Os cinco maiores solos de guitarra de Ritchie Blackmore, que completa 81 anos
Por Bruce William
Postado em 14 de abril de 2026
Ritchie Blackmore é daqueles guitarristas que parecem tocar dentro de uma lógica própria. Não basta dizer que o sujeito era técnico, rápido ou inventivo, porque isso reduziria demais o que ele fazia. O que sempre chamou atenção em sua forma de tocar era a mistura entre precisão, agressividade, senso melódico e uma certa dramaticidade que fazia até frase curta soar importante. Foi em cima disso que a Far Out montou uma seleção com cinco solos que, na visão do site, ajudam a provar por que ele merece ser tratado como um dos grandes da história.

A lista começa com "Smoke on the Water" (youtube), e faz sentido. O riff é tão famoso que muita gente quase esquece o resto da música, como se o serviço já estivesse completo ali. Só que Blackmore ainda entrega um solo cheio de curvas melódicas, bends certeiros e fraseado forte, mostrando que não estava interessado em viver apenas do cartão de visitas mais conhecido do rock. Se outro guitarrista tivesse parado no riff, já teria saído por cima. Blackmore ainda foi lá e colocou mais lenha na fogueira.
Depois vem "Shake With Me", gravada antes do Deep Purple, nos tempos de The Outlaws, em 1964 (youtube). A graça dessa escolha está justamente em mostrar um Blackmore ainda anterior à fama pesada, mas já apontando para um jeito de tocar mais ríspido e mais agressivo do que muito rock da época. A Far Out chega a mencionar a faixa como candidata a uma das primeiras gravações de heavy metal, o que talvez renda alguma discussão mas ajuda a entender o clima: havia ali uma guitarra tentando empurrar a música para outro lugar.
No caso de "Burn" (youtube), a escolha parece quase inevitável. A música já nasce correndo, e Blackmore segura aquilo com uma energia que não se desgasta ao longo dos seis minutos. A Far Out destaca não só a qualidade do solo, mas também a sensação de fôlego contínuo, como se ele conseguisse manter a tensão sem cair na repetição. David Coverdale, que ajudou a escrever a música, admitiria depois que Blackmore era o cérebro principal da faixa. O que se ouve ali combina bem com essa ideia.
A fase Rainbow aparece com "Stargazer" (youtube), e aí já entramos em outro tipo de grandiosidade. Não bastasse Ronnie James Dio no vocal, a música ainda ganhou apoio da Orquestra Filarmônica de Munique, o que empurrou tudo para uma escala quase épica. Nesse ambiente, Blackmore faz exatamente o que se espera dele: não tenta competir com o tamanho da faixa no grito, mas entra nela com um solo que amplia ainda mais o clima solene e misterioso da música. É o tipo de execução que ajuda a explicar por que tanta gente vê nele algo além de um simples virtuose do hard rock.
Fechando a lista está "Wasted Sunsets" (youtube), já de uma fase posterior do Deep Purple. E talvez essa seja a escolha que melhor mostra outro lado do guitarrista. Em vez de velocidade, peso ou espetáculo, o que aparece ali é um solo mais cru, mais sentido, quase dolorido em alguns momentos. A Far Out bate justamente nessa tecla: como alguém consegue soar tão emocional com poucas notas e sem depender de palavra nenhuma? É uma boa pergunta. Blackmore parecia ter esse dom de fazer a guitarra falar sem precisar de legenda.
A lista da Far Out não resolve uma questão impossível, que é escolher de forma definitiva os "cinco maiores" solos de um guitarrista com tanto material importante espalhado entre Deep Purple, Rainbow e outras fases. Mas ela acerta ao lembrar que Blackmore não se resumia a velocidade ou firula. O que fazia dele diferente era a capacidade de soar grandioso, perigoso, melódico e teatral ao mesmo tempo. E isso, convenhamos, não aparece todo dia.
Os cinco solos escolhidos pela Far Out foram estes:
"Smoke on the Water" (youtube)
"Shake With Me" (youtube)
"Burn" (youtube)
"Stargazer" (youtube)
"Wasted Sunsets" (youtube)
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