A música do Megadeth que fala sobre o vício em jogos e apostas
Por Mateus Ribeiro
Postado em 01 de outubro de 2026
As apostas estão em evidência no Brasil de um tempo pra cá. O assunto ganhou ainda mais força nos últimos dias, após o governo federal publicar uma medida provisória que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das chamadas bets no país.
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O assunto, no entanto, está longe de ser uma novidade, infelizmente. Há décadas, muitas pessoas vêm perdendo quantias significativas de dinheiro e prejudicando as vidas de suas famílias por conta do vício em apostas e jogos de azar.
Esse problema, que parece longe do fim, serviu como inspiração para uma música do Megadeth. Trata-se de "Train of Consequences", faixa de "Youthanasia", sexto álbum de estúdio da banda liderada pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine, lançado em novembro de 1994.
O Megadeth.com.ar, site argentino dedicado à banda, descreve "Train of Consequences" como uma música sobre a natureza destrutiva do vício em jogos, destacando a metáfora do "trem das consequências" como representação da espiral de problemas provocada pelas escolhas do protagonista.
A análise publicada pelo Letras segue uma linha semelhante. O texto aponta que a composição retrata alguém preso às consequências das próprias decisões e envolvido em um perigoso jogo com dinheiro e apostas. Essa ideia fica reforçada na parte final do refrão, onde Mustaine canta "there ain't no turning back" ("não há como voltar atrás").
A temática também aparece no clipe de "Train of Consequences". Dirigido por Wayne Isham, o vídeo se passa em um trem no Velho Oeste e tem como protagonista um apostador, interpretado pelo ator Christopher Rydell.
Segundo dados publicados no site Setlist.FM, "Train of Consequences" foi executada em 166 shows do Megadeth. A última dessas apresentações foi realizada há mais de 20 anos, em outubro de 2005.
Sucessor de "Countdown to Extinction" (1992), "Youthanasia" foi gravado pela formação clássica do Megadeth, composta por Dave Mustaine (guitarra/vocal), Marty Friedman (guitarra), David Ellefson (baixo) e Nick Menza (bateria). A música mais popular do disco é "A Tout Le Monde", sobre a qual você pode ler mais na nota a seguir.
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