O que aconteceu nas últimas 48 horas de vida de Freddie Mercury
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de junho de 2026
Dono de uma das vozes mais reconhecíveis do rock e responsável por clássicos eternizados com o Queen, Freddie Mercury passou seus últimos anos lutando em silêncio contra a AIDS. Quando finalmente confirmou publicamente sua condição, o mundo mal sabia que lhe restavam apenas algumas horas de vida.
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Em vídeo publicado em seu canal, o youtuber Júlio Ettore detalhou os momentos finais do vocalista com base na biografia Somebody to Love, que narra os bastidores dos últimos anos de Mercury. Segundo o relato, no dia 23 de novembro de 1991 o cantor decidiu encerrar anos de especulação e divulgou um comunicado confirmando que era portador da AIDS. A nota pedia compreensão dos fãs e apoio à luta contra a doença.
Naquele momento, entretanto, seu estado já era crítico. Ettore explica que Freddie havia retornado de Montreux, na Suíça, sabendo que dificilmente pisaria novamente em um estúdio. Recolhido em sua mansão Garden Lodge, em Londres, ele já enfrentava graves limitações físicas. O cantor estava perdendo a visão, tinha dificuldades motoras e havia decidido interromper os tratamentos antirretrovirais, mantendo apenas medicamentos para aliviar as dores.
Freddie Mercury e seus últimos dias
Nos dias anteriores à morte, amigos próximos e familiares fizeram suas despedidas. Elton John, os pais e a irmã do cantor estiveram entre os últimos visitantes. Brian May também o encontrou pouco antes do fim. Segundo o guitarrista, ao perceber que os presentes tentavam puxar conversa para aliviar o clima, Freddie interrompeu delicadamente: "Não precisam falar de nada. Estou muito feliz por vocês estarem aqui."
Dois dias antes de morrer, Mercury pediu para deixar o quarto pela última vez. Levado em uma cadeira de rodas por seu companheiro Jim Hutton, ele quis rever quadros e objetos espalhados pela casa. Nessa fase, já se alimentava quase exclusivamente de líquidos e passava grande parte do tempo entre o sono e momentos de semiconsciência. Os médicos haviam alertado seus cuidadores que o desfecho estava próximo.
Na manhã de 24 de novembro, sua condição piorou drasticamente. De acordo com o relato apresentado por Júlio Ettore, Freddie engasgou ao tentar comer pequenos pedaços de manga e, pouco depois, sofreu uma convulsão. Um médico foi chamado e administrou uma injeção de morfina para aliviar as dores intensas que sentia. O restante do dia transcorreu com o cantor deitado, acompanhado por Jim Hutton.
A morte de Freddie Mercury
Enquanto o mundo ainda assimilava a revelação pública feita no dia anterior, o desfecho chegou no início da noite. Por volta das 18h48, enquanto Hutton trocava de roupa no quarto, percebeu que Freddie havia parado de respirar. O médico foi chamado novamente e confirmou a morte do vocalista do Queen. Mercury tinha 45 anos.
Seu corpo foi retirado da residência durante a madrugada, em uma van sem identificação, numa tentativa de evitar o assédio da imprensa. Dias depois, milhares de fãs lotaram os arredores da Garden Lodge com flores, cartas e homenagens. O funeral ocorreu em cerimônia reservada, seguindo os ritos do zoroastrismo, religião de sua família.
A morte de Freddie Mercury marcou o fim de uma era para o Queen. No entanto, sua obra continuou viva. Poucas semanas depois, "Bohemian Rhapsody" voltou ao topo das paradas britânicas, enquanto canções como "The Show Must Go On" ganharam um significado ainda mais profundo. Como o próprio título sugeria, o espetáculo precisava continuar - mesmo sem seu protagonista mais brilhante.
Confira o vídeo completo abaixo.
Morte de Freddie Mercury
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