público. Hammett descreveu em detalhes como a infraestrutura técnica do Metallica se transformou ao longo dos anos, desde o monitoramento de palco até a amplificação.

A adoção do sistema Fractal, que modela digitalmente amplificadores, foi um divisor de águas para os shows ao vivo. "A consistência entre ensaio, turnê, programas de rádio, TV, premiações - o som é consistente em tudo isso", explicou. Em estádios, onde as variáveis acústicas são enormes, essa uniformidade se torna questão de sobrevivência sonora.

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"Especialmente nesses shows massivos - estamos tocando em estádios - é tão consistente que não importa onde você esteja. Você coloca seus fones in-ear e sabe que os timbres vão estar certos para cada música", detalhou o guitarrista.

O que mantém o Metallica relevante após quatro décadas de carreira

Hammett não atribuiu a longevidade da banda a uma fórmula única, mas deixou pistas ao longo da conversa. A primeira delas é a recusa em suavizar a proposta musical. "Nós não éramos uma banda de som facilmente acessível. Éramos desafiadores", afirmou, referindo-se ao início da carreira - mas o princípio segue intacto.

A segunda é a capacidade de se adaptar tecnologicamente sem perder a identidade. O Metallica incorporou amplificadores digitais, fones in-ear e logísticas de palco cada vez mais complexas, mas o centro do show continua sendo o mesmo: quatro músicos tocando metal pesado com intensidade.

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A conexão do Metallica com novas gerações de fãs

Talvez o dado mais revelador sobre a longevidade do Metallica seja a composição de seu público. Hammett notou, com visível satisfação, que os shows reúnem fãs que acompanham a banda desde os anos 1980 ao lado de adolescentes que descobriram o grupo por meio de plataformas digitais e séries de televisão.

"As pessoas entendem imediatamente. E isso é algo maravilhoso", disse, referindo-se à recepção de músicas como "Master of Puppets" por ouvintes jovens. Para o guitarrista, essa capacidade de se comunicar simultaneamente com múltiplas gerações é o que separa bandas que sobrevivem daquelas que se tornam verdadeiramente atemporais. O Metallica, aos 42 anos de estrada, parece pertencer firmemente à segunda categoria.

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Confira a entrevista completa abaixo.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
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