Phil Anselmo: "eu queria ganhar controle de minha vida novamente"

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Por Fernando Portelada, Fonte: blabbermouth, Tradução
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Dan Lorenzo, do Steppin’ Out Magazine, conduziu uma entrevista com o vocalista do DOWN, ex-PANTERA, Philip Anselmo, alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo:

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Steppin’ Out: Como você se sente com tantas entrevistas e a imprensa em geral nestes dias?

Anselmo: “Ah, cara, você sabe... É parte do maldito jogo. Está nas regras. Não é tão difícil para mim. Eu gosto de falar com as pessoas.”

Steppin Out: Seu CD solo é brutal do começo ao fim. Você já pensou em fazê-lo mais acessível e diverso?

Anselmo: “Nem um pouco. A popularidade no rádio e toda está merda, não ligo para isso nem fodendo. Este era um disco que eu absolutamente queria fazer. Um álbum extremo no clima de hoje, sem cair no death metal ou Black metal ou qualquer um destes subgêneros. Queria que fosse um disco bem difícil de classificar em um lugar específico. Chamá-lo de Heavy Metal é justo, mas eu queria fazer um disco que fosse tão extremo quanto o resto das coisas, mas sem, eu acho, noções pré-concebidas, especialmente quanto falamos das letras e dos tópicos, como quando você ouve Black Metal ou Death Metal, você já sabe mais ou menos do que as letras vão falar. Eu queria cantar sobre coisas reais. Coisas reais da minha vida.”

Steppin’ Out: Ouvir você falar assim me deixa feliz. É a primeira vez que nos falamos desde sua sobriedade. Como você finalmente ficou limpo?

Anselmo: “Ajuda muito se distanciar da fonte do problema, além de cortá-la pela raiz. Eu estava passando por tremendas dores físicas e eu corrigi isso com uma grande cirurgia nas costas, e isto não é um simples passeio no parque. Eu acho que assim que você abraça a parte da reabilitação física e se você realmente entrar no programa... só coisas boas saem Dalí. Uma vez que seu corpo se sente melhor, a mente se sente melhor – se isso faz algum sentido.”

Steppin’ Out: Claro.

Anselmo: “Isto ajuda muito. Há além outros fatores como o divórcio, que eu precisava muito, porque tinha que me afastar daquela pessoa em particular para poder continuar com minha vida. Então conheci esta fantástica nova mulher, não bem ‘nova’ – nós estamos juntos há 11 anos. Seu apoio é interminável e eterno. Ter esta influência positiva em minha vida é uma ótima coisa. Depende também do indivíduo. Se você trabalhar e dedicar seu tempo e realmente quiser sua vida de volta... Então está lá para ser galgado. Não importa que vida você tenha, ou onde você vive ou o que você faz. Você pode fazê-lo se assim quiser.”

Steppin’ Out: Você mencionou “realmente entrar no programa”. É uma referência ao programa de 12 passos ou você fez outro por conta própria?

Anselmo: “Não, na verdade eu fiz outro, mas posso dizer que esta é a forma indicada para a maioria. Eu fiz outro porque eu precisava dele. Vamos colocar assim... quando olho para as velhas entrevistas e estou mal pronunciando as palavras e quase dormindo em frente à maldita câmera, é vergonhoso. Foi uma merda. Ainda é uma merda. Uso estas coisas como um marcador de aonde não ir novamente com minha vida. Eu acho que estava devendo a mim mesmo, devendo a todos que foram algum dia fãs da minha música. É uma merda. Há sempre uma maneira melhor. Com uma mente limpa, você consegue trabalhar melhor, mais trabalhos pessoais, e então você pode se entender às pessoas de uma forma mais racional. Pode ser um jantar ou a produção de um disco. Todo passo que der em sua vida, você pode ser um ser humano mais confiável, o que é bem difícil em muitos casos. Tenho orgulho de hoje ser esse cara.”

Steppin’ Out: As palavras “confiável” e “músico” nem sempre andam juntas, certo?

Anselmo: “Exatamente! Você se pega quando está fodido. Eu costumava chamar de ‘Calendário da Heroína’... As pessoas me perguntavam: ‘Hey, Phil, você pode fazer isso?’ e a primeira palavra que saia da minha boca era: ‘Sim!’, porque é parte de minha personalidade dizer sim, mas na realidade, quando você está fodido de heroína ou metadona ou qualquer coisa que esteja transtornando seu cérebro... não há como se comprometer 100% com uma promessa. Para mim, este cara que podia fugir de suas obrigações a todo momento, para mim isto é um cretino, eu não sou assim, esta é a razão pela qual eu queria ganhar controle de minha vida novamente.”

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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