Sabaton: é hoje. Baixista fala sobre o Dream Festival.

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Daniel Tavares
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É hoje. O Dream Festival promete ser um evento inesquecível, com um cast formidável. A partir das 15:30, em São Paulo, se apresentarão as bandas RECKONING HOUR, TURILLI/LIONE RHAPSODY, KILLSWITCH ENGAGE, DREAM THEATER e a máquina de guerra SABATON. Conversamos brevemente por telefone com Pär Sundström, baixista e membro fundador da banda completada por Joakim Brodén (vocals), Chris Rörland e Tommy Johansson (guitarras) e Hannes van Dahl (bateria). Sem mais delongas, confira a nossa conversa com Pär (fala-se Per) sobre o show, sobre o canal no YouTube (se você ainda não assiste os vídeos da banda sobre história, precisa fazê-lo). Também falamos sobre o recente acidente na Tunísia, sobre as outras bandas do festival e Pär até deixou transparecer um pouco de descontentamento com a forma como as pessoas escutam música hoje em dia.

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Daniel Tavares: É bom estar falando com você novamente. E espero que esteja tudo bem depois daquele acidente de carro que vocês tiveram recentemente na Tunísia.

Pär Sundström: Nós todos estamos muito melhor agora. Temos muita sorte que ninguém tenha se ferido mais do que realmente nos ferimos. Tá certo que ainda estamos sofrendo com alguns problemas. Eu ainda tenho algo nos dedos e é um pouco desconfortável quando estou tocando o meu instrumento, tipo, é como se eu não sentisse as cordas, algo assim. Então, ainda há algumas consequências, mas eu me sinto com sorte que nada ficou pior.

Daniel Tavares: Depois de passar por uma experiência assim, você vê a vida de alguma forma diferente?

Pär Sundström: Eu não acho que esteja vendo a vida de uma forma diferente, mas mudou um pouco a forma como nós lidamos com as coisas. Por exemplo, no futuro nós vamos ter um pouco mais de cuidado com o tipo de veículo que vamos entrar, olhar um pouco mais o motorista também. Isto é algo que realmente vamos pensar. Mas, além disso, eu não vou mudar meu estilo de vido. Eu realmente não tenho nada contra o país, a Tunísia. Eu tive um tempo fantástico lá e aproveitei cada momento, exceto pelo do acidente em si. Eu vou continuar vivendo a minha vida.

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Daniel Tavares: Vocês estão de volta ao Brasil depois de nos honrar com uma canção dedicada a nossos soldados e receberem homenagens aqui também. Como é a sensação de estar de volta?

Pär Sundström: É realmente muito bom estar de volta aqui. Nós temos esperado por uma oportunidade para voltar. Que bom que apareceu esse show com o DREAM THEATER. Estamos agradecidos por estar aqui de novo e estamos procurando mesmo tocar para vocês.

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Daniel Tavares: Vocês tem planos de cantar mais alguma coisa sobre o Brasil em algum álbum futuro?

Pär Sundström: Nós sempre estamos à procura de ideias sobre o que escrever, mas ainda não decidimos exatamente sobre o que vamos falar no nosso álbum futuro. Mas "Smoking Snakes" foi uma das canções mais interessantes que escrevemos e eu fico muito contente com esse tipo de resultado,

Foto: Fernando Yokota
Foto: Fernando Yokota

Daniel Tavares: O que vocês podem nos antecipar sobre o show, além de canções do novo álbum, "The Great War", que surpresas vocês estão trazendo para o front?

Pär Sundström: Vamos tocar o máximo de canções que pudermos, porque só temos um show aqui. Então vamos tentar fazer com que todo mundo fique tão feliz quanto possível. Considerando que não temos tocando muito as canções do "The Great War", qualquer canção que tocarmos vai ser uma grande surpresa para todo mundo.

Daniel Tavares: Eu sei que o dia do show é uma correria. Mas, se você fosse um fã, como eu, nesse festival, o Dream Festival, que banda atrairia mais a sua atenção (além da SABATON, claro)?

Pär Sundström: Definitivamente o DREAM THEATER. É uma banda que eu vi há muito tempo. Uns 20 anos talvez e nunca mais vi. Definitivamente é uma banda que eu gostaria de ver.

Daniel Tavares: Eu gostaria que você comentasse sobre o canal "Sabaton History" no YouTube. Como vocês chegaram a isso, quais são os desafios em produzi-lo? Existem maneiras pelas quais os fãs podem ajudar na criação do episódio?

Pär Sundström: Era uma ideia que a gente tinha há muito tempo, talvez uns quinze anos atrás. A gente pensou em talvez algum dia começar a produzir documentários sobre o que falávamos nas canções. E é isso que o "Sabaton History" fala. Fazemos um documentário de 20 a 30 minutos sobre alguma canção do SABATON. Nós decidimos que faríamos isso de graça, assim todo mundo poderia assistir no YouTube. Há muitas complicações, com várias pessoas envolvidas, historiadores, pesquisadores, temos os câmeras, o apresentador, temos que pesquisar em vários arquivos. É um projeto bem grande com muitas pessoas envolvidas e não temos nenhum lucro com ele, mas é uma coisa que a gente sempre quiz fazer e esperamos que os fãs possam contribuir para que a gente continue.

Daniel Tavares: A história humana e suas guerras podem ser uma fonte quase inextinguível de inspiração. Falamos de guerra para evitar que aconteçam novamente. E dito que devemos estudar História para impedir que as coisas ruins aconteçam novamente. No entanto, isso não impede que algumas coisas aconteçam repetidamente, enquanto os extremistas de direita assumem o poder em muitos países, logo após os extremistas de esquerda o terem feito e, provavelmente, antes que estes últimos o façam novamente, em um círculo vicioso que nunca termina. O que você acha que precisamos fazer para realmente impedir que cometamos novamente os mesmos erros que cometemos no passado, principalmente evitando guerras.

Pär Sundström: Eu não gosto de entrar muito em política. Mas posso dizer o seguinte. Existem muitas coisas que podemos aprender com a história. Enquanto existem pessoas que lucram com a guerra, a maioria das pessoas sofre. Existem poucos vencedores na guerra. E esses vencedores são aqueles que, de alguma forma, lucram com a guerra. Eles aprendem como fazer com que as guerras sejam mais lucrativas para eles. Eles estudam isso. Eu acho que se as pessoas pudessem ter mais conhecimento, ao menos algumas delas iriam se recusar a ir à guerra em nome de alguma outra pessoa.

Daniel Tavares: Você gosta de filmes de guerra, como "Dunkirk" ou "O Resgate do Soldado Ryan"?

Pär Sundström: Eu não assisto filmes com muita frequência, mas se eu fizer, eu gosto que sejam conectados com a realidade, que deixem uma mensagem.

Daniel Tavares: De volta a música, e a seu último álbum, "The Great War". Como você tem visto a reação dos fãs?

Pär Sundström: Nós esperamos que ele seja relevante para nossos fãs, porque nos sentimos muito orgulhosos dele. Esperamos que os fãs gostem do que fizemos porque nós gostamos dele também. Mas existem sempre alguns contratempos, você nunca sabe qual música os fãs vão gostar mais, mas eu me sinto muito feliz com a reação dos fãs ao álbum. As pessoas estão muito estressadas hoje e acabam não escutando um álbum inteiro. Algumas canções acabam virando as favoritas e ninguém se importa com as outras canções. Muitos fãs escutam três ou quatro canções do álbum e deixam de lado porque não tem mais tempo. Eu acho que a gente está numa fase de desenvolvimento da música que nos sentimos estranhos passando tanto tempo escrevendo canções para as quais ninguém liga ou sabe se são boas. Ninguém compra mais álbuns. É um pouco estranho como as coisas estão agora.

Daniel Tavares:Entendo. Agora sua mensagem para nosos leitores e todos que irão vê-los no Dream Festival

Pär Sundström: Obrigado todo mundo por esperar tão pacientemente pela gente. Levou um pouco de tempo. Nos divertimos muito da última vez que estivemos aqui e estávamos realmente procurando voltar. Quando a oportunidade chegou a gente agarrou.

SERVIÇO SAO PAULO - DREAM FESTIVAL 2019

Liberation Tour Booking e Dream Theater orgulhosamente apresentam Dream Festival
Dream Theater (EUA), Killswitch Engage (EUA), Sabaton (SUE) , Turilli/Lione Rhapsody (ITA) e Recknoning Hour(BRA)
Data: 07/12/2019 (sábado)
Local: Nova Arena Anhembi
End: Av. Olavo Fontoura, 1209
Os ingressos continuam à venda pelo site do Clube do Ingresso e pontos autorizados.




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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