Edu Falaschi: os planos de agora em diante, Rebirth of Shadows, Almah e até Shaman
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Postado em 02 de junho de 2018
Edu Falaschi rodou de Norte a Sul do país com a turnê Rebirth of Shadows, um estrondoso sucesso em que o vocalista lembra os principais sucessos de sua passagem pelo ANGRA. Mas, ao invés de descansar um pouco, o homem não quer parar. E, com exclusividade e muita sinceridade, Edu me contou quais são os seus próximos planos. Será que a Rebirth of Shadows vai continuar? E o ALMAH? Enquanto roda o país cantando músicas do ANGRA, Edu se sente como se estivesse em uma banda cover? E o SHAMAN? Ele aceitaria participar de um show? Confira tudo isso e muito mais logo abaixo.
Daniel Tavares: Oi, Edu. A turnê Rebirth of Shadows já acabou mais uma fase. Como você sumariza todos esses shows? O que de melhor aconteceu? E o que ainda pode ser melhorado?
Edu Falaschi: Cara, como é difícil sintetizar tudo o que rolou até agora em palavras, foi um misto de nostalgia, alegria, aprendizado, gratidão, orgulho, aconteceu de tudo, no início do lançamento da minha turnê solo tive muita tensão e medo, mas tive também companheirismo, apoio dos fãs, banda, família, amigos e contratantes, empreendedorismo e a certeza de que estou no caminho certo! Melhorar sempre é possível e muita coisa bacana ainda vai rolar.
Daniel Tavares: Quais são os planos para agora? A turnê ainda vai continuar?
Edu Falaschi: Tivemos muitos shows, a turnê toda foi pesada, eu além de cantar, organizei tudo nesses 40 shows, tourbus, dezenas de vôos, hotéis, alimentação, som, luz, alvarás, documentação, etc. Foi coisa de louco pensar em toda logística, somando todos os envolvidos na turnê foi um investimento de meio milhão de reais! Um investimento arriscado no cenário atual do país, me gerou muitas noites em claro, mas a turnê deu muito certo e foi extremamente positivo em todos os sentidos, mas agora preciso descansar! Avaliar as coisas, visualizar o resultado de tudo isso, corrigir os erros, aprimorar o que deu certo e partir para o próximo passo! Então posso te confirmar que a minha carreira solo vai continuar e já conta com novos projetos para 2018 e 2019.
Daniel Tavares: Haverá alguma mudança nos setlists?
Edu Falaschi: Certamente sim.
Daniel Tavares: Que músicas você tem mais gostado de cantar? Todo show tem aquele ponto especial para os fãs. Seja "Nova Era", "Rebirth", "Late Redemption", "Heroes of Sand"... E para você? Qual ou quais as mais especiais e por quê?
Edu Falaschi: Cara, eu amo todas, amo o que faço e tenho muito orgulho dos meus trabalhos junto ao Angra! Mas se tiver que citar algumas eu diria "Nova Era", "Wishing Well" e a "The Shadows Hunter" por ser um grande desafio em questão de performance.
Daniel Tavares: E o Almah, como está? Quais os planos para a banda? Muita gente reclama ansiosa pelo retorno da banda aos palcos. Quando isso deve acontecer?
Edu Falaschi: Espero que em breve! Nós amamos o ALMAH! Mas eu e o Marcelo Barbosa estamos em um momento especial com outros trabalhos, aí fica mais difícil, mas eu tenho certeza que em algum momento estaremos juntos de novo.
Daniel Tavares: E por falar em retorno aos palcos, você, o Rafael Bittencourt, todo mundo se manifestou positivamente com o retorno do Shaman aos palcos. Tem algo que você queira acrescentar? Se eles te chamassem para participar de um show, você toparia? E, vamos lá, já que começamos, vamos continuar, que música você gostaria de cantar com eles?
Edu Falaschi: Eu fiquei muito feliz por todos eles, principalmente pelo Ricardo e o Luis, que tenho mais contato, eles merecem muito estar sempre no topo. São lendas vivas do "powermetal" brasileiro! E também por que esse retorno só ajuda a fortalecer o nosso mercado e será bom para todo mundo que trabalha com o estilo. Sobre participação eu sou muito a favor, mas não sei te dizer o que eu gostaria de fazer juntos. Tem muitas opções.
Daniel Tavares: Existe alguma outra banda ou artista que está parado/a e você gostaria de ver nos palcos novamente? Quem?
Edu Falaschi: O DR SIN. Sem dúvida.
Daniel Tavares: Vamos a uma questão polêmica. Há quem tenha comentado que estes shows da turnê tem sido mais Angra que o próprio Angra. Até numericamente, uma vez que em alguns shows vocês foram três ex-ANGRA. Não é um comentário meu, mas você e até o pessoal do Angra devem ter visto coisa parecida mais de uma vez nas redes sociais. O que você acha de comentários assim?
Edu Falaschi: Os fãs têm suas preferências e tecem seus comentários a todo momento, hoje em dia eu procuro focar mais minhas energias na minha carreira e na minha música. Mas obviamente fico extremamente feliz pelos fãs estarem reconhecendo e gostando da minha turnê solo ao lado do Aquiles e do Fabio Laguna, que estiveram comigo nos tempos de "Rebirth", "Temple of Shadows", "Hunters and Prey" e "Aurora Consurgens". É uma grande celebração para todos nós, banda e fãs! Eu entendo os fãs, somos 3 integrantes juntos daquelas turnês! É um número percentual significativo de uma formação que marcou época.
Daniel Tavares: Continuando com polêmica, outro artista que fez muito sucesso recentemente no Brasil com uma turnê em que só cantava músicas de uma banda por qual tinha passado foi o Glenn Hughes. Não sei se você chegou a ver algum show por causa da sua agenda, mas foi lindo. Foi um sucesso comparável, cada um em seu estilo, claro, ao da ROS. Mas, da mesma forma, embora sejam shows com músicas feitas por vocês, com a voz de vocês, não estando na banda que as lançou, ainda pode ser considerado um show cover (no sentido mais estrito da expressão). Veja bem, não estou, de forma alguma, fazendo nenhuma crítica a você ou ao Glenn, mas você já viu os shows da RoS (ou os shows da Classic Deep Purple Tour) como shows cover? Como você coloca, em seu coração, os shows da RoS e um show do ALMAH, por exemplo?
Edu Falaschi: Claro, entendo sua questão e ela é pertinente. Como eu disse, eu estou focando mais na minha carreira e na minha música e menos em polêmica! Rótulos para mim não mudam nada! Trabalho sim! Trabalhar duro com honestidade e inteligência sim! Muda tudo para melhor! Como você mesmo disse, eu estou executando músicas compostas ou interpretadas originalmente por mim. São o meu DNA, é a minha essência! A vitrine foi o Angra, isso é fato e ajudou muito a propagar a minha arte e talento pelo mundo, me abriu muitas portas e serei eternamente grato a isso, mas muitas das obras são originalmente criações minhas ou interpretadas por mim. Eles também tocam minhas músicas e as músicas do André até hoje, acho natural. Agora falando como fã, eu nunca enxerguei o Roger Waters como cover do PINK FLOYD ou o Bruce Dickinson solo como cover do MAIDEN, ou o Ozzy como cover do SABBATH! Eu curtia todos e tudo o que eles faziam juntos ou separados! Apenas estou cantando a minha história! Mas também, como eu disse, cada um tem sua opinião e está tudo certo.
Daniel Tavares: Voltando a turnê. Em que lugar você gostaria de tocar e ainda não conseguiu? Será que agora dá certo?
Edu Falaschi: Tenho muitos lugares que quero ir com a REBIRTH OF SHADOWS TOUR, Acre, Maceió, Maringá, Foz, nossa, tem muito lugar que eu quero ir, no Brasil e no exterior claro.
Daniel Tavares: E quando você volta a Fortaleza?
Edu Falaschi: Acredito que no ano que vem! Estou trabalhando para isso!
Daniel Tavares: Bem, agora o espaço é seu. Spread your fire. Diga o que quiser para os leitores.
Edu Falaschi: Hahaha! Boa! Eu só tenho a agradecer a todos por me acompanharem nesses 17 anos juntos! E farei de tudo para estar na maioria das principais cidades do país! Obrigado mais uma vez pela oportunidade.
Confira abaixo como foi um dos shows da turnê.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Mortiis cita o Sarcófago entre as poucas referências do black metal no início dos anos 90
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas

A gafe cultural que Edu Falaschi quase pôs em "Eldorado": "Símbolo de traição"
Edu Falaschi revela as músicas que gravou para tentar vaga no Iron Maiden
O álbum do Angra que Edu Falaschi menos ouve, segundo o próprio
Edu Falaschi reúne convidados nacionais e internacionais em superprodução em São Paulo
Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista


