Epica: "Os shows no Brasil são sempre intensos"
Por Vicente Reckziegel
Fonte: Witheverytearadream
Postado em 29 de agosto de 2012
O Epica já se tornou uma figurinha carimbada por aqui, pelo fato do Brasil ser parada obrigatória nos discos mais recentes. E novamente estarão apresentando-se aqui, em Setembro, na turnê de "Requiem for the Indifferent", grande álbum lançado este ano. E nada melhor que fazer uma entrevista com eles, mais especificamente com o guitarrista Isaac Delahaye, que, apesar de estar apenas há três anos na banda, ajustou-se perfeitamente ao estilo do Epica, mostrando sua importância na atual sonoridade da banda.
Vicente - Vocês irão tocar novamente no Brasil em Setembro. Qual é a sua lembrança dos outros shows aqui?
Isaac: Eu já estou muito ansioso para que isso aconteça, porque sei que esse será um dos shows mais malucos deste ano. Os shows no Brasil são sempre ensurdecedores e intensos, então eu não posso esperar para estar de volta!
Vicente - O que você espera deste novo show aqui?
Isaac: Eu tenho certeza que vai ser outra grande festa com todos os brasileiros que amam o metal sinfônico. Nós estamos em turnê com o novo álbum "Requiem for the Indifferent" então obviamente vamos tocar músicas desse álbum, mas nós também vamos tocar os clássicos do Epica.
Vicente - E o que os fãs daqui podem esperar do Epica?
Isaac: Como eu disse: uma boa mistura de músicas antigas e novas, mas também uma maior produção. Na Europa, sempre usamos um palco grande, e desta vez vamos investir muito para sermos capazes de fazer o mesmo no Brasil, de modo a obter o pacote completo.
Vicente - Para você, quais são as músicas que nunca podem estar fora do set list do Epica? Quais são as novas músicas que certamente entrarão no set list?
Isaac: Nós sempre tocamos músicas de cada álbum, e nós sempre começamos com a música de introdução e a primeira do nosso último álbum. Nós finalizamos o show com Consign to Oblivion, de modo que isso também não é nenhuma surpresa. O que acontece no meio pode mudar ao longo do tempo. Mas você não vai se decepcionar, isso é certo!
Vicente - Você já tocou em muitos países em todo o mundo nos últimos anos. Você acha que estes são dias melhores ou piores para as bandas em geral?
Isaac: Existem muitas bandas hoje em dia, assim a competição é maior. As gravadoras estão por baixo e com isso tem um orçamento menor, por isso é muito difícil para as bandas iniciantes conseguirem um contrato. Eu não tenho certeza se isso é melhor ou pior, mas é um fato que o mercado está mudando constantemente. Achamos que é importante mudar com o mercado, ao invés de simplesmente reclamar. É por isso que estamos sempre procurando novas maneiras de fazer as coisas, e eu acho que é por isso que ainda estamos vendendo mais álbuns e que as pessoas nos querem tocando em todo o mundo.
Vicente - Epica lançou em Março "Requiem for the Indifferent". Como foi a gravação deste álbum?
Isaac: Nós começamos a gravar em setembro de 2011, depois de quase um ano de composição e pré-produção. Fomos para o estúdio como sempre, e levamos até o final do ano para terminar tudo. É sempre um grande trabalho porque sempre há muito a se fazer nos álbuns do Epica. Nós realmente precisamos estar focados para não perder a visão geral.
Vicente - E a reação dos fãs foi como você esperava?
Isaac: Sim, as reações têm sido grandiosas em todos os lugares! É um álbum que leva tempo para o ouvinte assimilar completamente, mas depois tudo cai no lugar. Não é um álbum para pessoas que gostam de canções de 3 minutos. Mas é isso que o torna tão interessante na minha opinião. Estou muito feliz com o resultado, e parece que eu não estou sozinho!
Vicente - Para você, "Requiem for the Indifferent" é o mais pesado CD do Epica?
Isaac: Ele tem uma espécie de atmosfera obscura de fato, por causa das letras pesadas, e algumas das canções são realmente rápidas e furiosas. Pode haver alguns vocais guturais a mais neste do que nos álbuns anteriores, mas há também uma abundância de momentos mais calmos. Eu diria que a dinâmica tornou-se maior, as partes pesadas tornaram-se ainda mais pesadas nos últimos tempos. Incrível!
Vicente - Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que inspiraram você?
Isaac: Como guitarrista sou muito inspirado por Slash, David Gilmour, Andy Timmons. Como compositor eu amo bandas com riffs Thrash. Eu cresci com bandas como Pantera, Machine Head, o antigo Sepultura, Rage Against the Machine.
Vicente - Em poucas palavras, o que você pensa sobre essas bandas?
Mayan: Minha segunda banda. Boa maneira de ficar um pouco mais enlouquecido na guitarra e adicionar ainda mais escuridão no Symphonic Metal.
Kamelot: A banda que lançou o álbum chamado "Epica". Estou curioso sobre seu novo álbum e sobre como seu novo cantor irá soar. Grandes caras!
Tristania: Nunca realmente os ouvi, mas já fizemos shows nos mesmos festivais ao longo dos anos, então eu estou familiarizado com o que eles fazem.
Within Temptation: Grande banda! Pessoas legais que estão investindo muito no visual. Eu gosto quando bandas procuram mais do que apenas a música. Nós tocamos com eles e o Nightwish apenas algumas semanas atrás e foi legal.
Sepultura: Uma das bandas que eu cresci ouvindo. Eu meio que me perdi após o "período Cavalera". Eles foram extremamente inovadores e fizeram o Metal tornar-se mais aceitável para um público mais "mainstream".
Vicente - Por fim, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que amam o som de Epica.
Isaac: Como eu disse antes estamos todos muito ansiosos para estar de volta no Brasil, e esperamos que todos saiam para os shows, bebam uma cerveja, batam a cabeça, gritem juntos e tenham apenas um grande momento. Vejo vocês em breve!
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