Forka: brutalidade em prol do metal nacional

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Por Junior Frascá
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Uma das bandas mais interessantes da atual safra do underground nacional, o FORKA já há algum tempo tem vem lançando ótimos materiais, e chega agora ao ápice de sua carreira, com o excelente "Black Ocean", um dos melhores discos lançados em 2013. Para nos falar um pouco mais a respeito do processo de composição do novo álbum, dos planos para o futuro, e de como foi a repercussão do disco anterior da banda ("Enough", de 2010), conversamos com o guitarrista Samuel Dias. Confiram:

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Whiplash: O disco anterior do FORKA, "Enough" (2010) chamou a atenção do público e da mídia especializada na época de seu lançamento. Vocês ficaram satisfeitos com a repercussão do disco? Quais foram as maiores conquistas da banda nesse período?

Samuel: Lançamos o "Enough" em 2010 de forma independente, sem acessória, sem nenhum suporte pra distribuição e mesmo assim conseguimos uma exposição muito boa tanto que conseguimos tocar em grandes festivais de outros estados, fizemos turnês, chegamos em mídias especializadas que até então nunca havíamos participado e conseguimos chamar atenção de forma natural do publico na época. Com certeza, o Enough rendeu bons frutos pro Forka!

Whiplash: E agora vocês chegam ao novo álbum, "Black Ocean", que mostra uma sonoridade ainda mais evoluída e extrema. Você acredita que esse seja o melhor material da banda até momento? Quais, no seu ponto de vista, são os elementos que diferencial o novo álbum dos dois primeiros discos da banda?

Samuel: O "Black Ocean" é um resultado dos dois discos anteriores, pois conforme o tempo passa buscamos mostrar a evolução musical da banda. E creio que ele transmite muito bem isso pra quem conhece nossos trabalhos anteriores. É um disco mais direto, porrada e com composições que preza mais pro lado do Death Metal.

Whiplash: Nos dois primeiros discos do FORKA, vocês trabalharam com os produtores Marcelo Pompeu e Heros Trench no estúdio Mr. Som. Mas em "Black Ocean" vocês optaram por trabalhar com o produtor Michel Oliveira (CODE 3-7, SEVEN SEALS OF APOCALYPSE), no Sputinik Home Studio. Por que resolveram mudar dessa vez? Acredita que o trabalho com o novo produtor atendeu as expectativas da banda?

Samuel: A escolha de gravar o "Black Ocean" em outro estúdio com outro produtor foi simplesmente pelo fato de querer buscar uma sonoridade diferente pra este álbum. Ouvimos alguns trabalhos do Michel e gostamos do que ouvimos. Foi fácil trabalhar com ele, cara novo, antenado com que esta rolando no mercado e acima de tudo, adorou a ideia de gravar o Forka...isso ajuda muito pra uma banda ter um disco com um resultado bacana.

Whiplash: Em especial, achei que o timbre das guitarras é um dos grandes destaques do álbum, com uma sonoridade bem moderna, mas sem deixar de lado o peso e a agressividade. Vocês se preocuparam especialmente com esse aspecto quando da gravação?

Samuel: Pois é, o timbre das guita ficou animal! É outro aspecto legal desse trabalho. Quando entramos em estúdio costumamos experimentar novas sonoridades nos instrumentos em geral...guitarras, baixo e batera. Ai optamos pelo que mais nos agrada e sempre conseguimos ter um resultado único a cada disco.

Whiplash: Além disso, acredito que esse seja o disco do FORKA com mais elementos de death metal, embora ainda haja prevalência do thrash e hardcore. Desde o início das composições vocês já pretendiam criar um trabalho ainda mais agressivo e técnico do que os anteriores, ou foi algo que surgiu naturalmente?

Samuel: Essa sonoridade mais Death Metal no Black Ocean é natural, não forçamos pro disco soar assim...simplesmente vamos compondo e deixamos rolar o que estamos fazendo ali na hora. Depois que esta tudo pronto finalizado, mixado e masterizado que vamos ter idéia do que fizemos até então(risos). Alias, o Forka é feito por músicos auto ditadas que escutam música pesada em geral. Essa é a verdade!

Whiplash: A própria faixa "Empire Surrender", escolhida como primeira música de trabalho para o álbum, já mostra bem essa faceta mais agressiva do FORKA. Porque vocês escolheram-na para o primeiro vídeo clipe?

Samuel: Quando terminamos todo processo de gravação do "Black Ocean", mostrávamos as músicas pros nossos amigos mais próximos e tanto que já tínhamos uma outra música em mente para o vídeo clipe que na verdade não era a "Empire Surrender". Mas quando todos que ouviam, falavam: "Pô, o disco ta fudido...mas aquela música com trechos em português é simplesmente animal". Foi quando decidimos mudar nossa escolha e pelas críticas que recebemos até agora, nossos amigos tinham razão!! (risos)

Whiplash: Vocês têm planos para outros clipes para divulgação do novo álbum, assim como foi feito no disco anterior? Se sim, já decidiram quais faixas a serem trabalhadas?

Samuel: Conversamos entre nós sobre isso pouco tempo atrás e creio que teremos novidades em breve! Quanto a música que iremos trabalhar ainda é mistério.

Whiplash: Alias, vocês pensaram em lançar o disco de forma digital ao invés de lançá-lo de forma física, como algumas bandas têm feito ultimamente? O que você pensa a respeito?

Samuel: Nada contra com as bandas q optam ter seus trabalhos lançados apenas digitalmente, tanto que também disponibilizamos nossos discos para download. Mas somos a moda antiga, gostamos de ver o nosso trabalho em forma física em mãos. É um sentimento único!

Whiplash: Outro ponto que me chamou a atenção em "Black Ocean" são as letras das faixas, bem mais maduras e diversificadas. Há algum tema comum tratado no álbum? Quais foram as inspirações de vocês no momento das composições?

Samuel: Falamos sobre politica, religião, cotidiano atual, conflito pessoal e um pouco da nossa loucura que vivemos dentro da sociedade.


Whiplash: E quais são os planos da banda para o futuro? Vocês pretendem excursionar pelo exterior, ou gravar algum material "ao vivo"?

Samuel: Apesar das dificuldades somos uma banda que gostamos muito de tocar e isto de certa forma faz com que a banda se condicione a sempre ter novas metas...compor, gravar, fazer shows, uma turnê no velho mundo, ter um material ao vivo de qualidade pro publico e entre outras propostas que queremos concretizar com o Forka.

Whiplash: Obrigado pela entrevista Samuel. O espaço é seu para suas considerações finais.

Samuel: Obrigado pelo espaço Junior! Parabéns pelo trabalho que a Whiplash vem fazendo todos esses anos, com certeza conquista mais do que merecida! Obrigado ao público que acompanha o Forka e nos apoiam incondicionalmente independente da situação que a cena esteja passando. Tamo junto, muito rock e viva o Metal Nacional!!

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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