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Cromathia

O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir

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Postado em 11 de maio de 2026

Quando o Pink Floyd lançou "Animals", em 1977, a banda já não funcionava com o mesmo equilíbrio criativo de poucos anos antes. "The Dark Side of the Moon" e "Wish You Were Here" ainda tinham uma dinâmica mais coletiva, mesmo com Roger Waters ganhando cada vez mais peso nas letras e nos conceitos. Em "Animals", esse movimento ficou mais evidente: era um disco guiado por sua visão política, por sua leitura amarga da sociedade e por uma estrutura inspirada livremente em A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

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Foto: Columbia Records
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O álbum nasceu de material que já vinha sendo tocado ao vivo antes de ganhar forma definitiva em estúdio. "Dogs" teve origem em "You've Got to Be Crazy", enquanto "Sheep" veio de "Raving and Drooling". David Gilmour teve participação importante na construção musical de "Dogs", especialmente em melodias e progressões, mas o conceito geral do disco, as letras e a amarração temática ficaram cada vez mais sob domínio de Waters. Era um Pink Floyd ainda coletivo no som, mas já muito centralizado na narrativa.

A visão de Waters sobre o próprio papel dentro da banda aparece em uma declaração resgatada pela Far Out. Ao comentar aquele período, ele disse que não via muito espaço para os outros integrantes na parte lírica. "Não havia espaço para mais ninguém escrever. Se havia sequências de acordes ali, eu sempre as usava. Não havia motivo para Gilmour, Mason ou Wright tentarem escrever letras. Elas nunca seriam tão boas quanto as minhas."

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A frase soa arrogante, e provavelmente é mesmo, mas também ajuda a entender o clima que tomava conta do Pink Floyd naquela segunda metade dos anos 1970. Waters parecia convencido de que a banda precisava de uma direção conceitual forte, e de que essa direção vinha dele. Ao mesmo tempo, Gilmour, Richard Wright e Nick Mason continuavam sendo fundamentais para transformar essas ideias em música. Sem a guitarra de Gilmour, os teclados de Wright e a base de Mason, Animals dificilmente teria a mesma densidade.

Esse ponto é importante porque "Animals" não é apenas um disco de letras. "Dogs", com seus longos trechos instrumentais, depende muito da construção atmosférica e da guitarra de Gilmour. "Sheep" cresce com a tensão dos teclados e com a forma como a banda empurra a música até o final. Mesmo "Pigs (Three Different Ones)", mais claramente ligada ao sarcasmo de Waters, ganha força pela maneira como o grupo cria um ambiente pesado, quase sufocante, diferente do acabamento mais elegante de Wish You Were Here.

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Ao mesmo tempo, é compreensível que Waters enxergasse "Animals" como um território muito seu. O álbum traz uma crítica dura a estruturas de poder, ganância, submissão e violência social, dividindo personagens entre cães, porcos e ovelhas. Não era apenas uma coleção de músicas. Era um disco com tese, mau humor e foco, feito em um momento em que o punk começava a atacar bandas grandes como o Pink Floyd por suposto excesso e distanciamento. Waters respondeu não com leveza, mas com um álbum ainda mais ácido.

O problema é que essa convicção também ampliou a rachadura interna. Se "Animals" já mostrava Waters no centro do controle conceitual, "The Wall" levaria isso a um ponto ainda mais extremo, e "The Final Cut" praticamente se tornaria um disco de Waters com o nome Pink Floyd na capa. A disputa posterior com Gilmour pelo direito de seguir usando o nome da banda, nos anos 1980, não nasceu do nada. Ela vinha sendo preparada por anos de desequilíbrio criativo, ressentimento e visões incompatíveis sobre o que o Pink Floyd era.

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Vista hoje, a fala de Waters pode incomodar, mas também revela uma verdade parcial: ele realmente era o principal arquiteto conceitual daquela fase. O que ela deixa de fora é que o Pink Floyd nunca foi grande apenas por causa das ideias. A força estava no atrito entre conceito, timbre, espaço, guitarra, teclado, produção e silêncio. Animals talvez seja um dos melhores exemplos disso: um disco em que Waters parecia achar que carregava a chave da porta, mas que ainda precisava da banda inteira para fazer aquela porta ranger do jeito certo.

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Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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