Iron Maiden: segundo da trilogia, "Holy Smoke - Iron Maiden nos anos 90", mantém nível
Por Mário Pescada
Postado em 18 de novembro de 2021
Para sorte dos fãs do IRON MAIDEN, a Editora Denfire lança no Brasil "Holy Smoke: IRON MAIDEN nos anos 90", segundo livro da trilogia sobre a história da colossal banda.
O livro sucede "Where Eagles Dare - IRON MAIDEN nos Anos 80" pouco tempo depois do lançamento deste, o que é ótimo já que não cria aquele vácuo temporal entre os lançamentos. Já sobre o volume três, o escritor Martin Popoff não se comprometeu para quando será - porém, com seu ritmo alucinante de trabalho, não deve demorar muito.
Aqui, Popoff teve trabalho dobrado, já que não só cobriu a Donzela de Ferro, o que, por si só não é pouca coisa devido ao tamanho que o IRON MAIDEN é, como ainda dá uma ampla revisitada na carreira solo de Bruce Dickinson, uma conferida na de Adrian Smith e uma passagem mais superficial até pelo que Paul Di'Anno fez. Quem é fã da brilhante carreia solo de Bruce (segundo Popoff, seus discos solo são melhores que o material que ele lançou à frente da banda), ganha quase que um livro sobre o dinâmico vocalista, já que ele não economizou detalhes da sua fase fora da banda.
Popoff nos relembra os duros anos 90 para o IRON MAIDEN, com o heavy metal em baixa, o grunge tomando as rádios e sepultando o glam metal, o surgimento da pirataria virtual, o mercado dos EUA virando as costas para o grupo, grupos como METALLICA e GUNS N´ROSES voando alto, etc. Para piorar, a saída do desmotivado Adrian Smith e do criativo Bruce Dickinson que não conseguia colocar ali suas ideias musicais.
A narrativa do livro passa pelo tradicional relato jornalístico com juntada de entrevistas, bastidores, testemunhos de membros da banda (como o simpático Nicko McBrain cuspindo maribondos sobre Bruce em uma entrevista quando da sua saída), etc. enquanto analisa, faixa a faixa, disco a disco, TODOS os lançamentos do período, de "No Prayer For The Dying" (1990) a "Virtual XI" (1998) pelo IRON MAIDEN e de "Tattooed Millionaire" (1990) a "Scream For Me Brazil" (1999) pelo lado de Bruce.
Claro, a fase Blaze Bayley também está lá, desde sua comemorada entrada até sua sumária demissão por Steve Harris. Convenhamos, Blaze é sim um bom vocalista, carismático, entretém uma plateia como poucos, mas não era o cara para o IRON MAIDEN.
Sobre a cobertura do retorno de Bruce, muito em função de ele e abanda terem o mesmo agente, chegamos a duas conclusões: Steve Harris é mesmo o dono do grupo e logo percebeu que havia feito uma má escolha ao trazer Blaze Bayley e Bruce, apesar dos seus bons discos solo, não saía do lugar - o melhor mesmo, para todo mundo (inclusive para Rod Smallwood, agente de ambos e elo importantíssimo nesse retorno), era acertarem as diferenças e voltarem com tudo, o que de fato aconteceu. Mas essa é história para o aguardado e derradeiro volume três...
"Holy Smoke: IRON MAIDEN nos Anos 90", contém 192 páginas, tamanho A5, miolo em papel couchè 115g e ainda acompanha um pôster com foto da capa e do tamanho do livro e um adesivo exclusivo.
O livro pode ser pedido através do e-mail [email protected], no site da Editora Denfire ou direto nos pontos de venda indicados no site.
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https://editoradenfire.com/
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