Jack the Joker: confiantes e competentes
Por Leonardo M. Brauna
Fonte: Rock - CE
Postado em 05 de outubro de 2014
O Ceará já é conhecido em todo Brasil pela revelação constante de nomes que fortalecem a cena underground no quesito música extrema. O que poucos não conhecem, é o talento de vários grupos que atendem por vertentes mais virtuosas dentro do mesmo cenário. É o caso de Jack The Joker, uma banda que vem apostando na modernidade musical desde 2012, mas que valoriza a essência de belas notas tiradas do Progressivo, unindo-as ao peso do Heavy Metal. Vamos conferir o que Rafael Joer (vocal), Lucas Arruda (baixo), Vicente Ferreira (bateria), Felipe Facó e Lucas colares (guitarras) têm a dizer sobre esse trabalho.
Como a banda ver o crescimento do Progmetal mundialmente?
O progressivo, por essência, tende a ser um estilo mais neutro e abrangente. Dentro da mesma esfera, encaixam-se Dream Theater, Symphony X, Opeth, Porcupine Tree, A.C.T., Enchant, Evergrey, Pain Of Salvation e uma série de bandas que, se ouvidas uma a uma, de fato se define um ou outro elemento em comum, mas a abrangência somada à capacidade de se reinventar dentro de si são pontos-chave no estilo. Junto disso, a saturação de estilos outrora bastante visados, também leva o público a buscar novas fontes.
Em Fortaleza, bandas como Sleeping Awake abriram portas importantes para o estilo, e Jack The Joker está dando continuidade à solidificação desse espaço. Qual a opinião de vocês em relação à atenção do público local?
Em Fortaleza, bandas como a Tiglath, Alliance, Frozen Fire e Insanity Dawn, todas estas em estilos próximos ao mencionado e de elaboradas em altíssimo nível, no começo e meio dos anos 2000, foram determinantes para alavancar a cena como um todo e foram referência na nossa adolescência. Estamos buscando trabalhar como tais bandas e acreditamos que possa haver um crescimento a partir de um material elaborado com esmero.O público tem passado um ‘feedback’ bastante interessante até então, e acreditamos que, se oferecermos condições de fazer um show legal, ele pode abraçar nossa causa.
’Here Again’ e ‘Ordinary Men’ foram lançadas em 2012, mas agora constam no primeiro álbum de vocês, ‘In The Rabbit Hole’, lançado em julho de 2014. Como chegaram a essa decisão?
‘Here Again’ e ‘Ordinary Men’ foram duas das primeiras músicas compostas por nós. Como foram gravadas de forma completamente caseira, descompromissada e mixada/masterizada por nós mesmos, decidimos que as duas mereciam uma nova roupagem, aproveitando toda a minúcia que usamos para a gravação das outras trilhas do álbum.
O som de vocês às vezes traz uma linha bem agressiva, deixando o lado progressivo com passagens apenas sutis, é o caso de ‘Jack Ketch’ e ‘Awake’. Fale-nos sobre o desenvolvimento artístico da banda desde o seu começo.
O Jack The Joker, para esse primeiro disco, contou em maior parte com composições de projetos anteriores, como Samhainfall e Brutall Project, que foram escolhidas a dedo. A amplitude de estilos também se dá pelo fato de termos músicas compostas entre o ano de 2008 e 2013. Com relação a ‘Jack Ketch’ e ‘Awake’, elas representam o lado bom do progressivo: procuramos explorar distintos elementos, sem fugirmos do que nos propusemos a fazer.
Essas músicas também trazem alguns elementos que as pessoas podem associar hoje como Metalcore. Concorda?
Na verdade, não sabemos fazer Metalcore (risos). Talvez pela essência, que vem de uma base progressiva. Mas certamente o Thrash Metal é bastante perceptível nas duas músicas citadas, bem como uma característica mais extrema foi explorada na ‘Nothing Lasts Forever’. A própria ‘Ordinary Men’ conta com uma agressividade na voz do Joer que remete bem ao Phil Anselmo, ao Russel Allen. O Jack The Joker se propõe a criar algo a partir da criatividade individual de cada um, e aproveita suas influências sem distinção de "novo" ou "velho", "moderno" ou "tradicional". Acreditamos que música boa pode ser música recente ou antiga, já que isso não necessariamente vai definir sua qualidade.
‘Better Times’ mantém a proposta da boa melodia, mas se harmoniza com o peso. Aí já percebemos que a banda gosta de experimentar e não se apega a uma única linha de som.
Sim, a ‘Better Times’ representa uma linha de composição mais direta, no qual buscamos dar maior ênfase aos vocais do Joer. ‘Prophets Of The Profit’ ora tem uma pegada mais tradicional, ora conta com elementos progressivos ou da música contemporânea, e por aí vai.
Nothing Last Forever contém ótimos arranjos e melodia. Como veio a ideia de chamar Jeferson Veríssimo (In No Sense) para participar?
Ao elaborarmos um trecho mais Death Metal na Nothing Lasts Forever, pensamos em inserir um vocal mais agressivo que representasse a explosão da passagem. Por gostarmos dos vocais do Jeferson, um grande amigo do Jack The Joker, fizemos o convite e ele topou fazer essa participação, sempre com um clima bastante agradável, e deixar seu registro no nosso álbum.
A cozinha rouba a cena em ‘Darkness No More’, principalmente com as partes de baixo. Essa coisa de cada integrante mostrar o seu talento dentro da banda me parece ser bastante valorizada.
A ideia em ‘Darkness No More’ é, na verdade, o quão interessante possa soar o trabalhando individual em conjunto. Trabalhar um verso todo no ‘slap’ causa uma sonoridade bem interessante e peculiar, não muito convencional no Metal. Dá uma sensação de ‘groove’ e tende a prender a atenção de quem ouve. Se cada membro da banda tem recursos a oferecer, por que não utilizá-los? (risos)
O disco foi lançado através de serviços de ‘streaming’. Haverá um lançamento físico do álbum?
O disco será lançado em formato físico no mês de novembro, bem como alguns ‘merchans’, tipo camisa etc. Por enquanto, o disco ‘In The Rabbit Hole’ está disponível no ‘Deezer’, ‘Spotify’, ‘Rdio’ e ‘Grooveshark’, e atualmente estamos lançando no ‘YouTube’ uma música por semana.
Obrigado pela entrevista, podem deixar as suas considerações finais.
O Jack The Joker agradece aos leitores do Rock-CE e WHIPLASH.NET e ao Leonardo M. Brauna pelo interesse, espaço e apoio com essa entrevista. Quem quiser ficar por dentro do conteúdo do Jack The Joker, pode acessarwww.facebook.com/jackthejokerbr, curtir nossa página e acompanhar o conteúdo que lançamos lá semanalmente, como vídeos, músicas, shows e novidades em geral. Em novembro, estaremos lançando o álbum em formato físico e teremos alguns shows de lançamento, tanto em Fortaleza quanto em outras cidades do Nordeste. Tudo isso pode ser acompanhado pelas redes sociais.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
Os 10 discos essenciais do nu metal, segundo a Louder
Combat Records anuncia retorno global com foco na América do Sul
A música do Pink Floyd que fez Roger Waters mudar de discurso sobre ex-colega de banda
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Axl Rose revela problema de saúde que tornou show do Guns N' Roses um desafio
A música do Kiss inspirada por "Brown Sugar", dos Rolling Stones
Por que Glenn Hughes foi demitido do Black Sabbath, segundo Tony Iommi
Paul Simon escolhe o maior vocalista de todos os tempos e diz que ninguém chegou perto
Baterista não sabe até quando conseguirá tocar as músicas do Cannibal Corpse
A banda que meteu o pau no Pink Floyd e depois fez a mesma coisa
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
O único ano em que todas as bandas do "Big Four" do thrash lançaram um disco
As 3 Betes que ficaram marcadas na história do rock nacional dos anos oitenta
A música de amor - carregada de ódio - que se tornou um clássico dos anos 2000



Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



