"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Em vídeo publicado recentemente em seu canal no YouTube, o jornalista Sergio Martins revelou que um álbum hoje considerado fundamental para o gênero marcou, para ele, o início do distanciamento emocional em relação ao metal pesado.
Ao comentar a reedição em vinil de Melissa, disco de estreia do Mercyful Fate, lançado originalmente em 1983, Sergio Martins explicou que a audição do álbum, ainda nos anos 1980, teve um efeito contrário ao esperado. "Quando escutei Melissa, cheguei à conclusão de que meus anos como um admirador ferrenho de heavy metal tinham definitivamente acabado", afirmou.
Mercyful Fate - Mais Novidades

Segundo o jornalista, a mudança não significou rejeição total ao gênero, mas uma perda de entusiasmo. "Eu nunca deixei de gostar de metal, mas aquela ansiedade pelos novos lançamentos deu uma grande baixada", contou. Na época, Sergio passou a buscar outros estilos, como rock progressivo e jazz, e resumiu sua reação inicial ao álbum de forma direta: "Pode ser bom, mas não é pra mim".
Apesar da confissão pessoal, o tom do vídeo não é de desqualificação. Pelo contrário. Sergio Martins fez questão de separar gosto pessoal de relevância histórica. Mesmo afirmando que não se "deleita" com o material, ele reconheceu Melissa como "um disco importantíssimo para a evolução do heavy metal", destacando seu papel na formação de caminhos mais extremos do gênero.
No vídeo, o jornalista contextualiza a importância do Mercyful Fate, banda formada na Dinamarca em 1981 pelo vocalista King Diamond e pelo guitarrista Hank Shermann. Para Sergio, a combinação de heavy metal acelerado com elementos de hard rock e o uso teatral da voz de King Diamond ajudaram a moldar uma estética que influenciaria diretamente cenas futuras.
Ele também apontou o Mercyful Fate, ao lado de nomes como Bathory e Venom, como um dos pilares do que viria a ser chamado de black metal, sobretudo pelo uso explícito de letras inspiradas no satanismo e no ocultismo - em contraste com abordagens mais sugestivas de bandas como o Black Sabbath.
Outro ponto destacado foi a influência do álbum em grupos que mais tarde redefiniriam o metal. Segundo Sergio Martins, os riffs e as passagens rápidas de Melissa ajudam a entender como bandas como Slayer e Metallica absorveram essas ideias e as transformaram em estilos próprios.
A fala ganhou ainda mais repercussão por vir acompanhada do lançamento de uma edição especial em vinil do álbum, o que reacendeu discussões sobre clássicos "difíceis", aqueles que nem sempre agradam, mas são fundamentais para entender a história do gênero. Para Sergio, esse é justamente o papel da crítica musical: reconhecer importância mesmo quando não há identificação pessoal.
Assista a entrevista completa abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Guns N' Roses é adicionado a shows especiais do Aerosmith
Lollapalooza Brasil 2027 confirma cast oficial de atrações
O significado de "Don't Look Back in Anger", segundo Noel Gallagher
Regis Tadeu aponta o grave erro que o Metallica está cometendo em shows recentes
Para quem foi escrita "Your Song", um dos maiores clássicos de Elton John
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Charlie Benante explica o que o tirou dos shows recentes do Anthrax
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
Direto da Sunset Strip e ainda na ativa, 3 bandas para quem gosta duma boa farofa
O que Dee Snider acha da escolha de Sebastian Bach para seu lugar no Twisted Sister
Os 6 melhores solos de guitarra de Eddie Van Halen
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
Down lança vídeo da música "The Myth", faixa de seu próximo disco
Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
Trivium anuncia novo álbum de estúdio, "Crown in the Grave"

Mercyful Fate: a história do nome e da capa de Melissa
Joey Vera conta como foi ser o baixista dos primeiros shows da reunião do Mercyful Fate
Becky Baldwin celebra participação em novo álbum de Tony Iommi
Os álbuns que marcaram Pierre Cortes, do Violent Noise


