Vinny Appice: "Vivian Campbell era o cara"

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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Don de Leaumont do The Great Southern Brainfart entrevistou o lendário baterista Vinny Appice (DIO, BLACK SABBATH, HEAVEN & HELL, KILL DEVIL HILL). Seguem alguns trechos da conversa.

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The Great Southern Brainfart: Quero falar sobre como você tocou no álbum do KILL DEVIL HILL. A forma de tocar nesse álbum é diferente de tudo que já ouvi. Você tem um som tão característico mas há um groove e um swing alí que nunca ouvi do Vinny Appice.

Vinny: Há duas coisas estiveram envolvidas nisso. Uma foi que o último álbum do HEAVEN & HELL, "The Devil You Know", foi composto com uma bateria eletrônica. Estávamos todos numa sala com uma bateria eletrônica. Foi idiota. Eu queria ir para algum lugar para ensaiar e tocar e fazer a merda do négocio alto. Foi assim que fizemos o "Mob Rules" e o "Dehumanizer", mas ao invés disso, acabou que fomos trabalhar no estúdio do Ronnie [James Dio] com uma bateria eletrônica. Quando gravamos o "The Devil You Know", a banda queria que ele tivesse a bateria bem simples e então eu não toquei muita coisa no álbum. Quando a bateria saiu, eu tive feedback do tipo, "o Vinny não tocou merda nenhuma de bateria", e "a bateria tá monótona", e merdas assim [risos]. Eu fiquei tipo, "OK, mas vocês não sabem da missa um terço". Isso ficou na minha cabeça e então eu decidi que eu ia tocar pra caramba no disco [KILL DEVIL HILL].

The Great Southern Brainfart: Eu realmente amei o "The Devil You Know" e não tinha idéia do nível de limitação com que você estava trabalhando.

Vinny: Bem, com o SABBATH, era mais como se a forma de tocar tivesse de estar nos padrões do SABBATH. A gente não podia fazer muita maluquice. Mesmo ter melodia em excesso seria bom demais para o SABBATH. Há três egos conduzindo a banda e a forma como o "The Devil You Know" foi composto, tocar a bateria eletrônica não foi inspirador para mim. Você não pode suingar numa bateria eletrônica. É difícil trabalhar assim. Se estivessemos num lugar ensaiando a música, teria sido bem mais agressivo e ia soar muito mais como o SABBATH do que do jeito que saiu.

The Great Southern Brainfart: Sempre me perguntam sobre o que está acontecendo com esse atual drama do BLACK SABBATH com essa coisa do Bill Ward [baterista] não querer fazer a reunião e tudo. O que você acha disso tudo?

Vinny: Não entraram em contato comigo nem nada, então eu não estou envolvido, para ser honesto. Eu mantenho contato com eles, entretanto, especialmente com o Tony [Iommi] em consideração à saúde dele e tudo. Foi meio que engraçado ver esse furor todo sobre a volta do SABBATH e então de repente o BILL não fazer. Então eu li todos esses posts online dizendo, "Bem, se o Bill não for fazer, o Vinny é o próximo da fila", e então outros estão falando merdas como "Foda-se o Vinny! Ele não devia estar lá. Tinha de ser o Bill!" Então eu leio que o botaram o Tommy [Clufetos] da banda do Ozzy no meio da bagunça e então dizem, "Foda-se o Tommy. Tinha de ser o Vinny!" [risos] É que nem as donas de casa fofoqueiras do "Jersey Shore" ou coisa assim. [risos]

The Great Southern Brainfart: Obviamente não é justo dizer que você não fez parte da história do SABBATH, mas por eles estarem chamando a coisa de "BLACK SABBATH reunion", você acha que é apropriado eles continuarem com isso sem o Bill Ward e ainda assim chamar de SABBATH reunion?

Vinny: Bem, eu acho que a primeira escolha devia honestamente ser o Bill Ward. Se o BLACK SABBATH vai fazer uma reunião, o Bill tinha de estar lá. Em 1998 eles fizeram uma turnê de reunião mas o Bill não pode fazer por causa de problemas médicos, então eu fiz umas 4 ou 5 semanas com eles na Europa com o Ozzy cantando. Eles não chamaram isso de turnê de reunião, entretanto. Eles saíram como BLACK SABBATH, apenas. Então eles fizeram turnê nos Estados Unidos e eles a chamaram de turnê de reunião. O Bill na realidade estava tocando naquela turnê mas eu estava na turnê com eles no caso do Bill ter algum problema. Ele não teve nenhum problema naquela turnê, então eu passei a turnê toda sem tocar, o que foi a turnê mais esquisita que já fiz.

The Great Southern Brainfart: Estar em turnê e não poder tocar parece horrível. É como estar num bordel e não poder tocar em nada.

Vinny: [risos] Exato. Foi ridículo. Então eu senti que estava ficando fora de forma por não estar tocando. Sim, acho que o Bill devia fazer essa turnê. É uma reunião. Nesse ponto, provavelmente será a última turnê do SABBATH e acho que os fãs, bem, eu não acho, eu sei que os fãs honestamente querem ver a banda verdadeira. Eu gostaria de ver também. Eles tocam de uma forma inacreditável juntos.

The Great Southern Brainfart: Eu realmente odeio ver isso se tornar uma novela. Acho que isso mancha qualquer tipo de legado de reputação que o SABBATH possa ter deixado.

Vinny: Sim, exato. Acho que o problema todo dessa coisa foi dinheiro. É uma pena ver isso. Eu não sei o que diabos vai acontecer. Se eles acabarem fazendo com outro baterista, será a segunda melhor coisa uma vez que os fãs ainda assim querem ouvir aquelas músicas clássicas.

The Great Southern Brainfart: Você trabalhou com três guitarristas diferentes no DIO (Vivian Campbell, Craig Goldy, e Tracy G). Na sua opinião, quem foi o melhor guitarrista do DIO?

Vinny: Oh, foi o Campbell. Ele era o cara. Ele estava pegando fogo. Ele tocava demais, ele tinha um feeling ótimo e ele tinha um ritmo ótimo. Ele era um cara bem legal. O Viv, o Jimmy [Bain], o Claude [Schnell] e eu fizemos um som mês passado. O Viv estava na cidade e ele queria tocar, então nós pegamos um lugar para ensaiar e fomos e tocamos todas essas músicas antigas do DIO. Foi bem legal. Talvez nós até façamos alguns shows, então vamos ver. Nós temos esse vocalista super bacana que se chama Andy [Andrew Freeman; HURRICANE e LYNCH MOB], que realmente ama o Ronnie e seria legal ir e fazer uns shows. Eu não tocava com o Viv desde 1985 ou 86, mas mesmo assim deu certíssimo. Dava pra ter feito um show naquela noite. Foi o tanto que deu certo, mesmo depois de todos esses anos. [risos] É algo que talvez possa acontecer. Quero dizer, nós éramos os caras de verdade. Nós éramos a banda. O Ronnie não está aqui e seria legal tocar aquelas músicas do jeito que eles devem ser tocadas em memória do Ronnie. Eu não sei como poderíamos chamar isso. RE-DIO? [risos]

Leia a entrevista na íntegra no The Great Southern Brainfart
http://thegreatsouthernbrainfart.com/?p=9497




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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