Tony Martin: "O Black Sabbath não fala comigo há 15 anos"

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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Tarja Virmakari, do Metal Shock Finland, entrevistou o recentemente o ex-vocalista do BLACK SABBATH Tony Martin.
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Metal Shock Finland: Para muitos fãs do BLACK SABBATH, o "Headless Cross" (1989) foi a última obra prima da banda. Quais são as memórias desse álbum?

Tony Martin: Muito excitante... e grato por estar junto, estou certo que vocês sabem disso... especialmente por ter o Cozy Powell [bateria] também. Tudo estava bem naquele momento.

Metal Shock Finland: Você acha possível ver uma turnê de reunião com o Tony [Iommi] e os outros membros do BLACK SABBATH?

Tony Martin: Nesse momento não vejo como. O SABBATH não fala comigo há 15 anos. Todos os álbuns em que estive foram totalmente retirados de venda por eles e seriam necessárias mudanças incríveis para ter tudo de volta.

Metal Shock Finland: O que você acha dos outros vocalistas do SABBATH — Ozzy Osbourne, Glenn Hughes, Ian Gillan e Ronnie James Dio?

Tony Martin: Não tenho problema nenhum com eles. Eu conheço pouco o Ian e foi tudo bem. Eu conheço o Glenn Hughes bem e nos damos bem. Eu só me encontrei com o Dio uma vez e ele não estava feliz na época. Eu tentei conversar com ele mas ele não deu idéia. Não tenho nenhuma idéia do que pode ter acontecido. Eu não conheço nenhum dos outros. Todos têm um lugar na história da banda, é claro.

Metal Shock Finland: O que você pode revelar sobre seu projeto com o Andy La Rocque (KING DIAMOND) e o Magnus Rosén (HAMMERFALL)?

Tony Martin: Eu os encontrei no início desse ano e fui encontrá-los a convite do Magnus. Ele me disse que ele e o Andy estavam tentando fazer algo grande e queriam saber se eu estaria interessado. Bem, o Magnus é um cara tão legal, e o Andy também. Eu não pude resistir à chance de trabalhar com eles. Então nós gravamos duas faixas e elas acabaram ficando ótimas. Mas o problema agora é que todos nós temos coisas a concluir antes de fazer algo mais, então estamos planejando e esperamos fazer um som novo para vocês ouvirem mais no fim do ano.

Metal Shock Finland: Tony, você tem 45 anos de experiência no music business, e ainda tem aquela chama acesa dentro de você. Diga-me, qual seu segredo para mantê-la viva?

Tony Martin: Eu sou músico desde os sete anos de idade e não consigo tirar isso de mim. Tenho treinamento em várias coisas, desde eletricista até encanador! Eu já até trabalhei numa sex shop, hahaha!!! Aquilo foi hilário!!! Mas a música é o que me manteve e aquilo do que consegui viver de alguma forma. Nunca fez de mim um milionário e jamais fará, mas a maior parte da minha vida adulta eu estive envolvido com isso de um jeito ou de outro.

Metal Shock Finland: Falando sobre o music business de hoje em dia, há alguma coisa que te deixa com raiva? E se pudesse, você mudaria algo?

Tony Martin: Ah, bem, claro! Se você for pensar, o artista é a PRIMEIRA pessoa na cadeia. Nós COMPOMOS as coisas com que TODOS os demais ganham a sua vida com elas. Produtores, empresários, selos, gravadoras, imprensa... TODOS eles vivem às custas do que criamos mas somos os ÚLTIMOS a receber. Somos a mesma pessoa! Todas essas pessoas recebem sua fatia e porcentagem e salário, que eles AINDA recebem, mesmo apesar de haver bem menos dinheiro na indústria, o que deixa o artista com nada. Isso tem de mudar, tudo, mas tem de começar com os músicos e artistas. Em primeiro lugar, parar de trabalhar de graça. Isso não ajuda em nada... Parar de ficar dando música de lambuja... isso não ajuda... E começar a mudar os contratos e porcentagens que damos. Os selos NÃO SÃO a resposta, não hoje em dia, quando tem tanta coisa à disposição do indivíduo. Nós nunca tínhamos acesso ao mundo quando eu tive meu primeiro contrato com um selo. Nós PRECISÁVAMOS dos selos, mas não agora. Eu honestamente acho que eles são um obstáculo para muitos de nós. É hora de repensar e tomar de volta o valor do que criamos. A música é uma arte sem valor hoje em dia; não há valor nela. Eu fui até a advogados para tentar descobrir por que nós, como criadores e fabricantes, não temos os mesmos direitos que os outros. Eles podem esperar um piso de preço pelo que eles fazem, mas nós não. Parece que o mundo não gosta do preço que colocamos, e nós, como grupo, devíamos ter nosso próprio mecanismo que devia nos proporcionar direitos básicos – contratos – mas eles são inúteis hoje na era dos downloads. Assim que o artista mudar a forma que trabalha ele vai mostrar ao público o VALOR do que eles tiram de nós, em comparação é o meu ponto de vista.

Tome por exemplo ir ao cinema – você vai ver um filme e paga 10 pratas. Você vê o filme e deixa suas dez pratas lá! Se você quiser ver de novo, VOCÊ PAGA DE NOVO!! Não é assim com a música. Uma vez que você adquire a música, é sua PRO RESTO DA VIDA! Você não tem de pagar a cada vez que põe ela pra tocar. E AINDA ASSIM tem gente que acha que é caro demais. Bem, isso é uma grande bobagem! Também houve o tempo em que conseguíamos tirar dinheiro com shows, mas NA MINHA EXPERIÊNCIA, nos últimos cinco anos, nós agora temos de pagar a um PRODUTOR só para estar lá e vender, e eu tive de pagar tudo entre 20 e 50 por cento da mercadoria! Então isso não é muito atrativo. MUITAS coisas têm de mudar, e eu poderia continuar falando por semanas.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Metal Shock Finland

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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