Sebastian Bach: gostaria de ser como Neil Young ou Willie Nelson
Por Paulo Giovanni G. Melo
Fonte: Blabbermouth
Postado em 28 de agosto de 2014
Niclas Müller-Hansen do RockSverige.se recentemente bateu um papo com o ex-frontman do SKID ROW, Sebastian Bach. Confira alguns trechos da conversa.
RockSverige.se: Você tem algum arrependimento em sua carreira?
Sebastian: Sim, com certeza, mas mais relacionado à minha vida pessoal do que à carreira. Na verdade, não tenho muitos arrependimentos em minha carreira, mas pessoalmente já passei por algumas merdas que não posso explicar. Perder sua casa em um furacão é brutal. Só de passar por isso... é algo que nunca vou conseguir superar. Espero que consiga, mas até agora não. Ainda tenho que me levantar pela manhã e ler e-mails sobre aquilo. Lidar com dinheiro, seguro, governo, cidade, loteamentos e polícia. Minha vida não é o que pensam que ela seja. Quando vocês perguntam porque tenho algumas letras estranhas, é porque tenho que lidar com muita merda! Quero que as pessoas ouçam minhas músicas e se divirtam, então eu realmente não gostaria de descrever tudo. Ainda sou o proprietário da casa e ainda tenho que lidar com questões sobre ela.
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RockSverige.se: recentemente li em uma entrevista sua onde você disse algo sobre ser o último por aí que ainda lança CDs.
Sebastian: não o último, mas sinceramente não sei se haverá outro. Eu, provavelmente, continuarei, mas não creio que será em torno deste formato. A cada dia que passa vai ficando raro e mais raro. Sinto que está se acabando e isso não é nada divertido. Eu li algo sobre o Nikki Sixx - com quem eu estive em guerra sobre porra nenhuma, apenas futilidades - e ele disse algo que concordei com ele. Pronto! Aqui está o título para sua matéria! "Sebastian Bach concorda com Nikki Sixx!" [risos] "A guerra acabou!". O Nikki disse: "nenhum fã entende a quantidade de esforço, tempo e grana que colocamos nestes malditos álbuns." Você não faz ideia! Mais de seis digitos e quero dizer isso porque não acho que as pessoas saibam. É uma tonelada de dinheiro. Eu poderia ter comprado outra casa, mas em vez disso fiz um disco que amo. O tanto de tempo, esforço, emoção e dinheiro que você coloca em um álbum, no estado atual é desigual, pois não há lugares para ele ser tocado. Nikki disse que as estações de rádio de Rock Clássico vão tocar MOTLEY CRUE e SKID ROW, mas estas mesmas estações não vão tocar o "Give 'Em Hell" ou "Saint of Los Angeles", e isso é ridículo. Elas se estabeleceram tocando nossas coisas, e deveriam tocar as novas. Os fãs iriam amar. A música "Temptation" e o vídeo são incríveis. Assim como a música "Saints of Los Angeles" é o CRUE clássico! Ele [Nikki Sixx] ainda disse que as estações de rádio não tocam essa porque dizem "uau, essa porra é uma merda!" [risos] Então, eu sempre vou fazer música de alguma forma, mas não sei de que forma ela vai sair. Isso vai além do meu controle.
RockSverige.se: acho que os mais jovens hoje em dia pensam que você faz um álbum no seu quarto, lança e faz toneladas de dinheiro.
Sebastian: eles não entendem. Não estou exagerando quando digo que trabalhei em "Give 'Em Hell" todos os dias por mais de um ano. Coloquei playlists no meu iPhone de riffs que teria que cantar para Jonh 5, Duff McKagan, Steve Stevens. Comecei tudo há um ano e meio atrás e todos os dias eu ia correndo ouví-las. Eu não ouvia outras bandas ou rádios. Ouvi aquela porra de playlist até que eu gostasse e aquilo foi uma tortura! E os fãs não entendem! Bem, eles vão adquirir o disco, mas o que eles não vão saber é o tempo e a quantidade de horas que foram gastas nele. É loucura! É como fazer um filme ou um programa de TV. Você está lá todos os dias, no estúdio, trabalhando pesado. Os resultados são matadores, mas seria bom se houvesse uma estação de rádio que pudesse simplesmente tocá-lo. Há muitas regras que simplesmente enchem o saco, como disse o Nikki Sixx [risos].
RockSverige.se: ainda sim, os fãs de metal são os que compram discos e que veneram suas bandas.
Sebastian: meu maior sonho é ser como Neil Young ou Willie Nelson. Na verdade é o que sou. Eu rodo pelo país, subo lá e toco pra caralho. [risos] Eles tocam em grandes estádios e respiram palco. Odeio que às vezes as pessoas pensem que uma reunião do SKID ROW poderia soar melhor do que o que fiz, porque os músicos com quem trabalho agora são incríveis! Sou melhor com o Bobby [Jarzombek] na bateria. Toda vez que subo ao palco com ele me sinto melhor como vocalista e frontman. É um dos melhores bateristas do planeta. Fui ver o Neil Young há dois anos no Hollywood Bowl. Foi 350 dólares e 25 mil pessoas. Ele é das antigas e está lá apenas por ele mesmo e é isso que gostaria para mim. Este é meu maior sonho e espero que quando tiver 65 anos os fãs estejam lá para que eu cante para eles. Minha voz tem vida própria. É a porra de um instrumento.
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