Test: Baterista comenta o início e como está a banda agora

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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No momento em que você ler esta entrevista com a banda Test - na verdade um duo formado por João Kombi (vocal/guitarra, ex- Are You God?) e Barata (bateria, D.E.R., Tri Lambda) - a fama conquistada por eles já terá triplicado em relação a quando enviamos estas perguntas ao baterista. Tanto, que após duas demos, um EP e 2 DVDs (pirata oficiais) a banda está prestes a lançar seu primeiro álbum, intitulado "Arabe Macabre". Mas por que a banda triplicou sua fama? Os caras simplesmente levam ao pé da letra o famoso "Do It Yourself!" (faça você mesmo), principalmente em suas apresentações. A dupla ficou famosa por colocar os instrumentos em uma Perua Kombi, ir defronte ao local onde médias e grandes bandas estão se apresentando e, ali mesmo descer a lenha e mostrar seu show, na rua! Falamos sobre isso e outros assuntos com o Barata, que nos revelou que o problema que os obrigava a tomar esta atitude inusitada não existe mais, porém, ele não disse que não fará mais isso, pra mim não!

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Conte-nos um pouco sobre a história do Test?

Barata: O João queria montar uma banda, porque já fazia uns anos que o Are You God? tinha acabado, aí me mostrou duas músicas e perguntou se eu queria fazer parte, isso no final de 2010. Achei animal as músicas e topei. Depois disso foi só ensaiar, gravar uns sons e fazer o máximo de shows que a gente conseguir. Ano passado fizemos 70 shows. Esse ano já rolou uns 30.

Não tem como não começar com este assunto. A banda vem conquistando 'fama' no underground por se virar 'abrindo' shows de uma forma peculiar, ou seja, tocando literalmente na frente das casas de shows, na rua mesmo. Como surgiu essa idéia?

B: A ideia era a banda só fazer show assim. O João tava trampando de fim de semana e era impossível pra ele marcar um show, porque podia aparecer trampo no dia e ferrar com tudo. Então a banda só ia tocar quando ele pudesse, e já que não dava pra marcar com antecedência, a gente ia chegar à porta dos shows que já iam acontecer.

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Já aconteceu algo mais inusitado do que se apresentarem dessa forma? Algo como serem expulsos do local entre outras coisas?

B: Cara, já (risos). No primeiro show nosso na rua, na virada cultural do ano passado, jogaram uns baldes de água e caíram certinho na minha cabeça (gargalhadas). O bom é que tava calor e refrescou. Já rolou da polícia chegar também, mas chegaram quando a gente já tinha acabado, então foi tranquilo. A grande maioria dos shows rolou sem problema nenhum. Não sei como, mas que continue assim.

Além dessas apresentações inusitadas, vocês fazem shows 'normais'?

B: Fazemos muito mais os normais. O trampo maluco do João já era, e a gente pode fazer de tudo agora. Ainda bem.

Vocês lançaram o EP "Carne Humana". Conte-nos sobre o processo de composição do disco, como tem sido a repercussão e divulgação do trabalho até então?

B: O João fez as músicas e me passou em alguns ensaios. A maioria das letras quem fez foi o James, do Facada, e um outro amigo nosso, o Joaquin Ghirotti. Repercutiu legal, lançamos em vinil de 7" e está vendendo muito bem, quase esgotado. A gente está divulgando onde vai. Rolou show em todas as regiões do país e fizemos uma tour pela Europa ano passado, deu pra divulgar legal.

Sei que as bandas não gostam de rótulos. Mas o som de vocês possuem elementos de Crossover, Thrash Metal, Hardcore e Grindcore. Em que estilo vocês acham que se encaixariam?

B: Pra ser mais simples eu falo que a gente é uma banda de DeathGrind. Tem tudo isso que você falou mesmo mais Death Metal e Black Metal também.

Quais os planos do Test?

B: Sempre tocar o máximo possível e em qualquer lugar. Esse mês vamos lançar nosso primeiro disco, "Arabe Macabre", em setembro vamos pra nossa segunda turnê na Europa, e por aqui temos shows marcados em São Roque, Santo André, Florianópolis, Brusque, Belo Horizonte e no Rio Grande do Norte, no festival Do Sol.

Qual a opinião de vocês sobre a cena atual underground do país e que bandas vocês indicariam?

B: Tem muita banda boa no país inteiro. Em algumas regiões é difícil tocar porque faltam lugares (e principalmente dinheiro) mas com esforço acaba rolando. Bandas tem várias animais... Facada, HUTT, O Inimigo, Urutu, Infamous Glory, Baixo Calão, Death Kids, Homeleess, Social Chaos, se continuar falando não vai caber (risos).

O blog faz uma pergunta em comum à todas as bandas que tem entrevistado ultimamente. Mas essa pergunta nunca caiu tão bem à uma banda como cairá para o Test. É fato que existem bandas que pagam pra abrir shows de bandas grandes, as consideradas 'mainstream'. O que vocês pensam a respeito disso?

B: Eu tava conversando esses dias com o João e a gente chegou à conclusão de que é 'mó' bom que isso role. As bandas que pagam ajudam a trazer as bandas grandes e quem vai no show tem mais tempo pra ficar do lado de fora tomando cerveja.

Podem deixar uma mensagem aos leitores.

B: Pra quem quiser saber mais da banda, ou pra marcar show, comprar merchan, ouvir as músicas e saber novidades, entra na nossa página no facebook que ta tudo lá. Muito obrigado mesmo por ajudar a divulgar nosso som e mil desculpas pela enorme demora em responder a entrevista. A minha desorganização é monstruosa!

http://www.facebook.com/testgrind
http://www.myspace.com/testdeath
http://www.noropolis.net/test.php




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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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