Pink Cream 69: Ainda uma grande banda da Alemanha
Por Vicente Reckziegel
Fonte: Witheverytearadream
Postado em 22 de maio de 2014
Outra banda surgida na grande safra dos anos 80 na Alemanha, onde bandas como Helloween, Blind Guardian, Pink Cream 69 entre tantas outras, surgiram para o público, ávido pelo Rock/Metal germânico. E aqui está, quase três décadas depois, ainda fazendo sua música de qualidade para todos os fãs. Para falar disso, sobre a carreira da banda realizei esta entrevista com Dennis Ward, baixista e fundador da banda, que também faz parte do Unisonic.
Vicente - Depois de mais de 25 anos de existência, como você vê a trajetória da banda?
DW: Vamos apenas fazendo o que sempre fizemos em todo esse tempo, fazer os shows, sair em turnê, gravar os discos. Isso é o que nós fazemos!
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Vicente - Seu último álbum foi "Cerimonial". Como foi a composição e gravação deste álbum?
DW: Como de costume, só colocamos no papel as idéias, cada um em sua casa, separadamente, e gravamos algumas Demos. Então trabalhamos nos arranjos conjuntamente. Depois, preparamos as faixas e gravamos uma série de coisas, como guitarras e vocais dobrados, simultaneamente em nossos estúdios privados.
Vicente - E a reação dos fãs, é a que vocês esperavam?
DW: A reação foi muito positiva. O nosso único desejo é ter alguns bons festivais para tocar este ano.
Vicente - No início Pink Cream 69 tinha uma sonoridade e letras mais "alegres", mas "Cerimonial" foi um álbum mais "sério", inclusive meio melancólico e mais pesado em algumas partes. Isso foi feito propositadamente?
DW: Bem, o único álbum "feliz" que eu considero é o nosso primeiro. Desde então, temos ido sempre muito mais para o lado sério de tudo, para ser honesto. E o que foi dito na letra da música 'Special' é uma sátira completa da adoração da mídia social que muitas pessoas têm. No passado, nós fizemos isso muitas vezes... Com canções como "Eletrified" ou "High as a Mountain".
Vicente - "Cerimonial" traz Chris Schmidt na bateria. Qual é a maior diferença para o antigo baterista, Kosta Zafiriou?
DW: Ele se senta mais baixo do que Kosta (risos), e ele tem o cabelo mais escuro e mais tatuagens. A grande diferença é que Chris é um pouco mais dinâmico e "swingy" enquanto Kosta é mais reto, uma batida mais rock. Ambos são ótimos!
Vicente - Entre "Cerimonial" e "In10sity" se passaram seis anos. O que aconteceu nesse tempo todo?
DW: Nós demos uma pausa e eu comecei com o Unisonic! Tivemos o suficiente para fazer.
Vicente - Vocês já tocaram em muitos países no mundo, em todos esses anos. Você acha que esses dias são melhores ou piores para as bandas em geral e, especialmente, para o Pink Cream 69?
DW: Os tempos são diferentes, sempre foi e sempre vai mudar. Para alguns, para melhor, para alguns, para pior. É em relação ao que você faz fora disso que faz a diferença. Eu, no entanto, sinto perder as mini-saias dos anos 80 (risos)
Vicente - Pink Cream 69 já tocou aqui no Brasil há alguns anos atrás. Quais são as melhores lembranças desse show?
DW: Muitas caipirinhas e fazendo um show às 2:30 da manhã (risos)
Vicente - Como é a cena na Alemanha com relação ao Rock e Metal?
DW: Não é tão diferente. Há um monte de clubes para tocar na Alemanha, mas o amor pela música é igual, eu diria.
Vicente - Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas:
Gotthard:
DW: Grande banda de hard rock com uma boa atitude.
Aerosmith:
DW: A minha juventude, o meu passado e muitas grandes memórias que estarão comigo toda a minha vida. Grande banda!
Helloween:
DW: Os reis do Speed. Eles realmente se enraizaram como uma lenda na cena do metal.
Scorpions:
DW: Simplesmente a melhor banda de hard-rock de todos os tempos a sair da Alemanha.
Pretty Maids:
DW: Ainda firme depois de tantos anos e continua forte! Grande banda ao vivo.
Vicente - Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que realmente curtem o som do Pink Cream 69:
DW: Olá pessoal! Estamos ansiosos para voltar ao Brasil para fazer a festa com todos os amigos que fizemos ao longo dos anos! Fãs brasileiros são os melhores!
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