How Black Was Our Sabbath: An Unauthorized View from the Crew
Por Rodrigo Werneck
Postado em 17 de dezembro de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Biografias não escritas pelos próprios artistas, e pior ainda, "não autorizadas" por eles, têm boas chances de se tornarem colchas de retalhos desesperadamente buscando polêmicas e histórias que possam justificar sua leitura. A não ser que o autor tenha protagonizado várias das histórias constantes do livro. Neste caso específico é exatamente isso que ocorre, só que são dois os autores: David Tangye, assistente pessoal de Ozzy Osbourne em seus tempos de Black Sabbath, bem como na parte inicial de sua carreira solo; e Graham Wright, assistente pessoal do baterista Bill Ward no Sabbath dos anos 70.
Black Sabbath - Mais Novidades
Em adição, algumas biografias são extremamente chatas de serem lidas, ou por conterem detalhes em demasia, ou pelo fato do narrador não possuir o dom de escrita aprimorada, acabando por tornar a leitura cansativa. No caso deste "How Black Was Our Sabbath", esse balanço está muito bem feito, sendo portanto a leitura muito fácil. Várias histórias até então inéditas aos fãs são narradas de forma muito espirituosa, nunca com o objetivo de invadir a privacidade de Ozzy, Iommi, Butler e Ward, mas sim para mostrar quão diversa e divertida era essa época da banda. Tangye e Wright nitidamente se divertiram um bocado nos anos 70, e fica claro que esse livro é um tributo a esse período.
Tal período vai especificamente dos anos pré-Sabbath (final dos anos 60), quando ainda eram conhecidos como Polka Tulk e posteriormente Earth, indo até a virada dos anos 70 para os 80, com a saída de Ozzy, a entrada de Dio, e a saída de Ward. Nessa época, tanto Wright quanto Tangye pararam de trabalhar com a banda e se voltaram a outros objetivos profissionais. Claramente, para eles, a química da formação original nunca poderia ser, e não foi, igualada ou mesmo suplantada.
Histórias envolvendo grupos anti-satanistas se manifestando contra a banda, que invariavelmente tirava um sarro de tais extremistas, não faltam. Há também histórias de grupos satanistas pleiteando a participação da banda em rituais (o que foi, obviamente, recusado). Por exemplo, os integrantes do Sabbath passando por um grupo numa procissão com velas acesas e soprando-as, para em seguida cantar "Parabéns pra você", são hilárias. Outras histórias presentes envolvem questões completamente distintas, como por exemplo as que mencionam o fato de Bill Ward ter medo de avião e ter chegado a dirigir 800km nos desertos australianos somente para evitar uma viagem aérea. Ou as que narram episódios que terminaram com carros indo parar dentro de piscinas, entre outras. "Spinal Tap"?
Alguns mistérios (e antigos boatos) são finalmente desvendados. Para dar apenas um exemplo, e não estragar as surpresas de quem for ler o livro, posso citar as várias menções a Spock Wall. Durante muito tempo correram boatos fortes (que acabaram se transformando em "verdade") de que esse seria um pseudônimo do tecladista Rick Wakeman (Yes), que por questões contratuais não poderia aparecer com seu nome verdadeiro nos créditos dos discos do Sabbath dos quais participou ("Volume 4" e "Sabbath Bloody Sabbath"). Segundo a lenda, Ozzy teria criado o apelido em virtude das orelhas de abano de Rick (daí a comparação com Mr. Spock, da série "Jornada nas Estrelas"), que ficariam de fora de sua longa e lisa cabeleira loura (daí o "wall", parede). Tudo balela. Spock Wall existe, e foi membro da equipe técnica do Sabbath por vários anos, sendo que várias fotos suas estão presentes neste livro, bem como várias histórias o envolvendo.
E por falar em fotos, há várias interessantes no livro, da coleção particular dos autores, mostrando várias épocas do grupo. Desde o início, tocando em clubes pequenos, passando por grandes shows como o Califórnia Jam de 1974, e até mesmo em anos mais recentes, quando Wright e Tangye reencontraram o reformado Sabbath no backstage de alguns shows.
Resumindo, um livro altamente recomendável, indicado tanto aos fãs do Black Sabbath quanto aos fãs de rock em geral. Uma leitura descompromissada e prazerosa, e um exemplo de como se escrever uma biografia de uma banda. O livro não é oficial e nem tampouco autorizado pelos integrantes originais da banda (conforme mencionado acima), mas extra-oficialmente tanto Ozzy quanto Ward já afirmaram ter adorado o livro, e deram seu aval de que as histórias são todas verídicas.
Website:
http://www.blacksabbath.co.uk
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
10 músicas ligadas ao rock que entraram para o "Clube do Bilhão" do Spotify em 2026
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Dave Grohl redescobriu o Alice in Chains graças às filhas
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
Belo Horizonte entra na rota do rock internacional e recebe shows de Men At Work, Dire Straits Legac
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Para Adrian Smith, Iron Maiden jamais acabará enquanto Steve Harris existir
Baixista lamenta que letras do Bad Religion ainda sejam relevantes

Faixa de novo EP do Sepultura remete à música do Black Sabbath cantada por Ian Gillan
Glenn Hughes teria recusado gravar "Seventh Star" se soubesse ser um disco do Black Sabbath
Membros do Black Sabbath recuperam direitos sobre demos do Earth
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Tony Iommi posta foto que inspirou capa de "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
As duas músicas do Black Sabbath que quase foram arruinadas por títulos ruins
Tony Iommi elege o maior riff de guitarra de todos os tempos; "difícil de superar"
A melhor música do primeiro disco de Ozzy Osbourne, segundo o Loudwire
Os artistas que foram induzidos mais de uma vez ao Rock and Roll Hall of Fame
O músico que tocou com Ozzy e o Sabbath sem precisar de drogas nem álcool para ser doidão
Heavy Metal: A História Completa - Ian Christe
How Black Was Our Sabbath: An Unauthorized View from the Crew


