Matérias Mais Lidas

Nicko McBrain: pedal duplo é pra caras como Aquiles PriesterNicko McBrain
Pedal duplo é pra caras como Aquiles Priester

Jon Schaffer: nomes do Iced Earth e Demons & Wizards somem do site da gravadoraJon Schaffer
Nomes do Iced Earth e Demons & Wizards somem do site da gravadora

Greta Van Fleet: Robert Plant odeia aquele vocalistaGreta Van Fleet
Robert Plant "odeia" aquele vocalista

Metallica: veja o primeiro (e curioso) cartão de visitas da bandaMetallica
Veja o primeiro (e curioso) cartão de visitas da banda

Megadeth: Dave Lombardo quase entrou pra banda, mas percebeu a merda que ia darMegadeth
Dave Lombardo quase entrou pra banda, mas percebeu a merda que ia dar

Pantera: as cinco melhores músicas da banda, segundo leitores da RevolverPantera
As cinco melhores músicas da banda, segundo leitores da Revolver

Nervosa: Banda lança videoclipe de Under RuinsNervosa
Banda lança videoclipe de "Under Ruins"

Pearl Jam: exigindo que banda cover Pearl Jamm mude nome, sob ameaça de processoPearl Jam
Exigindo que banda cover Pearl Jamm mude nome, sob ameaça de processo

Bon Jovi: Fear Factory fez a banda mudar de estúdio durante gravação de These DaysBon Jovi
Fear Factory fez a banda mudar de estúdio durante gravação de "These Days"

Joe Lynn Turner: detonando gravadora por continuar projeto Sunstorm sem eleJoe Lynn Turner
Detonando gravadora por continuar projeto Sunstorm sem ele

Dedo x Palheta: Jason Newsted joga gasolina na fogueira do debateDedo x Palheta
Jason Newsted joga gasolina na fogueira do debate

Megadeth: Dave Mustaine, agora, é faixa roxa em jiu-jitsu brasileiroMegadeth
Dave Mustaine, agora, é faixa roxa em jiu-jitsu brasileiro

Iron Maiden: As faixas do clássico The Number Of The Beast, da pior para a melhorIron Maiden
As faixas do clássico "The Number Of The Beast", da pior para a melhor

Lista: 10 grandes sucessos que farão 30 anos em 2021 e continuam sendo ouvidos até hojeLista
10 grandes sucessos que farão 30 anos em 2021 e continuam sendo ouvidos até hoje

Quiet Riot: quebrando disco de banda brasileira em 1985Quiet Riot
Quebrando disco de banda brasileira em 1985


Matérias Recomendadas

Robert Plant: Quase saí do Led quando meu filho morreuRobert Plant
"Quase saí do Led quando meu filho morreu"

Raul Seixas: qual a origem da música Gita?Raul Seixas
Qual a origem da música "Gita"?

Jimi Hendrix: Ele participou de um vídeo de sexo explícito?Jimi Hendrix
Ele participou de um vídeo de sexo explícito?

Andre Matos: confira o incrível alcance do vocalistaAndre Matos
Confira o incrível alcance do vocalista

Bandas: As maiores da história do rock segundo os audiófilosBandas
As maiores da história do rock segundo os audiófilos

Malvada
Stamp

Optical Faze: ampliando seus horizontes musicais

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Junior Frascá, Fonte: Banda
Enviar Correções  


Realmente o underground nacional vive uma fase iluminada atualmente, pois estamos tendo uma quantidade absurda de bons discos sendo lançados por bandas Brasileiras. E um grande exemplo dessa qualidade é "The Pendulum Burns", do OPTICAL FAZE, um dos melhores discos nacionais de 2013 até o momento. Contudo, a banda não é assim tão nova, pois já está na estrada há mais de 11 anos, e seu útlimo trabalho de estúdio tinha sido lançado no longínquo ano de 2006. Conversamos com o guitarrista Jorge Rebelo, que nos conta um pouco sobre o novo álbum, sobre a história da banda e as dificuldades encontradas em todos esses anos de carreira. Confiram:

(Entrevista realizada por Junior Frascá, por e-mail, em 26 de abril de 2013)

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Whiplash - "The Pendulum Burns" mostra uma grande evolução em relação ao primeiro disco da banda, autointitulado, podendo ser considerado como um dos grandes lançamentos nacionais do ano. Conte-nos um pouco sobre como ocorreram as coisas para a banda após o lançamento do debut, e como se deu o processo de composição do novo álbum.

Jorg Rabelo: Muito obrigado pelo elogio! Bem, um ou dois dias depois do show de lançamento oficial do nosso debut, o então vocalista decidiu sair da banda. Isso prejudicou muito a divulgação do disco. É um disco com várias qualidades e foi muito bem recebido por quem ouviu, mas pouca gente ouviu. Perdemos algum tempo procurando um vocalista substituto, até descobrir que o próprio Mateus, que já era guitarrista da banda, era um ótimo vocalista e se encaixava muito bem na banda. Aí foi aquela montanha russa, muitos altos e baixos, que detalho na pergunta seguinte.

O processo de composição, de certa forma, começou desde 2008. Algumas músicas, como "Trail of Blood" e "Mindcage", são mais antigas e apenas sofreram algumas modificações e mudanças de arranjos antes de entrarmos em estúdio. Mas a maioria das músicas foram compostas especialmente pro disco, em 2011, já depois de termos definido os planos de gravação. Normalmente, as músicas surgem de riffs feitos por mim ou pelo Mateus, e aí o Pedro, Renato e o Vicente vão adicionando suas partes, sugerindo modificações e etc.. Pela primeira vez, antes de entrar em estúdio, nós gravamos demos das músicas. Isso foi bem importante. Das outras vezes, ensaiamos as músicas finalizadas e fomos direto pro estúdio.

Whiplash – A banda já tem mais de 11 anos de carreira, e esse é apenas o segundo disco lançado por vocês. Quais foram os principais problemas enfrentados pela banda durante todo esse período, e quais são as expectativas em relação a esse novo álbum?

Jorg Rabelo: Honestamente, muitos dos problemas foram originados pela banda, mesmo. Houve uma fase em que a banda, coletivamente, perdeu um pouco da motivação. Ela se tornou um hobby, e um hobby não muito importante. Entre 2007 e 2010, teve ano que nós tocamos uma ou duas vezes apenas. Chegaram a pensar que a banda havia acabado. Foi um relaxamento mesmo, mas a banda sempre teve vontade de existir e ser cada vez melhor. Ninguém pensava em sair da banda ou anunciar o fim dela. Precisávamos mesmo de um tapa na cara, de motivação. Em 2010 a gente começou essa virada, com o single "Black Hole Iris", que mostrou ao menos que nós não estávamos parados no tempo e tínhamos evoluído como músicos e compositores. E isso entusiasmou a banda e fez com que a gente tomasse a decisão de fazer o disco lá fora.

Nossa expectativa com o "The Pendulum Burns" é, basicamente, deixar de ser uma banda local. Queremos atingir muita gente, no Brasil e lá fora. Tornar a banda mais requisitada, tocar mais, trabalhar mais. Teve outra expectativa que já foi atingida com a gravação, em especial trabalhando com o Rhys Fulber, que foi aprender e evoluir individualmente e coletivamente.

Whiplash – O som do OPTICAL FAZE é bem moderno e agressivo, mas também tem grandes melodias, tudo mesclado de forma bem orgânica e intensa. Como você definiria o som da banda? Consegue encaixá-lo em algum dos subgêneros existentes no metal atualmente?

Jorg Rabelo: Acho que uma das razões que o disco está sendo tão bem recebido é o fato de termos feito um álbum que não se encaixa facilmente em nenhum gênero. Claro que algumas influências específicas podem ser identificadas, mas as pessoas que ouvem a banda, em especial o "The Pendulum Burns", têm profunda dificuldade em encaixar a banda em um nicho. E ficamos felizes com isso.

Whiplash – Alias, quais seriam as principais influências de vocês?

Jorg Rabelo: Tem algumas bandas que são unanimidade entre os integrantes, então elas acabam influenciando a gente mesmo que indiretamente. Não costumamos pensar em outras bandas na hora de compor. Mas bandas como Type O Negative, Depeche Mode, Fear Factory, Faith No More são bandas que admiramos muito pelo conjunto da obra. Todas elas foram pioneiras e criaram sonoridades únicas.

Whiplash – Um dos pontos altos do disco são as linhas vocais, que foram muito bem trabalhadas, mesclando momentos mais agressivos e guturais com outros mais limpos e introspectivos, sem cair nos clichês típicos do metal mais moderno, e que é muito criticado pelos fãs mais tradicionalistas do estilo. Vocês realmente se preocuparam com este ponto, ou foi algo que saiu naturalmente?

Jorg Rabelo: A parte dos vocais do disco foi um desafio novo pra gente, e o Rhys Fulber foi mais do que essencial nessa parte. Quando terminamos de compor as músicas, sabíamos que muitas delas pediam por vocais bem melódicos, o que seria território novo pra banda. Chegamos na gravação apenas com esboços das linhas melódicas, e o Rhys trabalhou bastante junto com o Mateus e ajudou a moldar as melodias e a descobrir e desenvolver o potencial vocal dele, que era maior do que qualquer um imaginava. E o resultado também foi ainda melhor do que esperávamos.

Whiplash – Outro grande destaque de "The Pendulum Burns" é a excelente qualidade de gravação, em especial o timbre das guitarras, que ficou matador. Conte-nos um pouco sobre a produção do disco ao lado do produtor Rhys Fulber, em Los Angeles.

Jorg Rabelo: O Rhys foi essencial para o disco. As músicas seriam as mesmas com qualquer outro produtor, elas são 100% Optical Faze, mas a sonoridade seria profundamente diferente sem o Rhys à frente da produção e da mixagem. Ele é um produtor experiente e um músico ainda mais experiente. Como músico, ele vem de um background de música eletrônica. Ele não é daqueles produtores típicos de metal, que querem guitarra no talo, solos alucinantes e outros clichês. Ele tem uma sensibilidade diferente e acaba, naturalmente, tirando a banda da zona de conforto e a guiando pra um caminho inesperado.

Whiplash – Apesar de não ser um álbum conceitual, "The Pendulum Burns" aborda liricamente um conceito específico, certo? Conte-nos um pouco a respeito.

Jorg Rabelo: O Mateus escreveu todas as letras do disco. Ele é uma mente bem criativa, não curte letras muito literais e diretas, gosta de viajar bastante e escrever coisas bem subjetivas e reflexivas. O conceito do disco não é totalmente fechado, mas segue uma linha temática. As letras abordam vários aspectos do que seria um ciclo de mudança do indivíduo e também uma mudança do mundo exterior. O disco começa abordando um lado mais introspectivo e humano, tendo o sujeito como objeto da mudança. Seja lá qual for a natureza da mudança, seja sofrer algo e se vingar ou apenas entender realmente o "eu". As últimas letras vão para o âmbito externo de mudança, com o planeta em estado catastrófico, até que se provoca a própria extinção. Todas as letras acompanham alguma espécie de mudança do sujeito, seja ele o indíviduo ou o planeta.

Whiplash – Quais são os planos da banda para o futuro? Vocês pretendem excursionar pelo exterior?

Jorg Rabelo: Certamente está nos nossos planos fazer uma turnê na Europa e nos EUA, mas ainda não existe nada concreto, só algumas conversas. Nosso objetivo é fazer acontecer uma turnê pelo Brasil, ou pelo menos algo próximo disso. Queremos tocar muito através do Brasil este ano e aumentar nosso público aqui. E isso está mais perto de acontecer. Depois, se tudo der certo, fazer a turnê no exterior, provavelmente no ano que vem. Em resumo, queremos divulgar o disco o máximo possível, queremos ser ouvidos em cada canto do mundo. Não queremos pensar em um próximo álbum até essa missão ser cumprida com o "The Pendulum Burns".

Whiplash – E como tem sido a parceria com a MS Metal Records, tanto no lançamento como na divulgação do material?

Jorg Rabelo: É uma parceria legal, que se encaixa nas nossas necessidades e possibilidades atuais. Ela é a facilitadora, ajuda a abrir alguns caminhos e ajuda nosso trampo a chegar em alguns lugares, mas a banda ainda precisa se mexer muito pra vender discos e divulgar o trabalho. Se a gente não faz nossa parte, a MS não faz a dela.

Whiplash – Obrigado pela entrevista Jorge. Por favor, deixe sua mensagem final para nossos leitores.

Jorg Rabelo: Queria agradecer de coração a você, Júnior, pelo espaço concedido. A banda valoriza muito cada oportunidade desta. Aos leitores, muito obrigado pela atenção. As bandas de metal nacional precisam do apoio e da presença de vocês. Ouçam nossa música e, se curtirem, espalhem por aí e vão pros nossos shows. É isso que vale.


Tunecore
Receba novidades de Rock e Heavy Metal por Whats App
Anunciar no Whiplash.Net


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Metal: nomes do gênero que assumiram ser cristãosMetal
Nomes do gênero que assumiram ser cristãos

Separados no nascimento: Andre Matos e Steve PerrySeparados no nascimento
Andre Matos e Steve Perry


Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

Mais matérias de Junior Frascá no Whiplash.Net.