Zakk Wylde: "Black Label é como Stones ou Led Zeppelin"

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Por Julia Sabbaga, Fonte: Wikimetal
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O Wikimetal
publicou a tradução da entrevista com ZAKK WYLDE. Confira aqui a conversa.

Wikimetal (Nando Machado): Alô Zakk?

Zakk Wylde: Sim, quem é?

W (NM): Oi, aqui é Nando Machado do Brasil, eu sou de um podcast de Heavy Metal.

ZW: Sim, claro. Como se fala? Nando?

W (NM): Nando, sim, do Wikimetal.

ZW: Ah ok, como você está cara?

W (NM): Eu estou ótimo, estou muito feliz por tê-lo aqui em nosso programa. Primeiramente, é uma honra tê-lo aqui, muitíssimo obrigado pela sua disposição, pelo seu tempo. Eu sou um dos apresentadores do Wikimetal, que é o maior podcast de Heavy Metal do Brasil. Sabe… Você gravou recentemente uma versão acústica da música “Order of the Black”, como seus fãs reagiram diante disto?

ZW: Bem, nós estamos no top 50, então, assim… A família de fãs conhece o BLACK LABEL e sabe que nós somos como os STONES ou LED ZEPPELIN, musicalmente falando, nós fazemos o que temos vontade de fazer, se nós quisermos fazer um som mais pesado nós vamos fazer um som mais pesado, e se tivermos vontade de fazer um som mais meloso nós faremos um som mais meloso… e todos sabem e aceitam isso, desde o primeiro disco do Black Label, treze anos atrás.

W (NM): Nós sempre ouvimos que os fãs, os amigos do Black Label Society são como uma família para você, como é a sua relação com a sua família brasileira?

ZW: É maravilhosa! Você sabe… o Black Label transcende aquilo que pensamos como banda,você entende? É um estado de espírito, uma mentalidade… A última vez que nós estivemos no Brasil foi na turnê com o OZZY, e foi incrível! E agora estamos ansiosos para voltar, mal podemos esperar!

W (NM): Bem, já que você mencionou isto, eu estava na última vez que você tocou aqui com o OZZY, e muitas pessoas pensaram que você tinha machucado o seu dedo, e eu ouvi alguns garotos dizendo atrás de mim “Oh, que efeito legal!” Obviamente eu sei que não era um efeito, mas muitas pessoas ficaram curiosas para saber o que realmente tinha acontecido com o seu dedo naquele dia.

ZW: Eu tive uma briga com a minha esposa, aí eu dei um soco em um quadro, e machuquei o meu dedo, foi o que aconteceu… Estava realmente sangrando BLACK LABEL quando eu estava no palco!

W (NM): Eu me lembro, e mesmo assim você tocou perfeitamente! Foi extraordinário cara! E foi engraçado ouvir aqueles garotos dizendo, sabe… que eles achavam que era um “efeito”.

ZW: Engraçado!

W (NM): De qualquer forma…

ZW: Que bom seria se tivesse sido um “efeito”!

W (NM): Certo…

ZW: Este é o “efeito” que acontece com você quando sua esposa deixa você puto!

W (NM): Eu sei cara, eu entendo perfeitamente o que você está falando, eu também sou casado… mas enfim…

ZW: Exato! As garotas sabem o que conseguem fazer com você…

W (NM): Eu fiquei sabendo que os ingressos para o show aqui em São Paulo estão quase acabando, talvez tenham somente uns 50 ingressos sobrando. O que os fãs podem esperar deste show?

ZW: Vai ser mais um encontro disfuncional da família Black Label, vai ser uma festa dos milagres!

W (NM): Falando sobre o começo da sua carreira, quais foram as suas principais influências que fizeram você decidir por seguir a carreira de guitarrista?

ZW: Minhas principais influências foram RANDY RHOADS, JIMMY PAGE, EDDIE VAN HALEN, FRANK MARINO, AL DI MEOLA, JOHN MCLAUGHLIN e PACO DE LUCÍA.

W (NM): Sim, incrível! Já que você mencionou Randy, eu tenho escutado muitas coisas boas a respeito dele durante vários anos, você pode nos falar um pouco sobre sua importância como guitarrista para você e também para o Heavy Metal em geral?

ZW: Sabe, eu acho que além da sua técnica super refinada, as suas composições são maravilhosas, o que ele escreveu foi demais, entende? É tudo incrível! Os solos são como música dentro de músicas sabe? Enfim, ele tem uma técnica muito boa, as composições são maravilhosas e ele também é um cara muito legal, enfim, é o pacote completo.

W (NM): Nós temos uma pergunta clássica em nosso programa que nós fazemos a todas as pessoas que entrevistamos, qual é aquele som que faz você enlouquecer, que faz você headbangear aonde quer que você esteja, e este som nós vamos tocar agora…

ZW: “Gimme Shelter”, ROLLING STONES.

W (NM): Alguma versão específica? Porque nós vamos tocar este som agora.

ZW: A versão do estúdio.

W (NM): Alguma coisa específica que você está ouvindo no momento que você gostaria de mencionar?

ZW: Eu tenho ouvido bastante RABIN TREVOR ultimamente. SARAH MC LACHLAN e JOHN MCLAUGHLIN.

W (NM): Então você ouve fusion jazz e vários outros estilos, o que é muito bom para um músico.

ZW: Sim, e Paco, obviamente.

W (NM): Legal. Então talvez esta seja a razão pela qual você é um músico tão bom, porque você não tem preconceito contra outros estilos e músicas, eu aprecio muito isto, e eu realmente acho que esta é a razão de você ser um músico tão bom, você concorda?

ZW: Sim, plenamente.

W (NM): Eu li uma vez… que você estaria arquitetando um thrash metal G three incluindo você, KERRY KING e DIMEBAG DARRELL , isto é verdade, e pode acontecer um dia mesmo sem o DIMEBAG?

ZW: Sim… Eu conversei com o KERRY KING e com o DIME sobre isto há um tempo, nós éramos bons amigos, e agora eu e KERRY realmente não sabemos por que problema é que todos estão ocupados o tempo todo fazendo alguma coisa… então cara, é difícil saber.

W (NM): Então isto é uma coisa que você ainda pensa em fazer?

ZW: Sim… mas sem o DIME, nunca mais será a mesma coisa.

W (NM): Bem, mudando de assunto completamente, quão difícil foi para você substituir o JAKE E. LEE quando você tinha apenas… o quê… dezenove anos, estou certo?

ZW: Sim… bem… eu era, e ainda sou um grande fã do JAKE. E RANDY também sempre foi minha grande inspiração quando eu estava crescendo. Ele é incrível, os dois são incríveis. E e eu também sou fã do OZZY, então para mim estar naquela turnê foi como um sonho, foi o bico dos sonhos, você entende?

W (NM): E especialmente tão jovem como você era, certo?

ZW: Sim…

W (NM): E você também parecia tão confiante, você nunca estava nervoso diante de tamanha responsabilidade…

ZW: Não, porque você nunca deve copiar o estilo dos outros, você deve confiar em você mesmo e fazer do seu jeito, e foi o que eu fiz e deu certo.

W (NM): E você com certeza o fez. Você conhece alguma coisa sobre o Heavy Metal brasileiro?

ZW: Bem, é… Eu conheço os garotos do SEPULTURA e o MAX CAVALERA, eles são ótimos e o que eles fazem é além de Heavy Metal; eles são pessoas muito legais, mas para mim não importa se é do Brasil ou da Noruega, pois a comunidade de Metal é enorme e única, uma grande massiva comunidade. E eu gosto de tudo o que é bom som, não importando de onde vem.

W (NM): Bem, falando sobre BLACK LABEL SOCIETY, você poderia escolher um som da sua banda que você seja muito orgulhoso de ter escrito e que nós possamos ouvir agora em nosso programa?

ZW: Sim, “Crazy Horse”.

W (NM): Foi um ótimo som! Obrigado pela escolha!

ZW: Obrigado Nando.

W (NM): Você poderia deixar uma mensagem para os seus fãs do Brasil e convidar todos que estarão…?

ZW: Certo, eu desejo a todos os brasileiros, muita força, e que continuem curtindo o Black Label e que Deus os abençoe e vejo vocês em breve!

W (NM): Muito obrigado pelo seu tempo, eu realmente gostei muito e espero poder te encontrar nos bastidores e talvez tomar uma cerveja junto com você, nós estamos ansiosos pelo seu show no Brasil, aqui em São Paulo.

ZW: Está bem. Eu falo com você em breve.

W (NM): Mais uma vez, muito obrigado cara!

ZW: Tchau Nando, se cuide.

W (NM): Até breve.

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Sobre Julia Sabbaga

Julia Sabbaga é assistente responsável pela área de marketing e conteúdo do Wikimetal. Formada em Relações Internacionais pela PUC/SP e apaixonada por música em geral. Classic Rock e Punk Rock sempre estiveram no topo das preferências, mas conhecer Heavy Metal tem sido uma grande experiência.

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