Venereal Sickness: Heavy Metal Breakdown entrevista José Carlos
Por Alex Chagas
Fonte: Black Legion Prod
Postado em 22 de maio de 2014
JP Carvalho, músico da banda Yekun e grande apreciador da cena geral do Brasil, vem colhendo uma grande quantidade de entrevistas em pouco espaço de tempo. Nota-se uma característica diferente na forma de entrevistar, mesmo sendo no formato de texto…consegue agregar e chamar a atenção para induzir a uma agradável leitura.
O ano de 2014 marcará uma fase importante na carreira da banda mineira Venereal Sickness, pois logo estará no mercado o primeiro disco oficial, o esperado ‘Extreme Media’. Mediante esta nova fase, tiveram a oportunidade de responder a esta entrevista para o Heavy Metal Breakdown.
José Carlos Neto, "… sempre quebrando os preconceitos em nossa cidade…"
O Venereal Sickness é uma banda de Caratinga, no interior de Minas gerais, um power trio irado que pratica um Death Metal coeso e veloz. E foi com o baterista Neto, grande batalhador do cenário de sua região que tivemos essa conversa. Franco e direto, ele nos mostrou que a paixão ainda é o grande combustível do Heavy Metal, confiram a seguir:
Heavy Metal Breakdown: Olá Neto, obrigado pelo seu tempo e por nos dar o privilégio dessa conversa. Agora, nos fale sobre você e suas atividades.
José Carlos Neto: Primeiramente obrigado pela oportunidade de divulgar nosso trabalho no Heavy Metal Breakdown, é uma honra conceder essa entrevista. Bom, no momento estamos para lançar nosso 3º material, o álbum Extreme Media, que será lançado pela Black Legion Productions, Heavy Metal On Line e Retch Records da Bahia e até o inicio de junho já estará em nossas mãos para começarmos a desenvolver nosso trabalho como shows e etc. Estamos também com um projeto chamado Linha38 que conta com nós três da Venereal Sickness e um brother nosso chamado Lu Capeta, esse é um projeto diferente, pois é um som mais sem compromisso e cantado em português, há poucos dias entramos em estúdio e lançaremos em breve esse material, além disso, ainda tenho outra banda chamada Amnost, de Death Metal que também está com planos de entrar em estúdio esse ano.
HMB: O Venereal Sickness começou com uma proposta diferente, e com o tempo migraram para o Death Metal, porque essa mudança de direcionamento?
Neto: Na verdade os nossos três materiais são diferentes na minha concepção, no inicio da banda quando ainda tínhamos outros dois integrantes, e começamos a compor Death Metal, pois era nosso sonho tocar esse estilo, e as musicas eram Death Metal dentro do nosso limites, e musicas como Beyond The Death, que até hoje tocamos nos shows, tem uma energia muito boa. Já no segundo trabalho acrescentamos elementos mais Thrash mesclados com Blast Beats, o que deu uma nova cara para a banda e nosso próximo trabalho esta muito mais pesado, conseguimos pegar elementos dos dois trabalhos anteriores juntamente com a nossa evolução natural depois de 10 anos tocando juntos, e ficaram músicas com pegadas diferentes uma das outras, e acho que vai agradar a galera.
HMB: Como é a frequência de shows em sua região? Existe uma cena forte por ai?
Neto: Em nossa cidade ha uma sequência até boa de shows, mas é em sua maioria com bandas daqui mesmo, e infelizmente a molecada nova na cena ou até mesmo uns marmanjos insistem em tocar covers, bandas autorais são poucas, mas nunca morreu e atualmente esta rolando bem. Mas sempre juntamos com o pessoal de todo o leste de Minas, das cidades vizinhas, como Coronel Fabriciano, Ipatinga e Governador Valadares, e com essa união a cena por aqui nunca parou.
HMB: Fico feliz em saber! E não existe um intercambio com bandas de outros estados para que se apresentem na Região e vice-versa?
Neto: Sim. Sempre tocamos em cidades onde de alguma forma podemos fazer esse intercâmbio, mas sempre tocamos mais fora da nossa cidade do que as bandas amigas vieram tocar aqui, devido à falta de local e principalmente de público que realmente gosta de metal, pois nos dias de hoje a molecada prefere ouvir o que esta na moda por causa da Internet e não sabem mais dar valor aos eventos feitos por quem quer que a cena não morra. Atualmente estamos buscando mais esses eventos aqui e trazendo bandas que estão em turnê, como foi o caso do Flagelador em março.
HMB: Quais os meios que você usa para a divulgação do seu trabalho?
Neto: Hoje em dia não tem outro jeito né, cara? Tem que ser a internet, que ajuda muito nesse marketing acessível e barato, e dentro desse meio entram nossos parceiros Heavy Metal On Line e Black Legion Productions que nos ajudam a espalhar nosso som, matérias e vídeos. Mas ainda temos que fazer o marketing físico, como camisetas, CDs, adesivos e o principal, shows.
HMB: Você acha essencial que uma banda hoje, tenha o suporte de uma assessoria de imprensa?
Neto: Sim, com certeza, por mais que a internet seja um veículo de fácil divulgação, muitas bandas que querem mais comprometimento, uma assessoria é o caminho mais curto para facilitar essa parte, pois todos nós temos que trabalhar e estudar e se o camarada não tem o espirito de divulgar seu material, a assessoria faz esse papel.
Confira a entrevista completa:
http://hmbreakdown.blogspot.com.br/2014/05/jose-carlos-neto-sempre-quebrando-os.html
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