Mercyful Fate: livro analisa as todas músicas, discos, satanismo e muito mais
Por Mário Pescada
Postado em 15 de novembro de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O escritor Martin Popoff tem um talento incrível para juntar centenas de reportagens, notícias, resenhas, entrevistas próprias e de terceiros para contar uma única história. Após ler "Black Funeral: A História do MERCYFUL FATE", livro lançado pela Editora Denfire esse ano, vemos que ele conseguiu de novo lançar um livro relevante, provavelmente tendo um bom trabalho adicional, pois, falar de MERCYFUL FATE sem falar do grupo KING DIAMOND e suas relações muitas vezes recíprocas, faz quase o livro ser um dois em um.
Popoff conta como o então técnico de laboratório dinamarquês Kim Bendix Petersen (o KING DIAMOND) foi passando pelas bandas formadas na sua juventude, BRAINSTORM, BLACK ROSE e a proto-punk BRATS, por "culpa" de ALICE COOPER e sua "Welcome To My Nightmare tour" de 1978 e de David Byron (URIAH HEEP) até chegar ao marcante personagem KING DIAMOND e ao relevante MERCYFUL FATE.
Mercyful Fate - Mais Novidades
Dessas bandas, o BRATS chegou a gravar dois discos, mas acabou ficando sem apoio da gravadora. Já o BLACK ROSE, essa sim trazia em si o embrião do que viria a ser o MERCYFUL FATE: performances teatrais para chocar o público, pintura facial, efeitos de palco como explosões e uma pegada mais heavy metal.
O curioso é que o MERCYFUL FATE surge devido ao "gravíssimo" motivo do tecladista ter vendido seu teclado sem avisar o resto da banda. Um fim já premeditado, claro, e que acabou trazendo ao mundo uma banda que elevaria o heavy e speed metal com seu vocalista cheio de falsetes e a dupla afiada de guitarristas Hank Shermann - Michael Denner, influenciaria anos depois o black metal europeu pelas suas letras explicitamente satanistas/ocultistas embaladas em pintura corpse paint, e ainda atingiria o thrash metal, graças a fãs como o também dinamarquês Lars Ulrich (METALLICA) e da também lendária dupla de guitarristas King-Hanneman (SLAYER).
De forma bem detalhada, Popoff passa, faixa a faixa, disco a disco, TODO material que o MERCYFUL FATE lançou, do o EP "Nuns Have No Fun" (1982) até "9" (1999), incluindo coletâneas. Também relata momentos vividos pelo grupo dentro e fora dos palcos, bastidores de gravação, como foi a construção do estilo único de cantar de KING DIAMOND, as muitas mudanças de formação, etc.
E claro, também temos as sempre interessantes histórias extramusicais, como a desprezada capa original de "Melissa" (1983), casos do assombrado apartamento de KING DIAMOND, paranormalidade, sua concepção do que é satanismo e como afinal ele se relaciona com as demais religiões, seu encontro com Anton LaVey, sua amizade e a sobrevida que o METALLICA trouxe a sua carreira por conta dos covers, etc.
Há momentos no livro em que o leitor pode se perder um pouco, afinal, falando de MERCYFUL FATE e do músico e banda KING DIAMOND (a criatura que superou o criador, para muitos) ao mesmo tempo, pode criar certa confusão em alguns momentos, ainda mais quando entra na fase em que as duas bandas corriam em paralelo.
Esse é o terceiro trabalho de Popoff lançado pela Editora Denfire no Brasil. Suas duas outras obras são "Hit The Lights: O Nascimento do Thrash" e "Where Eagles Dare - IRON MAIDEN nos Anos 80"). Quem conhece algum desses dois, com certeza não vai se desapontar com esse lançamento de agora, já quem não conhece, deve ir atrás de qualquer um desses livros.
O livro tem 200 páginas, tamanho A5, recheio em papel couchè de 115g, fotos coloridas, discografia, etc. Seu sucesso foi tão grande, que a primeira tiragem se esgotou rapidamente, restando algumas cópias com lojistas especializados (veja a relação ao final da matéria).
Fica então essa grande oportunidade aos fãs, tanto do MERCYFUL FATE, quanto de KING DIAMOND, conhecerem a fundo essa seminal banda e esse artista singular.
Lojas que receberam exemplares:
London Calling (São Paulo/SP)
Mechanix (São Paulo/SP)
Mutilation (São Paulo/SP)
Die Hard (São Paulo/SP)
Woodstock Records (São Paulo/SP)
Extreme Noise Discos (São Paulo/SP)
Headcat Discos (São Paulo/SP)
Sebo Clepsidra (São Paulo/SP)
Ugra Press (São Paulo/SP)
Overload (São Paulo/SP)
Locomotiva (São Paulo/SP)
Ihells Productions (Ilhéus/BA)
ABC Terror (Ribeirão Pires/SP)
Morbid Tales Records (Cascavel/PR)
Heavy Metal Rock (Americana/SP)
Jornal Microfonia (João Pessoa/PB)
Sepulchral Voice Zine (Piraju/SP)
Tales From the Pit Records (Vespasiano/MG)
Iron Fist Rock Wear (Santos/SP)
Matérias relacionadas:
FONTE: Editora Denfire
https://editoradenfire.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Eric Martin, Edu Falaschi, Tim Owens e Jeff Scott Soto anunciam setlist do Masters of Voices
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
As duas músicas do Led Zeppelin que John Paul Jones preferia esquecer
A canção dos anos sessenta que Robert Plant sabia que jamais conseguiria superar
Hellfest anuncia edição de 20 anos com 10 palcos e mais de 300 bandas em 2027
O melhor guitarrista de blues que Ritchie Blackmore ouviu ao longo da vida
John Bush não lamenta ter feito menos sucesso que colegas de geração
Mortiis sobre o black metal nos anos 90: "Tudo soava igual"
Metallica jogou fora o manual do heavy metal, segundo James Hetfield
Tygers of Pan Tang anuncia detalhes do seu novo álbum, "Electrifyed"
A música do Black Sabbath que poderia ter sido do Iron Maiden segundo a Kerrang!

Iron Maiden: livro que cobre a fase anos 80 é espetacular
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Eu Sou Ozzy - A Autobiografia de Ozzy Osbourne
Dark Side of the Moon: os Bastidores da obra-prima


