Moonspell: o terremoto de 1755 em Lisboa está a chegar ao Brasil

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Em 1755, um terremoto, seguido de tsunami, arrasou a cidade de Lisboa, capital de Portugal. Ano passado, a maior banda de Heavy Metal portuguesa resolveu relembrar os acontecimentos daquele fatídico "dia de todos os santos". O grupo formado por Fernando Ribeiro (vocalista), Ricardo Amorim (guitarra), Pedro Paixão (guitarra), Aires Pereira (baixo) e Mike Gaspar (bateria) chega semana que vem ao Brasil para quatro shows: em 25 de abril (Odisseia, no Rio de Janeiro-RJ), 26 de abril (Carioca, em São Paulo-SP), 28 de abril (no Festival Abril Pro Rock, em Recife-PE), despedindo-se do Brasil em 29 de abril (A Autêntica, Belo Horizonte-MG). Fernando Ribeiro falou conosco sobre vários assuntos, entre os quais, obviamente, a turnê no Brasil, o disco, mas, também sobre a coletânea "Em Nome do Medo" (Heavy and Loud Press e The Burn Productions), com 18 bandas brasileiras regravando canções do MOONSPELL. E por falar em metal brasileiro e metal português, também conversamos sobre diferenças e semelhanças entre ambas as cenas. Fernando colocou vários nomes de bandas portuguesas que deveriam fazer mais sucesso no Brasil em uma "bicha" (sei, o trocadilho é infame). Por fim, sobre alguns de seus compatriotas, Fernando dispara: "há muita desunião e maledicência em Portugal, na cena Metal, existe muita gente que por frustração tornou a cena um sitio mau e quando é assim, é impossível chegar lá fora". Alguma semelhança com a cena no Brasil (ou pelo menos em algumas de suas capitais?). Diga o leitor na seção de comentários depois de conferir a entrevista na íntegra logo abaixo. [Nota: ao começar a editar esta entrevista, até pensamos em adequar o português de Portugal falado por Fernando para o nosso português aqui do Brasil. E sim, há muito trabalho (correção, formatação, escolha de fotos para ilustrar - embora nada da mensagem seja alterada) até que estes textos cheguem até você, leitor. No entanto, optamos por deixar as respostas praticamente como foram recebidas, preservando a beleza e (para nós, um tanto, claro) estranheza de sua língua original].

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Daniel Tavares: Quando tiveram que cancelar a turnê no ano passado, vocês prometeram que voltariam nos primeiros quatro meses de 2018. A promessa está cumprida. Por que o público da América do Sul é tão importante para vocês?

Fernando Ribeiro: Pela identificação que pensamos ter com esse público, pela proximidade (apesar das distâncias) e pela sensação de "estar em casa" que temos e que tem a ver com música, mas não só. Era importante reagir ao cancelamento com novas datas e fui muito importante resolver tudo, começamos a marcar novas datas no dia a seguir ao cancelamento

Daniel Tavares: Vocês têm tocado o 1755 praticamente na íntegra em todos os shows que tem feito. O que mais podemos esperar dos quatro shows do MOONSPELL no Brasil?

Fernando Ribeiro: O importante é a energia e a experiência, mais que o repertório. Como tenho sido muito questionado acerca desse assunto, tenho pensado muito nele e concluo que os fãs preferem ir a um show "certinho", em que as bandas toquem o que está na "sua" lista mesmo que vejam os temas pele enésima vez. É um pouco frustrante isso. Parece que os fãs desistiram de ser surpreendidos. O show de MOONSPELL é exactamente o contrário: baseado no 1755, com temas "clássicos" à mistura, num fio condutor de teatralidade e emoção, é isso que vamos tentar fazer quer se toque a Vampiria, Everything Invaded ou In Tremor Dei.

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Daniel Tavares: Em 1755, o álbum, vocês também criticam, como sempre fizeram, a atuação da igreja. "Sossegue, é a vontade de Deus", era a postura. O que mais você pode comentar sobre isso? A religião não seria um alento para as pessoas que sobreviveram, mas perderam entes queridos? Existe algo bom na religião?

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Fernando Ribeiro: Para milhares de pessoas, sim, exige algo de "bom" na religião. Para outros milhares, não. Eu estou no último grupo. A religião e Deus não tiveram "culpa" no terramoto, mas eram, no quotidiano do séc XVIII, uma força de opressão, de resistência ao tempo, com culpas na tremenda ignorância e miséria que o povo de Portugal, que temia a Deus acima de tudo, vivia. Para mim a religião sempre foi invenção do Homem, que serve interesse particulares, a fé é uma coisa diferente e tenho de respeitar, embora a minha educação, estudos, personalidade me façam um crítico de Deus e da religião organizada que acho que tem sido muito mis vezes sinônimo de guerra e desespero que a propaganda da salvação e alegria.

Daniel Tavares: Vocês estão entre algumas bandas que definiram um estilo, o Metal Gótico. Mas ultimamente, e ainda mais notadamente em 1755, vocês se afastaram um tanto dele, apresentando um som ainda mais agressivo. E já flertaram com algo de eletrônica também. Nunca temeram a reação do público a estas mudanças?

Fernando Ribeiro: Eu acho que o Metal Gótico é que se afastou muito da sua raiz. Metal Gótico significa agora para quase todo o mundo, algo sinfónico, cantado por uma vocalista, por vezes com vocal masculino também, formato mais metal que gótico, pouco obscuro, muito luminoso. É assim que caracterizo as bandas que dominam a cena do metal Gótico na atualidade. Como você refere, MOONSPELL sempre esteve aberto a outras influencias e também reagimos perante um som que se esteva tornando demasiadamente "doce" e pouco experimental. Não que isto era um plano, o metal Gótico para mim sempre foi ume estilo que combinaria agressividade com "escuridão", contando uma história apocalíptica de amor, morte, esperança. Acho que nesse aspecto os MOONSPELL são até bem fieis ao Gothic Metal, sem desprimor para qualquer outra banda.

Daniel Tavares: Vocês estiveram recentemente em Dublin preparando alguns novos trabalhos. Já há algo que possa ser adiantado sobre o que fizeram por lá e o que os fãs do MOONSPELL podem esperar?

Fernando Ribeiro: 2018 vai ser um ano de estrada. Depois dos concertos no Brasil e na América Latina, regressamos a Portugal onde temos, felizmente, tocado muito por efeito do sucesso que está a ser o disco 1755. Também temos finalizado o nosso DVD/blu ray (Lisboa Under the Spell) que sairá ema Agosto, e tocaremos alguns festivais aqui na Europa. Depois rumamos à América do Norte e estamos tentando fechar Ásia para terminar 2018 em beleza. Em 2019, ainda não sabemos bem o que irá acontecer, existem mais datas para a Europa e mais ofertas para USA e América do Sul (inclusivamente muitas cidades que ficaram de fora nesta passagem pelo Brasil) e vamos pensar nisso. Vamos também trabalhar num disco novo, sucessor do Extinct. E temos a biografia dos MOONSPELL para a qual vamos encontrar um editor Brasileiro, o meu livro de poesia em Inglês entre outras coisas como novas edições em vinil do Wolfheart, Sin, etc.

Daniel Tavares: Meu amigo Daniel Boyadjian, da banda de Death Metal OBSKURE, participou em 2014 de uma coletânea tributo chamada "Em Nome do Medo", com 18 bandas brasileiras, com a própria OBSKURE, com a BURN IN PAIN, com a UNEARTHLY, entre outras, fazendo releituras de canções suas. Você chegou a ver o trabalho final? Se sim, o que achou? E como vê a influência de vocês em outras que os seguiram, como é o caso, por exemplo, da RAVENLAND, liderada pelo Dewindson Wolfheart, que também é muito fã de vocês.

Fernando Ribeiro: Claro que escutei e fiquei, ficámos não só surpresos como também muito orgulhosa deste tributo. Sinceramente, não o esperávamos. MOONSPELL não é uma banda "grande" no Brasil, mas como em outros locais, a nossa base de fãs é dedicada e fiel e gosta de nos prestar um culto que esperamos merecer. Esse tributo foi obra dos fãs que depois convidaram as bandas para fazer essas covers que estão, no seu geral, muito boas e diferentes. A nossa influencia...é sempre difícil falar, nós estamos ainda sob a influência de tanta gente!!! Mas o Dewidson é um brother, ouvi Magdalene em primeira mão, só um fã de verdade escolheria esse tema e espero reencontra-lo em SP para lhe dar outro abraço.

Daniel Tavares: Ainda sobre músicos e bandas brasileiras, que artistas ou bandas daqui vocês gostam, escutam na sua casa ou mesmo tiveram alguma influência na sua carreira?

Fernando Ribeiro: Muita gente, especialmente da área do Metal. Sempre tive muito contato com o Brasil e conheci bandas como Sepultura, Sarcófago, Genocídio, Chakal, Aamonhammer muito cedo, nos finais dos 80, era Cogumelo Records, e fiquei fascinado. Era um som diferente do Europeu, bem mais rough, mas com muita personalidade. Guardo esses discos originais com carinho, a warfare noise, o INRI, o hangman's tree do The Mist. Para além do Metal sempre se ouviu muita música Brasileira em Portugal. Desde o brega Sidney Magal até às coisas mais essenciais da música brasileira: Caetano, Buarque, Roberto Carlos. Eu ainda escuto mais o Metal Brasileiro mas como temos um técnico de SP vamos sempre descobrindo coisas fantásticas como Velhas Virgens que ouvimos na estrada. Brasil é uma enorme influência em Portugal, a todos os níveis, com destaque para o cultural.

Daniel Tavares: Especificamente sobre os Paralamas do Sucesso. Como e porque vocês escolheram a canção deles, "Lanterna dos Afogados", para fechar o 1755?

Fernando Ribeiro: Bem, essa escolha é um resultado directo do que citei atrás. Contactei com esse tema na novela (Rainha da Sucata ?) e vi, creio eu, um pouco mais além que a balada de amor da novela. A letra é algo tão "português", uma raridade, daquela que nos une, aos países: o mar. Quando mostrei aos meus colegas de banda, eles ficaram meio chocados, mas eu já via o arranjo doom, a voz sussurrada, aquela letra magnífica que fala da vigília na expectativa de um retorno. Acho que fechámos com chave de ouro e foi muito mais que um piscar de olhos ao Brasil, foi uma homenagem ao que nos liga.

Daniel Tavares: É sabido que a MOONSPELL é a banda portuguesa mais conhecida no Brasil. E preciso confessar que não conhecemos, em geral, muito mais do rock e metal lusitano. O que você acha que é preciso para aumentar a integração entre nossos dois países, que deveria ser bem maior, uma vez que sequer temos a barreira linguística?

Fernando Ribeiro: Não sei. Portugal tem estado aberto a tudo que vem do Brasil. É natural, nós somos meio chatos e o Brasil traz aquele "exotismo" que falta ao nosso "cizentismo." Qualquer baile popular em Portugal vai ter música brasileira mas também há o lado mais "granfino" com os concertos esgotados dos músicos Brasileiros. Eu pessoalmente acompanho álbum do Metal Brasileiro, as nossas label mates Nervosa são maravilhosas e estão fazendo grande sucesso aqui na Europa, e claro sempre nos cruzamos com os nossos "compadres" Sepultura e Krisiun por todo o mundo, há o Semblant e também uma nova onda "old school" que gosto muito, bandas como Malefactor. Penso que o Brasil, se assim os fãs o entenderem, podem e devem descobrir as excelentes bandas da nossa cena: Bizarra Locomotiva, Ironsword, Okkultist (que vou lançar no meu selo), Process of Guilt, Sinistro, Quartet of Woah, Rasgo, Thirdsphere. Penso que uma mudança de atitude em relação a Portugal beneficiará todos, inclusive os MOONSPELL.

Daniel Tavares: Sobre a nossa língua, vocês cantam em português, cantam em inglês.... Muitas bandas escolhem cantar em inglês para que seja mais fácil entrar no mercado internacional, como o nosso SEPULTURA, como os alemães do SCORPIONS, etc., mas a nossa língua é muito rica e cheia de poesia também. Como é a decisão de cantar em inglês ou português? O que influencia na hora de compor em um idioma ou o outro? É mais difícil passar a mensagem e a poesia do MOONSPELL cantando em inglês?

Fernando Ribeiro: Acho que muitas dessas bandas não encararam assim a decisão. Acho que foi muito mais uma questão de expressão e de usar a língua do Heavy Metal, o Inglês, do que propriamente pensando numa internacionalização. Esse paradigma muito, e os fãs também gostam de ouvir e sentir a experiência noutras línguas daí o sucesso de uma banda como Solstafir, que cantam em Islandês (!!!). Isso é inspirador. No nosso caso o que influencia é o contexto por isso foi sempre óbvio para nós que esse disco seria em Português. Que não vai deixar nunca de existir na nossa música, mas, por exemplo, tudo o que escrevi para o novo disco será maioritariamente em Inglês. Acho que música é expressão, línguas um recurso e não nos devemos limitar nunca. O Português é rico e poético, o de Portugal é mas "agressivo" e duro mas quanto a passar mensagem, resultou muito bem sempre que o usámos no passado ou agora em 1755.

Daniel Tavares: Como tem sido a repercussão do 1755 fora do mercado lusófono? Nos Estados Unidos e resto da Europa, por exemplo?

Fernando Ribeiro: Estados Unidos ainda temos de ver. Vamos lá tocar em Setembro e nós próprios estamos curiosos. Eu estava convencido que este disco seria melhor recebido nos países lusófonos e alguma América Latina, mas foi uma grande surpresa quando começamos a ganhar disco do ano na Metal Hammer alemã, quando fomos à Rússia com salas cheias, quando fizemos suporte aos Cradle e praticamente só tocávamos 1755 e as pessoas aderiam de uma forma que até a nós nos tomou de surpresa. Foi uma grande conquista de um disco em Português, embora inesperada.

Daniel Tavares: Viver de metal, no Brasil é algo complicado também pelas dimensões do nosso país. É complicado para uma banda do Ceará, por exemplo, fazer show em São Paulo, a 3000 Km de distância, o que acaba criando cenas bem frutíferas, mas que acabam se restringindo às capitais próximas. Eu, por exemplo, não lembro de ter visto nenhuma banda de metal de Santa Catarina ou do Pará tocando aqui ultimamente. Esse problema não existe em seu país. Mas, certamente, há outros desafios. Quais os principais desafios que enfrenta o Heavy Metal em Portugal?

Fernando Ribeiro: Só posso imaginar. Quando uma banda Portuguesa ou um fã se queixa de ter de viajar 3 horas para ir ver um concerto ou tocar, só posso me rir. Nós aqui, com 10 milhões de habitantes, somos um pouco sedentários. Nem temos noção das verdadeiras distancias. O problema aqui começa por essa "ignorância" de nos deixar estar. Eu também não estava feliz quando tivemos de viajar 3000 kms de Portugal numa perua e depois fazer mais 7000 por toda a Europa em tour. Mas agarrámos a oportunidade. E é isso que uma banda tem de saber fazer. Apesar de tudo, Portugal é a ponta mais ocidental da Europa. Tem Atlântico a Oeste e Espanha a Lesta, um país gigante. Por isso viajar para MOONSPELL é sempre muito mais duro que para uma banda da Europa Central. Esse é um problema. Depois, há a considerar o facto de o Metal em Portugal não estar no radar de ninguém, dos fãs, das editoras, dos agentes... todo o mundo se concentra nas bandas gringas, anglo-saxônicas, escandinavas. Sobra muito pouco espaço para alguém de outro país. Por fim há muita desunião e maledicência em Portugal, na cena Metal, existe muita gente que por frustração tornou a cena um sitio mau e quando é assim, é impossível chegar lá fora.

Daniel Tavares: Para finalizar, deixe sua mensagem, convide o público para os quatro shows no Brasil, faça o que quiser.

Fernando Ribeiro: O que eu quiser? hahahahah! Quero só enviar um forte abraço aos fãs do Brasil e depositar neles toda a nossa confiança para fazermos destas quatro datas no Brasil uma experiência fantástica para todos, celebrando o que nos une acima de tudo adicionar uma grande memória à nossa história com o Brasil que já vai tendo vários capítulos desde 1998.

SERVIÇO SAO PAULO

Overload orgulhosamente reapresenta Moonspell
Data: quinta-feira, 26 de abril de 2018
Local: Carioca Club - ww.cariocaclub.com.br
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - próximo ao Metrô Faria Lima
Abertura da casa: 19h30 | Showtime: 21h
Infoline: (11) 3813-8598
Classificação etária: 16 anos. 14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal, mediante apresentação de documento
Estacionamento: locais próximos sem convênio
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

- Pista: R$ 120,00 (meia-entrada/promocional*)
- Camarote: R$ 180,00 (meia-entrada/promocional*)

Mais informações:
https://www.facebook.com/events/1795733587394513

SERVIÇO ABRIL PRO ROCK 2018

Dias: 27 e 28 de abril de 2018
Local: Baile Perfumado
End: Rua Carlos Gomes, 390, Prado, Recife
Horário: 18h (open doors)

# INGRESSOS/VALORES
- R$ 60 (meia-entrada)
- R$ 70 + 1 kg de alimento não perecível (entrada social)
- R$ 120 (inteira)

Mais informações:
https://www.facebook.com/events/346620342525168




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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