A razão que levou Carl Palmer a não ver shows de Jimi Hendrix e The Who na Ilha de Wight
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de maio de 2026
O baterista Carl Palmer, único integrante vivo do Emerson, Lake & Palmer, volta ao Brasil com o espetáculo "An Evening with Emerson, Lake & Palmer", marcado para o dia 30 de maio, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, ele falou sobre o show, que une imagens reais de Keith Emerson e Greg Lake a sua bateria ao vivo, e também relembrou uma apresentação histórica do ELP no Festival da Ilha de Wight, em 1970.
Emerson Lake And Palmer - Mais...

Palmer foi perguntado sobre suas lembranças daquele evento, que teve nomes como Jimi Hendrix e The Who. A resposta foi direta. "Não muitas, na verdade", disse. Segundo o baterista, ele quase não viu o que acontecia ao redor. "Eu não vi muitos shows. Não vi muito do que estava acontecendo."
O músico explicou que a passagem do ELP pelo festival foi rápida e sem clima de bastidor. "Nós chegamos de helicóptero, eu toquei e fomos embora de helicóptero", afirmou. Palmer disse que já chegou pronto para subir ao palco. "Eu já estava com a roupa de show. Não houve troca."
Por isso, ele não acompanhou as apresentações de outros artistas históricos daquele fim de semana. "Eu não vi Jimi Hendrix. Não vi nada disso. Então não me pergunte isso", brincou. Em seguida, completou: "Eu não vi The Who."
Palmer também explicou que o Emerson, Lake & Palmer entrou no festival de última hora. "Você precisa entender que nós fomos o último grupo a ser contratado para a Ilha de Wight", afirmou. Segundo ele, a inclusão aconteceu por meio de um amigo de Keith Emerson.
Carl Palmer no Brasil
Ao mandar uma mensagem aos fãs brasileiros, Palmer reforçou que o espetáculo atual é diferente do que trouxe antes ao país. "Isso não tem nada a ver com o último show que vocês viram. É completamente diferente", disse. Ele definiu a produção como "um concerto high-tech, de alto nível".
O músico destacou ainda a importância da América do Sul na rota do projeto. "É ótimo poder trazer isso ao Brasil e deixar vocês experimentarem", afirmou. Segundo ele, o show só havia saído dos Estados Unidos para o Japão. A América do Sul veio antes até do Reino Unido. "A América do Sul é muito importante para nós."
Palmer disse que espera que o público aproveite "essa fusão completa" entre Greg Lake, Keith Emerson, ele próprio e sua banda. O show tem cerca de duas horas, com intervalo de 15 minutos. Parte do repertório traz Emerson, Lake e Palmer juntos nas telas e no palco; outra parte é tocada com a banda atual do baterista.
Entre os destaques, ele citou peças épicas como "Tarkus", além de uma seção acústica. "Há algo para todo mundo ali", afirmou. "Acho que vocês vão achar muito agradável."
Confira a entrevista completa abaixo.
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