Command6: "o brasileiro não se entende como nação"

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Por Ben Ami Scopinho
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O Command6 estreou com “Evolution?” em 2009 e rapidamente marcou território não só pelo underground de sua região, mas encarou os palcos de vários estados deste Brasilzão. E toda a experiência adquirida desde então foi canalizada na construção de “Black Flag”, um segundo disco que mostra muita evolução em sua proposta musical. O Whiplash.Net foi conversar com o pessoal para saber das novidades, confiram aí!

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Whiplash.Net: Olá pessoal, é um prazer falar novamente com vocês! “Evolution?” foi seu primeiro disco e mostrou uma banda iniciante, mas com muita garra. Quais as conquistas que este debut proporcionou ao Command6?


Bugas: O grande mérito do “Evolution?” foi nos mostrar que era possível mostrar nossas caras nos sons e agradar a galera!


Bruno: Não tínhamos a menor ideia do que viria pela frente! O “Evolution?” nos deu confiança suficiente para continuarmos o trabalho e temos muito orgulho dele!


Wash: Nós fazemos muitas reflexões sobre o nosso trabalho e percebemos que o “Evolution?” foi um marco, e digo isso com o maior respeito. Acredito que muita gente tenha se inspirado nesse disco, mas não musicalmente, e sim porque a galera sentiu que era possível fazer um trampo legal e que agradasse as pessoas. Não acho que somos os responsáveis pela cena que se formou nos últimos quatro anos, mas tenho convicção que ajudamos a dar o start.


Whiplash.Net: “Black Flag” apresenta um considerável amadurecimento em sua proposta. Levando em conta a experiência conquistada entre um disco e outro, o que este segundo álbum poderia oferecer de novo?


Bugas: Para a banda foi o profissionalismo. O “Black Flag” exigiu mais da banda como um todo.

Bruno: No começo é muito difícil encontrar um estilo próprio, e no “Black Flag” nós conseguimos adicionar um pouco mais da nossa personalidade. Nós trabalhamos duro em todas as músicas e esse processo de amadurecimento musical foi fundamental para o resultado final.

Whiplash.Net: O Command6 tem no ser humano o foco de suas letras. Considerando que o vocês já excursionaram por vários estados, qual a percepção que vocês têm do comprometimento de nosso povo para com esse Brasil?

Wash: O brasileiro é um povo que ainda não se entende como nação. Apesar de sermos um país continental que tem unidade de idioma, o que é muito difícil de conseguir, nos vemos com preconceito e dificuldade de integração. É mais ou menos assim: o paulista que não gosta do nordestino; o gaúcho que acha que faz parte de um país à parte, e por aí vai...

Wash: Pior ainda, é que essa falsa identidade de nação é mascarada e propagada como sendo a cara do brasileiro e consequentemente do Brasil... Muito triste... Acho que o futuro do nosso país é triste nesse sentido, é só ver os índices da educação. Só um choque cultural pode alinhar os brasileiros.

Wash: Mas, para não ser ranzinza... rsrsrs... Acho que a música e os músicos, seja qual for o estilo, tem um papel importante nessa mudança, desde que entendam e produzam com a responsabilidade social que esse trabalho exige.

Whiplash.Net: O guitarrista Bruno Luiz assinou a produção, mixagem e masterização junto com Adair Daufembach. Como fluiu essa parceria? O resultado final é o que vocês almejavam, ou, após esse tempo, mudariam algo?

Bruno: Trabalhar com um produtor de porte como o Adair Daufembach foi fantástico! Nós já tínhamos todas as músicas prontas quando entramos no estúdio, e o meu trabalho foi voltado para a produção musical. O Adair trouxe toda a estrutura e sonoridade necessária para que as músicas atingissem o nível de excelência que a banda buscava.

Whiplash.Net: “So Cold” foi uma ótima escolha para se transformar em vídeo. Este é seu primeiro vídeo oficial, então como foi a experiência com este tipo de mídia?

Johnny: Foi muito cansativo gravar no dia, pois nos preocupamos com cada detalhe, desde um poster na parede até a iluminação, mas com certeza foi muito gratificante no final. Foi muito bom ver os resultados, e também o pessoal da “Mosh Pit Filmes” mandou muito bem na gravação e na edição. O vídeo teve uma ótima repercussão entre a galera.

Whiplash.Net: Considerando a saturação de bandas usando a internet para a divulgação de seu nome, se torna muito difícil separar satisfatoriamente as boas das ruins. Como lidar com esta situação para conquistar a fidelidade do público?

Bugas: Muito trabalho. Temos que investir mais tempo, dinheiro e paciência em redes sociais e etc. Desse jeito nosso som vai mais longe, mas infelizmente não existe cura para mau gosto! Enquanto as pessoas ouvirem, compartilharem e apoiarem bandas ruins, elas vão existir!

Whiplash.Net: Há toda uma nova geração lançando ótimos discos pelo Brasil. Qual a sensação em fazer parte desta cena musical e, analisando friamente, que perspectivas vocês tem para sua carreira em um país que nunca deu muita atenção ao Heavy Metal?

Bruno: É uma responsabilidade muito grande! Nós temos bandas fantásticas neste país, mas infelizmente, ainda falta muito para as pessoas acreditaram em nosso trabalho.

Johnny: Estamos aqui para mudar isso ou pelo menos tentar, esse sempre foi nosso sonho e vamos lutar para que isso mude. Não estamos sozinhos, temos bandas parceiras que estão fazendo um ótimo trabalho para reverter isso.

Whiplash.Net: Dois discos e muitas apresentações pelo Brasil... Quais as metas para 2013?

Bugas: Acertar e divulgar a nova formação da banda. Produzir mais material promocional. Lançar o disco em outras regiões. Tocar muito em 2013! Mais ou menos isso... rs

Whiplash.Net: Curiosidade final: o que motivou a inclusão de “Maior Abandonado” (Barão Vermelho) no repertório de “Black Flag”? Esse cover ficou bastante deslocado...

Wash: A idéia era a seguinte: instigação. Não se pode pensar em rock nacional sem incluir Barão Vermelho. Seria óbvio e muito mais perceptível se regravássemos um cover do Sepultura, por exemplo, por ser uma banda de metal do Brasil. Mas porque não o Barão? É uma super banda, essa é uma baita música, e decidimos que seria uma homenagem aos caras pelos serviços prestados ao rock nacional. Agora, se o Frejat ouviu e não gostou, nós vamos excluí-la nas próximas edições do disco... rsrs!

Whiplash.Net: Pessoal, o Whiplash.Net agradece pela entrevista e deseja boa sorte a todos. O espaço é do Command6 para as considerações finais, ok?

Command6: Obrigado a todos os fãs e continuem acompanhando o Command6. Em 2013 vai rolar muita coisa ainda! Fiquem ligados.

Contato:
http://blackflag.command6.com
http//www.myspace.com/command6

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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