Project46: "Este disco terá mais melodias do que nosso último disco"

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Por Thiago Rahal Mauro, Fonte: Project46, Press-Release
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Depois de ter passado por quase todos os maiores palcos do Brasil, a banda Project46 decidiu criar uma forma de se aproximar aos que seguiram os músicos e a banda em todos os quase 10 anos de grupo. O terceiro álbum está sendo gravado e a banda está imersa durante 30 dias com o produtor musical Adair Daufembach em Los Angeles (EUA) em seu novo estúdio. Essa é a primeira vez que a banda grava um álbum no exterior e decidiu dividir isso com os fãs.

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Atualmente a banda é formada por Jean Patton (guitarra), Caio MacBeserra (vocal), Vinicius Castellari (guitarra), Baffo Neto (baixo) e Betto Cardoso (bateria). Nesta nova fase do Project46, os músicos estão empenhados nas gravações do terceiro álbum de estúdio do grupo previsto para o segundo semestre de 2017.

Conversamos com o guitarrista Vinicius Castellari que contou com exclusividade detalhes deste novo processo e como será o novo álbum de estúdio.

Confira a entrevista abaixo:

Vocês estão em Los Angeles, nos Estados Unidos, gravando o terceiro álbum de estúdio do Project46. O que podem adiantar deste novo trabalho?

Vini Castellari: Há mais de 2 anos estamos compondo riffs e estruturando músicas. Com a entrada de Baffo Neto e do Betto Cardoso essas músicas começaram a ganhar vida e estamos muito empolgados com o resultado que obtivemos ensaiando e compondo no Brasil e agora em estúdio aqui em Hollywood. Este disco terá mais melodias do que nosso último disco "Que seja feita nossa vontade". Terá mais groove, mais coisa swingada, será tão pesado quanto o último mas terá uma alma mais parecida com a do primeiro disco "Doa A Quem Doer", junto com a maturidade que adquirimos em todos estes anos de banda.

As gravações deste álbum também fazem parte de uma campanha de financiamento coletivo onde os fãs participam de todos os momentos de todo o processo. Quando vocês tiveram essa ideia?

Vini Castellari: Essa ideia não surgiu do nada. Os fãs sempre estiveram ao nosso lado, desde o começo, em todos os momentos. Eles foram responsáveis diretamente pelos maiores e melhores shows que nós tivemos, nossos momentos mais memoráveis foram sempre ao lado deles e proporcionados por eles. Nada mais justo do que estender aos fãs a oportunidade de participar conosco da composição deste novo disco, ver o que acontece, acompanhar nosso dia a dia. É uma espécie de crowdfunding onde o fã pode colaborar com a gente com muito mais do que apenas o dinheiro, ele pode participar conferindo tudo que rola dentro do estúdio, o dia-a-dia das gravações, o trampo, a brincadeira, o corre e para isso criamos o 46hub a partir do primeiro apoio ele já tem direito. Tem várias recompensas legais junto a nós, membros da banda. O cara vai poder pular de paraquedas comigo, fazer tatuagem com a gente, andar de Kart com o Caio, além de festa de lançamento, produtos exclusivos etc. Nós achamos a ideia sensacional.

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O álbum irá sair mesmo se o que vocês pedem no site da catarse não ser alcançado? Esta campanha na verdade é mais um apoio para os fãs e banda e não necessariamente a garantia de que o disco será lançado?

Vini Castellari: Exatamente. Antigamente as gravadoras financiaram todo o processo de gravação que é muito custoso, longo e desgastante. Em troca disso eles obtinham lucros junto com a banda com a venda de discos, CDs, DVDs e etc. Hoje em dia o mercado não é orientado como se a música fosse um produto e sim um serviço, um conteúdo de propriedade intelectual e com isso todo o modelo de negócio foi revisto. A responsabilidade sobre a carreira do artista hoje em dia depende única e exclusivamente das decisões e atitudes tomadas pelo próprio artista. No caso de uma banda de metal como o Project46, as decisões têm uma importância enorme não só para a banda como para os fãs também. Nós decidimos vir para Los Angeles por entender que seria o melhor para a banda e para o fã, que quer ter sua banda no mais alto nível de qualidade e como o Adair Daufenbach trabalhou duro para conseguir uma identidade sonora para essa banda nos dois últimos discos e funcionou muito bem sempre. Por isso abrimos a oportunidade de o fã nos apoiar e participar deste momento, porque foi pensando neles que tomamos esta decisão. O apoio dos fãs irá nos ajudar a ir mais longe, a fazer mais coisas legais além do CD. Caso não atinjamos a meta, o disco vai sair de qualquer maneira, tanto que lançamos a campanha no dia da viagem. Já estava tudo acertado. Somos muito agradecidos por ter o fã que nós temos.

Qual o papel das redes sociais para a banda hoje em dia?

Vini Castellari: Nosso principal meio de comunicação com o mundo fora do estúdio de ensaio e gravação são as redes sociais. Não há intermediários entre nós e nossos fãs e isso acontece graças a internet e as redes sociais. Elas têm o mais primordial papel em termos de comunicação e nos serve com excelência sempre que precisamos, o que hoje em dia é diariamente.

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Vocês têm uma larga experiência ao lado do produtor Adair Daufembach. Esta ida a Los Angeles tem a ver com a mudança dele para os Estados Unidos?

Vini Castellari: Sim sim. Não viemos para cá atrás de um produtor americano. Não viemos para cá atrás de uma sonoridade exatamente como as bandas americanas ou nada disso. Viemos para atrás dele. É verdade que nós temos muitos fãs fora do país que pedem por músicas que eles consigam entender, porque apesar de gostarem de nossa música mesmo com a gente cantando em português se eles quiserem entender precisam traduzir e mesmo assim nem sempre conseguem entender as letras ou o contexto sobre o qual elas foram escritas e vir pra cá vai nos ajudar a entender o como resolver essa equação, mas a priori, nossa ideia era respeitar a essência da banda, já que trocamos de baterista e de baixista, trocar de produtor também iria descaracterizar demais a banda. Quando lançamos nosso último single "Febre" decidimos mixar com o Mark Lewis, um produtor americano que todos admiramos muito mas percebemos que com toda essa mudança, mudar de produtor ou trabalhar com pessoas que apesar de serem tops em seus negócios não participaram da história do Project46 fez a coisa toda soar como uma outra banda e não é isso que queremos, não é isso que o fã quer e não foi isso que nos trouxe até aqui e nos deu toda a credibilidade que temos. Por isso estamos aqui.

Em termos de sonoridade, qual a principal novidade deste novo trabalho?

Vini Castellari: Em termos sonoros, saberemos isso apenas quando o disco ficar pronto. Ainda usamos duas afinações diferentes como sempre usamos. Em termos musicais acredito que a adição de algumas melodias de voz seria uma considerável novidade em termos de Project46.

Eu li que vocês estavam meio travados nas composições e com a entrada do Baffo e Betto Cardoso as coisas começaram a fluir mais. O quanto isso ajudou? O que eles trouxeram de novo?

Vini Castellari: Trouxeram uma visão diferente da que tínhamos de nós mesmos e de nossa música em termos humanos, rítmicos e harmônicos. Baffo nos ajudou a perceber que as duas guitarras não precisam de mais nada para funcionarem bem. Ele nos relembrou da química que eu e o Jean sempre tivemos um com o outro e que é a base das músicas que nos trouxeram até aqui. Ele também nos ajudou a achar um novo pensamento rítmico, uma nova ótica sobre nossas novas músicas e nos fez perceber as músicas antigas de uma maneira diferente também, assim como ele nos mostrou outras maneiras de pensar sobre a administração da banda já que ele é um profissional dessa área. Já o Betto nos colocou em forma para fazer um disco a altura dessa banda. Tocar com o Betto nos faz reacender aquela chama que nos fez querer tocar quando éramos criança e todos concordamos que Betto é um excelente ser humano para se ter por perto. Isso faz muita diferença e temos muito o que aprende juntos ainda. Ele é um músico com pensamentos novos, uma ideia musical dessa geração e isso faz a diferença.

E nas letras vocês abordam quais temas? Pretendem falar sobre a questão política/social que assola nosso país?

Vini Castellari: Não pretendemos fazer outro álbum político porque já falamos sobre isso. Seria repetitivo porque a situação continua na mesma para pior e sendo assim, repetiremos a mesma mensagem. Nossa ideia é focar em questões humanas muito mais do que políticas no momento, mais ou menos como o que fizemos no primeiro álbum, mas com a maturidade que adquirimos ao longo do caminho. Acreditamos que essa banda tem uma responsabilidade para com novos fãs que precisam de uma palavra de esperança, as vezes de direção, as vezes de um amigo, mas acima de tudo, a palavra de uma banda que eles gostam e confiam. Nossos fãs são mais importantes para nós do que nossos políticos. Vamos falar sobre assuntos do interesse deles, para eles e com eles. Para os que já temos e para os que iremos ainda conquistar em torno do mundo.

Vocês lançaram o single de "Febre" e a música teve ótima repercussão. Fale um pouco mais sobre ela e sua temática por favor.

Vini Castellari: Febre foi a primeira música dessa leva de músicas que ficou pronta. Fala sobre obsessão, obsidiação, sobre convicção. Não é uma letra concreta como as que temos no "QSFNV", mas é uma letra que refletiu muito aquele momento das nossas vidas. Refletiu nosso sentimento naquele momento. É uma letra muito verdadeira apesar de ambígua.

Vocês tocaram nos principais festivais do Brasil e em várias capitais. Pretendem expandir o mercado do Project46 tocando na América Latina ou até mesmo na Europa mesmo cantando em português?

Vini Castellari: Pretendemos expandir sim. Cantando em português e quando for preciso, em inglês também. Queremos levar nossa mensagem e nossa banda para todos os cantos do mundo. Queremos fazer as pessoas do mundo inteiro cantar em português, mas também queremos que eles entendam o que nós temos a dizer então no futuro teremos essa charada para desvendar. Temos fãs em Portugal, mas também temos fãs na Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Canadá. Temos Fãs em Angola, na Austrália, na África do Sul ... muitos deles nos pedem para cantar em Inglês, nos perguntam da realidade do Brasil, do que estamos falando... é uma de nossas metas levar nossa música, nossa mensagem e nossa bandeira a outros países num futuro bem próximo.

O disco será lançado ainda este ano? Existe planos para uma turnê em 2017?

Vini Castellari: Sim, o disco será lançado ainda este ano. Pretendemos lançá-lo em outubro de 2017 se tudo correr bem. Turnê propriamente dita ainda não porque lançaremos o disco mais para o final do ano, mas para 2018 podem esperar muitos shows. Pretendemos sim fazer algumas coisas especiais este ano ainda no Brasil.

Por fim, deixe um recado para os fãs brasileiros que aguardam ansiosamente pelo novo álbum do Project46.

Vini Castellari: Procurem pela #experiência três. Acompanhem o que estamos fazendo, acompanhem a gravação do disco, acompanhem a história da banda. Essa história é feita para vocês e por vocês. Este ano ainda teremos bastante coisas legais vindas do Project46. Podem esperar.

Mais informações:
http://www.project46.com.br




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