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Collectors Room: os 30 melhores discos de metal da década

Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Em 12/03/13

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Post escrito a oito mãos pela equipe da Collectors Room. Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Simas e Rodrigo Carvalho passaram as últimas semanas encarregados de responder a uma pergunta: quais são, até agora, os melhores discos de heavy metal lançados nessa década?

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Cada um poderia indicar dez álbuns lançados entre 2011 e 2013, e deveria fazer um breve texto sobre os títulos escolhidos. No final, chegamos aos 30 discos citados por nossa equipe.

A lista abaixo está em ordem alfabética. Cada título conta com um comentário justificando a sua escolha, e os álbuns indicados mais vezes possuem mais textos sobre eles.

Não é uma lista definitiva, é claro, mas serve como um bom ponto de partida para você mergulhar no que de melhor está sendo produzido no metal atual.

Aumente o volume e boa leitura!

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Arch / Matheos - Sympathetic Resonance (2011)

As duas mentes que direcionaram o Fates Warning nos seus primeiros anos se juntaram novamente para gravar um novo clássico, nos fazendo lembrar o quanto John Arch faz falta cantando sobre os fantásticos riffs de Jim Matheos. (por Rodrigo Simas)

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Asphyx - Deathhammer (2012)

Tarefa árdua é tentar entender como o Asphyx até hoje não teve reconhecimento suficiente para figurar entre os grandes nomes do death metal. Principalmente junto à crítica dita especializada. Falta grife? As hipóteses são várias, mas ficam para depois. O fato é que, na prática, os holandeses estão na linha de frente do gênero há muito tempo.

Um álbum como "Deathhammer" está anos-luz à frente de qualquer coisa que Behemoth ou Nile, por exemplo, tenham feito. Muito mais do que técnica, há alma aqui.

Tanto a composição como a produção beiram a excelência. Impossível não ressaltar, em especial, Martin van Drunen, que mais uma vez mostra as razões de entrar facilmente num top 5 dos vocalistas de death. Em suma, um disco que define o gênero e transborda conhecimento de causa. Confira: "Deathhammer", "We Doom You To Death" e "As The Magma Mammoth Rises". (por Guilherme Gonçalves)

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Atomic Roar - Atomic Freaks (2011)

Colocar um disco de uma banda nacional não é caridade. Não há espaço para pachequismo na música - e em nenhum outro lugar. O fato é que o Atomic Roar realmente começou a década com um disco acachapante. Intenso até o osso.

Formada por nomes já conhecidos e tarimbados da cena carioca, a banda evoluiu muito em seu segundo trabalho. A síntese de seu som, porém, segue a mesma: thrash/metalpunk sacana e com influência gigantesca de NWOBHM, na cola de bandas como Warfare, G.B.H e Thin Lizzy.

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Tudo passa bem rápido (o play tem pouco mais de 27 minutos) e, quando você se dá conta, já está hipnotizado pelos riffs e cantarolando os versos. Experimente o som sujo e amarelado desses safados! Pode começar por "Mutants", "Demon Dust" e "Children Of Three Eyes". (por Guilherme Gonçalves)

Baroness - Yellow & Green (2012)

É possível que nada tenha mexido tanto com meu tímpano desde a primeira vez que ouvi o "Black Album" (1991), do Metallica, como "Yellow & Green" o fez. Há inúmeros discos magníficos rolando por aí. Porém, nada tão tocante como essa obra-prima do Baroness.

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Neste caso, não trata-se apenas de ser um álbum formidável. Mas de possibilitar, assim como o "Black Album", em 1998, quando tinha apenas oito anos, a abertura de uma nova percepção musical. Se na época era um garoto que, a partir de então, começaria a ver na música algo além do que nas demais artes, agora a sensação pode ser considerada como a de uma confirmação desse encantamento que só os sons são capazes.

"Yellow & Green" abre uma nova janela para a qual entendo que seja possível caminhar. Um álbum que, apesar de duplo, consegue entrelaçar todos os seus elementos. Seu caráter experimental, atmosférico, complexo e melódico. Um álbum que é metal e pop ao mesmo tempo - assim como o "Black Album", aliás.

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Se alguma outra banda estiver fazendo algo ao menos parecido com o que o Baroness conseguiu em "Yellow & Green", por favor me avisem. Duvida do quão estupendo é? Então comprove: "Take My Bones Away", "Eula", "Cocainium", "Psalms Alive", "March To The Sea". (por Guilherme Gonçalves)

"Yellow & Green" foi um dos mais comentados álbuns de 2012, e é praticamente um trabalho atemporal: as suas melodias e estruturas simples apresentam todas as características necessárias para a construção de um verdadeiro clássico. Não à toa, coloca o Baroness como uma das mais interessantes bandas da atualidade. (por Rodrigo Carvalho)

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Um disco excelente e atemporal, com uma musicalidade e uma sensibilidade que transformam o Baroness em uma das bandas mais interessantes do metal atual. Foi lançado em 2012, mas já tem cara de clássico! (por Ricardo Seelig)

Between the Buried and Me - The Parallax II: Future Sequence (2012)

Complexidade harmônica, peso e muita agressividade fazem do sétimo álbum da banda norte-americana Between the Buried and Me uma audição complexa, às vezes difícil, mas com caminhos e escolhas que sempre surpreendem o ouvinte. "The Parallax II" é daqueles trabalhos que causam estranhamento no primeiro contato, mas ganham estatura a cada nova audição, revelando todas as múltiplas suas facetas. (por Ricardo Seelig)

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Coheed and Cambria - The Afterman (2012/2013)


Depois de diversos problemas internos, "The Afterman", lançado em duas partes ("Ascension", no final de 2012, e "Descencion", no início de 2013), novo capítulo na saga infinita criada por Claudio Sanchez, bota o Coheed and Cambria de volta aos trilhos, com tudo que os fãs poderiam esperar. (por Rodrigo Simas)

Devil – Time To Repent (2011)

"Time To Repent", álbum de estreia do Devil, nada mais é do que o presente ideal para maníacos por Pentagram, Saint Vitus, Coven, Sir Lord Baltimore e afins. Obscuro, sombrio e satânico como deve ser. Assim como o Black Sabbath nos ensinou.

O som é simples, direto e calcado em riffs abafados. Não há excesso de muitos andamentos arrastados e os refrãos são um destaque à parte. Apesar de ser da Noruega, o Devil tem os dois pés fincados na cena doom americana.

Ainda que tenha passado meio que batido no Brasil, "Time To Repent" destila predicados que colocam a banda entre as melhores surgidas nessa virada de década. Logo, figura facilmente entre os discos de destaque dos últimos dois anos. Pontos altos: "Break The Curse", "Time To Repent", "Crazy Woman" e "Blood Is Boiling". (por Guilherme Gonçalves)

Enslaved – RIITIIR (2012)

O Enslaved está entre as mais dinâmicas bandas norueguesas, graças ao praticamente infinito leque de influências que conseguem inserir em seus álbuns. A onda criativa do grupo vem subindo desde o álbum "Isa", de 2004, e o equilíbrio entre o ríspido black metal, o épico viking metal e inserções de rock progressivo resultaram em "RIITIIR", uma das maiores obras do metal extremo dos últimos anos. (por Rodrigo Carvalho)

Enter Shikari – A Flash Flood Of Colour (2012)

Os britânicos do Enter Shikari são uma banda com menos de dez anos de atividade, mas desenvolveram uma sonoridade única, unindo influências de metalcore com uma esquisita gama de música eletrônica, dubstep e industrial. A banda vem evoluindo a cada álbum, e "A Flash Flood Of Colour" soa ainda mais maduro, com excelentes letras e um nível acima no quase indistinguível caos sonoro. (por Rodrigo Carvalho)

Ghost - Opus Eponymous (2011)

Engraçado que demorei a dar o braço a torcer em relação ao Ghost. As guitarras, claro, conquistam de imediato, mas o vocal de Papa Emeritus II não desceu em um primeiro momento. Quem aí curtiu King Diamond de cara, na primeira audição, sem nem pestanejar?

Só que as melodias e os refrões dos caras são tão acima da média que você não consegue resistir. E nem quer. Algo lhe puxa e, sem nem perceber, você já está lá ouvindo "Opus Eponymous" novamente.

Aos poucos, acostuma-se com as linhas vocais, que, na verdade, são bem bacanas. Vejamos o que a banda tem a nos oferecer daqui pra frente. O primeiro artefato já foi detonado e superou as expectativas. Um disco diferente e intrigante. Ouça "Stand By Him", "Ritual", "Elizabeth" e a instrumental "Genesis", que parece ter vindo direto das sobras de estúdio do Iron Maiden na fase "Somewhere in Time" (1986). (por Guilherme Gonçalves)

Provavelmente o disco de metal mais comentado da década, "Opus Eponymous" foi responsável, sozinho, por toda a onda occult rock que ganha cada vez mais força na música pesada. Reciclando com precisão elementos da sonoridade setentista e embalando-os com ótimas melodias e grandes doses de mistério, a banda sueca construiu uma das mitologias mais interessantes dos últimos tempos. O segundo capítulo dessa história, "Infestissumam", sairá no primeiro semestre, e será a prova de fogo dos mascarados liderados pelo vocalista Papa Emeritus. (por Ricardo Seelig)

(nota: "Opus Eponymous" foi lançado no final de 2010 na Europa e no início de 2011 nos Estados Unidos. No Brasil, só saiu em 2012. Como fizemos em nossa eleição de melhores de 2011, optamos por considerar a data de lançamento no mercado norte-americano.)

Grave - Endless Procession Of Souls (2012)

Swedish death metal em sua essência: timbre de guitarra inconfundível, vocal cavernoso e groove descomunal. Tudo isso faz de "Endless Procession Of Souls" um disco matador e que rivaliza com "Into The Grave" (1991) a disputa pelo posto de melhor álbum do Grave.

Para melhorar ainda mais a coisa, um ingrediente que já há algum tempo vem se fazendo presente no som dos suecos de Visby: pitadas generosas e certeiras de thrash metal.

Soma-se a isso Ola Lindgren mais inspirado do que o habitual e o que se tem é um dos discos mais violentos dos últimos anos. Deleite-se com "Disembodied Steps", "Amongst Marble And The Dead", "Winds Of Chains" e "Encountering The Divine". (por Guilherme Gonçalves)

Lamb of God - Resolution (2012)

Antes da prisão do vocalista Randy Blythe, o Lamb of God havia lançado "Resolution" e estava comemorando a ótima aceitação pelos fãs e pela mídia especializada. Com grandes riffs e passagens de tirar o fôlego, a banda mostra mais uma vez porque é considerada uma das mais importantes do metal no novo milênio. (por Rodrigo Simas)

Machine Head - Unto the Locust (2011)

A expectativa era alta, e a banda não decepcionou! Porrada do início ao fim, a rifferama corre solta em uma explosiva sequência de músicas raivosas, daquelas que fazem os fãs baterem a cabeça durante toda a audição. (por Rodrigo Simas)

Mesmo o Machine Head não tendo uma discografia exatamente consistente, é inegável que desde "Through The Ashes Of Empire" o quarteto californiano não esteja passando por um momento de ascensão musical. Essa evolução culminou em "Unto The Locust", em 2011, que agrega as diversas influências dos caras e surpreende a cada segundo, uma verdadeira obra contemporânea de thrash metal. (por Rodrigo Carvalho)

O "Master of Puppets" de uma geração! Unto the Locust é o ápice do Machine Head, um disco estupendo do início ao fim, que pega toda a tradição do thrash metal e a funde a elementos atuais e doses maciças de groove. Clássico, e não se fala mais nisso! (por Ricardo Seelig)

Mastodon - The Hunter (2011)

Provavelmente o álbum mais acessível feito pela banda, "The Hunter" consegue sintetizar suas ideias, que parecem surgir aos montes, em composições mais diretas, criando mais uma obra única em sua discografia. (por Rodrigo Simas)

Se com "Crack The Skye" o Mastodon extrapolou todos os limites e ainda assim conseguiu entregar um excelente álbum, foi com "The Hunter" que eles uniram de forma equilibrada as suas raízes mais agressivas e sujas com os elementos de psicodélico, space e rock progressivo, justificando mais uma vez o motivo de ser uma das maiores (se não a maior) banda de heavy metal surgida na última década. (por Rodrigo Carvalho)

A forma com que o Mastodon encara a música me faz lembrar o Led Zeppelin. Não, a sonoridade não é similar, mas a associação se dá pelo fato de que sempre somos surpreendidos, nunca sabemos qual será o próximo passo deste grupo norte-americano, e a banda sempre nos agracia com discos que beiram o sublime. Exatamente como o Led fez nos anos setenta. Não há nada como o Mastodon no metal atual. (por Ricardo Seelig)

Meshuggah – Koloss (2012)


Pesado, agressivo e extremamente complexo. Não é uma audição fácil, mas não é esse o objetivo. (por Rodrigo Simas)

Opeth - Heritage (2011)

O Opeth nunca foi unanimidade. Para colocar ainda mais lenha na fogueira das discussões, "Heritage" veio e conseguiu instalar essa divisão dentro até do próprio nicho de fervorosos admiradores da banda. O que dizer de um álbum desses? Genial!

Experimental, ousado, inquieto. Três adjetivos que poderiam sintetizar o décimo álbum do Opeth. Só que ele é muito mais do que apenas isso. É o sincretismo de inúmeras referências musicais acumuladas por Mikael Åkerfeldt.

Referências que vão de King Crimson a Rainbow, passando por Jethro Tull e tantos outros grandes nomes dos 70's. Principalmente no que se refere ao vasto arcabouço do progressivo. Vale lembrar que, mais uma vez, a banda não faz uso de vocal gutural. Mergulhe de cabeça em "The Devil's Orchard", "Folklore", "I Feel The Dark" e "Slither". (por Guilherme Gonçalves)

O décimo disco do Opeth não é apenas uma ode ao psicodélico, ao folk e ao rock progressivo obscuro da década de 70, mas também uma intrigante e ousada mudança brusca no direcionamento musical dos suecos. O dinamismo artístico e a complexidade instrumental garantem uma interessante experiência, resgatando o sentimento de quatro décadas atrás como poucas bandas conseguem. (por Rodrigo Carvalho)

Overkill - The Electric Age (2012)


Fora da badalação do Big 4 e até menos reconhecido que bandas como Testament, Exodus e Kreator, o Overkill vem lançando grandes CDs em sequência e "The Electric Age" não foge da regra, mesmo sendo um pouco inferior ao anterior e excelente "Ironbound". (por Rodrigo Simas)

Pain of Salvation – Road Salt Two (2011)

Apesar de o Pain of Salvation estar gradativamente se desmoronando nos últimos anos, a segunda parte do álbum "Road Salt" eleva a complexidade da sua música a um outro patamar. Deixando um pouco de lado o prog metal de estruturas mais comuns, Daniel Gildenlöw mergulha ainda mais fundo nas obras obscuras de rock progressivo, jazz e música experimental, resultando em um dos momentos mais intrigantes da discografia da banda. (por Rodrigo Carvalho)

Protest the Hero - Scurrilous (2011)

"Scurrilous" é uma evolução natural ao caos organizado que o grupo se propõe a realizar. Uma obra impressionante, que mostra uma banda faminta por mostrar todo seu potencial, esbanjando energia, técnica e peso. (por Rodrigo Simas)

Riverside – Shrine of New Generation Slaves (2013)

Um dos maiores nomes do rock e metal progressivo da atualidade, o quarteto polonês foi responsável por lançar o aguardado "Shrine Of New Generation Slaves". Mantendo a sua identidade musical, e dando consideráveis passos além, o Riverside praticamente garantiu o seu lugar como um dos destaques de 2013. (por Rodrigo Carvalho)

Saint Vitus - Lillie F-65 (2012)

Uma bigorna em queda livre. Direto na sua cabeça. Essa é a sensação de se contemplar o peso absurdo contido em "Lillie: F-65", o retorno triunfal do Saint Vitus.

Depois de 17 anos sem lançar nada, os caras voltaram com a mesma pegada, parecendo que nada aconteceu. Sem querer ou precisar acrescentar qualquer tipo de nova característica ao som. E sendo relevantes ainda assim. Afinal, música boa não tem prazo de validade.

Por todo o play, prevalece intacto o doom metal com cheiro de mofo. Discípulo máximo de Tony Iommi, Dave Chandler faz miséria com sua SG. Timbre áspero, pesado e sufocante. Wino não deixa por menos e canta propagando agonia como se não houvesse amanhã. Até os interlúdios instrumentais são excelentes. Tome aula com "Blessed Night", "Let Them Fall" e "The Bleeding Ground". (por Guilherme Gonçalves)

Soen – Cognitive (2012)

Apesar das repetidas (e um tanto quanto exageradas) alegações de que o Soen, novo projeto do baterista Martin Lopez, apenas reproduz as idéias já praticadas anteriormente pelo Tool, o seu disco de estreia Cognitive agrega muito mais elementos, principalmente no que se trata da sonoridade e da atmosfera carregadíssima em cada uma das faixas e na forma como é interpretada pelos músicos. (por Rodrigo Carvalho)

Soulfly - Enslaved (2012)

"Enslaved" soa como um retorno de Max Cavalera aos tempos áureos do Sepultura, turbinado por uma aproximação com o death metal, proporcionada pelo fenomenal baterista David Kinkade. Melhor disco gravado por um integrante da formação clássica do quarteto mineiro desde a separação do grupo, é um álbum fenomenal e que mostra que Max ainda tem muito a dizer. (por Ricardo Seelig)

Symphony X – Iconoclast (2011)

Sem perder sua essência, mas mantendo o peso dos últimos anos, o Symphony X soa ainda mais intenso nestre trabalho, com uma avalanche de riffs, quebradas de ritmo e passagens intrincadas, com a sempre excelente performance do vocalista Russell Allen. (por Rodrigo Simas)

The Devil’s Blood - The Thousandfold Experience (2011)

Occult rock com doses generosas de psicodelia e uma musicalidade calcada em melodias, que impressionam o ouvinte de imediato. Essa banda holandesa infelizmente anunciou o seu fim no começo de 2013, mas deixou dois discos excelentes para a história. Se você nunca ouviu, corrija já essa falha em seu currículo. (por Ricardo Seelig)

The Sword - Apocryphon (2012)

Após dois anos de silêncio e mudanças na formação, o quarteto norte-americano The Sword voltou com um disco excelente do início ao fim. Equilibrando influências de Black Sabbath e Thin Lizzy, "Apocryphon" é um festival contagiante de riffs com data de validade estendida. O melhor trabalho da banda, com certeza. (por Ricardo Seelig)

Toxic Holocaust – Conjure And Command (2011)

Joel Grind precisava de dois fatores para elevar o Toxic Holocaust a um outro patamar: desenvolver seu vocal e gravar com uma produção de estúdio melhor. Felizmente, foi exatamente isso que aconteceu em "Conjure And Command".

Neste quarto álbum, o thrash/metalpunk do trio de Portland - com Nikki Rage e Philthy Gnaast efetivados, a partir de então - continua a exalar enxofre e a linha Venom-Motörhead-Discharge de blasfemar segue intacta. Porém, a excelência obtida após anos de estrada fez surgir o melhor trabalho do Toxic Holocaust. Um disco doentio dando boas-vindas à nova década.

Velocidade e riffs inspirados dão a tônica. No entanto, são as partes cadenciadas as responsáveis por sublimar toda a maldade contida na mente de Joel Grind. Destaques obrigatórios: "Bitch", "I Am Disease", "Red Winter" e "Judgement Awaits You". (por Guilherme Gonçalves)

Trivium - In Waves (2011)

Moderno, pesado, rápido e melódico. Contando com uma produção primorosa, o Trivium alterna pancadaria com ótimas melodias, fazendo a ponte perfeita entre o passado e o futuro do estilo, tornando-se realidade dentro da cena metálica. (por Rodrigo Simas)

O Trivium é praticamente uma banda incansável: surgida na leva de bandas de metalcore americanas no início da década passada, eles não se prendem a nenhum grilhão do estilo, de forma que cada novo álbum tenha um direcionamento único. "In Waves" resgata a sonoridade dos primeiros álbuns, ao passo que atinge novos níveis com a inserção dos mais diversos elementos, que constroem a atmosfera soturna que assombra todo o álbum. (por Rodrigo Carvalho)

Vektor - Outer Isolation (2011)

Ao lado dos clássicos que fizeram a história do thrash metal, lançados em sua grande maioria durante a década de 1980, podemos colocar sem medo "Outer Isolation", terceiro álbum da banda norte-americana Vektor. Inteligente, inovador e extremamente técnico, o disco atualizou o gênero e mostrou a cara do thrash nesta década. (por Ricardo Seelig)

Witchcraft - Legend (2012)

Após hiato de cinco anos, o Witchcraft voltou com um line-up todo reformulado e trazendo consigo um clássico debaixo do braço. "Legend" é um disco de fazer cair o queixo e que consegue uma façanha rara hoje em dia: impressionar logo na primeira audição, mas continuar crescendo e apresentando novas alternativas com o passar do tempo.

Magnus Pelander está cantando como nunca depois que deixou o posto de guitarrista para concentrar-se apenas nos vocais. Tom Jondelius e Simon Solomon, que assumiram as seis cordas, têm desempenho magnífico e nos presenteiam com vários riffs marcantes.

Um dos principais atrativos do Witchcraft é incrementar sua sonoridade doom com elementos setentistas. Dessa forma, o leque de possibilidades da banda fica bem vasto, tendo sido explorado com méritos em "Legend". O resultado é estupendo. Encante-se com "An Alternative To Freedom", "Deconstruction", "Flag Of Hate" e "White Light Suicide". (por Guilherme Gonçalves)

Riffs inspirados, um vocalista excelente, ótimas composições e muito peso. O que mais se pode querer de um disco de metal? "Legend" é tudo isso e mais um pouco. Ouça e delicie-se! (por Ricardo Seelig)

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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